sábado, 12 de agosto de 2017

Opinião: Som alto e a culpa do ouvinte!

 Salve!
Você sabia que o limite de volume suportado pelo ouvido humano é 120 dB?
 Você sabia que muitos estúdios já estão masterizando em -4 dB RMS? 
Sabia que muitos "DJ" pegam e passam plugins do tipo compressão aumentando o volme para -2 dB? Sabia que quase 60% da população já escuta música somente em fone de ouvidos? 
Como já não bastasse o famigerado "Jabá" as gravações há anos tem um inimigo "oculto" chamado "guerra de volume"!
 O que acontece é o seguinte: muitas vezes uma gravação legal bem gravada e tocada quando mostrada a alguém a primeira reclamação é sempre o volume.
 A maioria das gravações caseiras podem sair baixas devido a:



A)uso incorreto dos equipamentos ou equipamentos inadequados 
 B)Excesso de canais ou de efeitos
 C)Erro de cortes ou ajustes (pan,equalizaçao,volme)
D)Local inapropriado  
E)ruídos em geral. 

 Fora isso outros fatores podem ser determinantes como ajustes de "harmônicos" mas se a gravação está "limpa e clara" é quase "impossível" ao masterizar ela não sair alta não importar o que você usou para gravar!
Porem existe um novo fator, chamado "preguiça de aumentar o volume" ou seja, tudo tem que ser alto. Muitas música por exemplo como "Money for nothing" podem até ser "masterizada" num volume bem alto que dificilmente irá distorcer, agora uma música como "Somebody told me" apesar de ser ótima experimente aumentar mais um pouco, ela fica inaudível!
Ou seja, se matematicamente a seguinte fórmula:
Rms master x volume do aparelho de som vamos supor que seu master tem -6 dB, e seu aparelho de som vai até 10, então:

6 x 1 = - 6db
 6 x 2 = +6 db 

ou seja, imagina o volume em 10! Claro que para conseguir isso será impossível a partir do volume 5 tudo começar a distorcer...
Algumas músicas com "Turn me on" estão tão altas que é quase impossível atinger seu volume numa master! E isso é porque nos acostumamos  a não levantar mais para aumentar o volume do aparelho de som e o resultado é que estamos com volumes cada vez mais altos como mostra o gráfico abaixo:

http://cdn.antiquiet.com/wp-content/uploads/2011/02/loudness-war.gif

 E lógico que já comentei muito no blog sobre a "Guerra dos Volumes"   e causas que ela está tendo é um delas é isso. Claro que isso, não quer dizer que devemos fazer uma música "baixa" e pensar que o ouvinte que pare de ser preguiçoso e levante e aumente o volume pois não tem lógica! E sim de pelo menos cortar "muitos processos" que existem hoje por causa disso que estão extremamente difíceis para quem grava em casa ou num pequeno estúdio mas acho que isso vai ser muito difícil de acabar.

Quantos mais, mais baixo

Qual diferença entre anos anteriores e agora? Simples: o número de instrumentos!
Essa história de que cortaram mais para os arranjos, coisas acústicas, mais pancada na música eletrônica e menos synth pode ser coisas do padrão atual musical, mas também porque quanto menos instrumentos no "campo estéreo" mais ele pode ser expandido e é por essa razão que muitos produtores estão preferindo cada vez menos instrumentos nas gravações.  Essa dica é bem valiosa, pois de repente pode lhe dar uma luz "como deixar sua música mais alta", porém lembre-se de uma coisa: a guerra está quase no fim, porque praticamente todos master estão ficando quadrados!!!


Boas gravações!!!




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mixagem: 10 Dicas pra fugir da tentação de "aumentar o volume"

O maior desafio pra quem grava em casa é fazer a música soar parecido há uma música comercial.
Quando digo "parecido" é porque por mais que você tente, sempre vai "faltar algo" para sua música soar igual a de um "grande estúdio" e claro porque estamos falando de um fator chamado "investimento" pois se toda gravação soasse "comercialmente" bem ninguém gastaria mais cem mil reais para montar um estúdio de qualidade!
A primeira coisa que a pessoa faz é aumentar o "volume" quando a música não soa legal e geralmente se faz isso usando limiter, equalizador ou compressor esquecendo de ver o "básico" de como a música foi gravada e mixada.
Abaixo separei 10 dicas para você fugir da tentação de "aumentar tudo" pulando algumas etapas
que são praticamente obrigatórias quando se mixa.

1.No que está se baseando?
A primeira coisa que você tem que estar ciente, qual o tipo "de música de referência" que você está usando. Por exemplo, vamos supor que você esteja gravando um rock e está usando como referência um power trio, uma banda grunge ou ainda aquelas dos anos 80 como uma de hair metal e isso conta muita.
quanto mais instrumentos menor, mais reduzido fica o campo estéreo! E isso é um fato.
Por exemplo sua voz somente com violão fica na altura
que quiser pois não há brigas (a voz por ir no lado direito e o violão no lado esquerdo), agora imagine uma big band com 32 instrumentos, como ajustar  essa bagunça sonora no seu campo estéreo?
Por isso quanto mais instrumentos lembre-se que você terá mais passos a serem feitos no processo de
gravação e mixagem e possivelmente você terá que sacrificar "bons timbres" para destacar o que deve realmente aparecer na música.

2. Redestribua seu campo estéreo
O acúmulo de pistas num mesmo "pan" pode fazer o som se tornar "fora de fase" em alguns falantes.
Existe um cálculo que um produtor me ensinou e até hoje levo a risca que é não é muito diferente do que se usa hoje para o posicionamento estéreo.
Seria assim: instrumentos graves como baixo, trambone, lado esquerdo teclado, guitarra distorcida com power chord, voz baritona mais para esquerda; instrumentos agudos como guitarra limpa, lado direito teclado, voz tenor, pratos, tons altos trazer mais para direita; instrumentos de marcação principal como caixa, bumbo, baixo, voz principal, solos ou camas deixar no meio.
Contudo isso é só para esclarecer melhor o que acontece no "campo estéreo" o bom mesmo é seguir essa regra e depois ver se combinou ou não com sua música e ir fazendo pequenos ajustes.

sábado, 29 de julho de 2017

Gravação: camada de voz em apenas 5 passos

Antes de começar a ler essa postagem, sugiro ver um vídeo que já postei bastante por aqui.
A cena é do filme "La Bamba" onde mostra como Ritchie Valens grava "Come Let´s Go" em takes (parte por parte).
video

Você pode até achar que isso é coisa de cinema mas a maioria das gravadoras fazem isso desde essa época e por um simples motivo: economia de tempo. É melhor fazer um take de 01:00 bem feito do que uma canção inteira (mais ou menos 03:30) onde pouca coisa dá para se aproveitar, o resultado será bem mais satisfatório. Já se perguntou porque tem gente desafinada "ao vivo" e a gravação de estúdio ficou tão bem feita? Esse é um truque que você irá aprender aqui em apenas 5 passos!

DAW: A que você está acostumado a usar
Dificuldade para fazer isso: de médio a difícil. 

1.Conheça os tipos de voz que consegue fazer
Se fomos falar na maneira mais estudiosa iremos definir vozes por classe, como por exemplo
Soprano para definir uma mulher que canta alto ou Tenor para definir um homem que canta alto
Se você que saber isso aqui está link perfeito sobre isso. Como essa postagem não sobre "como cantar ou sobre técnica vocal" e sim para quem tem mais ou menos conhecimento do que quer fazer então a primeira coisa que se deve ter em mente é quais vozes você consegue fazer além da sua.
Vamos supor que você consiga imitar o "Renato Russo ou o Gustavo Lima" ou ainda "Elis Regina ou Paula Fernandes" ou se você consegue cantar em barítono (grave), voz branca (sua voz normal), drive (voz rasgada) e falsete (voz de cabeça) e lembrar da execução separada de cada uma delas?
Se você sabe fazer mais de uma voz então no item irá lhe ajudar bastante.

2.Melodia
Feito isso você deve conhecer bem a melodia da música com sua letra. O bom é que você saiba ela decor e evitar "colas" (a interação dos olhos com boca nunca combina). O ideal é que você saiba a música decor e não se esqueça de aquecer antes  de cantar de preferência como esse do vídeo abaixo:


Só nesse vídeo você já consegue ver algumas vozes que você pode fazer.

domingo, 16 de julho de 2017

Coluna do Anício: roqueiros mimizentos

Salve Pessoas!
Kurt Kobain se envelhece! 
Bom essa postagem estou fazendo logo após participar de um "evento entre amigos" na verdade é uma coisa bem simples: a gente fecha um bar, se reúne entre músicos e amantes da música e ficamos tocamos a noite toda diversos estilos, mas geralmente tudo fica entre MPB (aquela mais pop) e Rock.
Nessas confrarias geralmente a gente fica "bêbado" e lógico alguém começa reclamar da música atual de como por exemplo teve que começar a trabalhar num escritório porque  a música não rende mais como rendia um dia.
Geralmente ouço sempre as mesmas reclamações mas de vez em quando ouço algumas coisas que fazem muito sentido como o que um amigo meu fã de rock (que não é músico) disse:

"Nossos pais reclamavam do nosso som (nos anos 90) mas era algo novo, hoje em dia minha geração faz a mesma reclamação que não é a mesma do meu pai, porque o sertanejo não é algo novo e sim porque na minha adolescência  isso era coisa de velho!"

sábado, 15 de julho de 2017

10 Dicas para tornar sua gravação caseira mais profissional

1.A correlação entre a entrada
Durante muito tempo eu acreditei que um simples equipamento de entrada como por exemplo
um amplificador, um compressor e um bom microfone já daria bom resultado mas porém depois de comprar mais equipamentos adicionais (como equalizador e supressor de ruídos) vi que tão importante quando o computador ou a placa de som usada também é o "equipamento de entrada" pois é ele que faz a "conversão do som" ficar mais "aberta" (como uma gravação comercial) ou fechada (como uma gravação amadora) portanto se melhor você tiver um equipamento para "seu som entrar", mais fácil é de manipular o som depois.

2.Placa de som
Se seu equipamento de entrada for bom você não precisa de uma "super placa de som" para
gravar bem. Contudo placas internas ou externas (USB) se não for de um fabricante confiável na linha de gravação (como M-Audio, Prosonus, Focusrite, Roland, Yamaha, Behringer ) podem trazer efeitos bem indesejáveis.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Coluna do Anício: 10 ilusões mais comuns do músico em busca do sucesso

Salve Pessoas!
Hoje vou fazer uma postagem diferente.
Nada de técnicas ou sugestões e sim 10 perguntas que faço a você com as minhas respostas.
Eu bolei isso depois de alguns e-mails que recebi. Alguns falavam que eram guitarristas iniciantes e perguntavam se era "difícil fazer sucesso".
Outros já eram mais "avançados" e queriam saber onde uma banda (de rock principalmente) poderia se "encaixar" nesse mercado tão louco e muitas vezes injusto.
Eu não sei se sou "a pessoa certa pra isso" pois há tanta gente boa falando sobre isso e até dando cursos sobre isso que me sinto meio "perdido" para orientar alguém
mas já que me perguntaram e eu não posso deixar na mão aqui vão as 10 ilusões mais comuns do músico que procura o sucesso.
Acho que na minha opinião essas "perguntas" para um "músico iniciante" pode encontrar algumas soluções, já para o "músico experiente" pode encontrar alguma orientação.

Boa Leitura!

1.Não importe o que você tocar o público não liga muito pra isso hoje em dia
Em 1977 se você tivesse uma banda e não tocasse Don't Let Me Be Misunderstood (Santa Esmeralda) você tocava o primeiro show no bar e possivelmente não tocaria o segundo pois o público ia reclamar direto com o dono. Em 1987 todos queriam ouvir La Bamba (Los Lobos) por causa do filme que fazia muito sucesso, era uma das primeiras músicas que o dono do bar perguntava se a banda fazia. Quando eu comecei a tocar com banda em 1997, uma das músicas mais ouvidas nas rádios era Pra dizer Adeus (Titãs) contudo o público e nem o dono bar exigiam que você a tocasse e a maior exigência era tocar pelo menos perto do que estava no CD. De 2007 pra cá não vejo mais nenhuma mudança "drástica" no comportamento do público. Claro que a maioria querem que você toque o que está na moda, mas aquela exigência de tocar "fielmente" a gravação já não existe mais entre as pessoas e isso ficou agora é coisa dos viciados em música, fãs e músicos.
Então se você anda com essa "pressão" pode ficar mais sossegado pois o interessante hoje em dia muitas vezes não é fazer uma "cópia fiel" e sim uma "cópia revisada".
Porém isso deve-se muito ao a pobreza de muitas coisas na música atualmente por exemplo como a guitarra solo que praticamente sumiu nessa última década entre os cantores e bandas novas.

sábado, 17 de junho de 2017

O que fazer com tantos plugins?

Pra começar semana, vou falar de uma coisa que atormenta quem grava, o que fazer com tantos plugins? Todos os meses aparecem novos plugins DX, VST, VST3, VSTI, RTAS... 
Mas qual você usa realmente
Vale a pena ter uma coleção de Plugins ou gastar uma fortuna nos mesmo?
Muitas pessoas com que falo dizem que ao passar o um plugin não notam o mesmo na gravação, mas por quê?
Porque a maioria do pessoal não tem uma placa de som adequada, por isso muitas vezes aqueles Plugins excelentes são excelentes para computadores excelentes, com sistema “pro tools” por exemplo que são estações de áudio profissional.
Uma das coisas que o pessoal não sabe (e poucos sites comentam) que muito de um desempenho de um plugin está baseado no processador e na placa de áudio que você tem, ou seja, quanto mais “profissional” for seu equipamento (incluindo a sua entrada dos instrumentos) será melhor o desempenho dos Plugins.
Temos mania de instalar um plugin no nosso computador achando que podemos usa todos os recursos do mesmo!
Notei isso quando um amigo meu me mandou uma trilha e voz de uma música dele gravada numa estação pro tools para que eu colocasse a guitarra nela usando o meu computador. 
Apesar de usar exatamente os mesmos Plugins do Pro Tools, não consegui chegar nem perto do processamento de som que ele faz! 
Muitos fóruns comentam que não há “um limite de Plugins” porém o que não comentam é que quanto mais Plugins você passar, irá cada vez mais mudar o formato da onda do seu som como mostro nos processos ao lado (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
Note que a medida que passamos os plugins a onda que era “redonda” vai ficando “achatada”(pois na gravação digital toda a onda é forçada a ficar assim devido a quantidade de bits que é empregada na mesma) e isso é muito mais feito rapidamente em computadores normais. 
Os computadores que são “estações de gravação” acontece a mesma coisa, porém com bem menos intensidade (pois possuem conversores A/D bem melhores).
A medida que você vai passando “qualquer tipo de plugin” o mesmo vai achatando o som original. Os profissionais usam conversores A/D e os mesmos custam uma fortuna!
Veja aqui o preço de um deles bem simples o Behringer AD 8000 Usados para gravar uma guitarra, uma voz, violão, teclado, bateria...
E muitos também simplificam usando VSTi e samples, porém para os mesmo ficarem com qualidade, muitas vezes é preciso usar um sample de 128K há 24 bits, coisa difícil de fazer numa placa que não seja de áudio profissional.


domingo, 11 de junho de 2017

Gravação: gravando voz em takes

Numa postagem anterior falei que quando a voz é gravada por “partes” em muitas partes ela pode soar alta e outras baixas e que esse um dos principais fatores que muitos produtores preferem gravar “vária vozes” com partes inteiras e escolher as melhores.
Porém isso depende de alguns fatores: se o cantor é bem afinado e treinado, tempo de estúdio, colocação de efeitos e principalmente se o cantor está entusiasmado para cantar. Apesar de antigo, no filme La bamba nessa parte (video abaixo) mostra o empenho dos produtores de Ritchie Vallens para gravar os trechos do mega sucesso “Come let´s GO” e isso também é muito usado: muitas vezes vale a pena se gravar em takes para pedir ao cantor mas empenho e determinada parte.






Vamos a listas de vantagens de gravar uma voz em take:

Melhor de se trabalhar ao fazer limpeza (pontos de respiração, de-esser)
Se corrige mais fácil um trecho com auto tune ou harmonist.
Nem precisa compressão, basta você aumentar com um “envelolpe de volume” as partes baixas e equilibrar com as partes altas.
Pode se pedir empenho ao cantor numa frase sem se preocupar com os pontos de respiração.
Pode se pegar uma parte e reaproveitar a mesma em outro lugar sem precisa fazer novamente essa gravação.
Pode se trabalhar várias vezes na mesma parte antes de passar para outra.
Caso ocorra algum erro durante a gravação é só pedir para o cantor regravar somente o take que deu errado.

Vamos listar as desvantagens:

A principal desvantagem dos takes é que um crítico de música com ouvido supremo notará que o som não está natural.
Você irá precisar de pelo menos 2 pessoas para isso (alguém fica no computador, outra pessoa análise o empenho do cantor)
Ao dar render (junção das partes) pode ser perder alguns dB ou ficar fora de fase.
O tempo de gravação em takes é bem maior do que gravar direto (devido ao emprenho em cada take)
Nem pense em passar noise gate ou noise reduction! A Limpeza tem que ser manual, pois esses efeitos podem deixar o take “fora de fase” na hora do render!
Não passe efeitos do tipo reverb, chorus, flanger... No take! Ao menos que cloque no o efeito no “bus” e faça o render.

Lembrando pra quem usa o estúdio como meio de profissão: você precisa explicar ao seu cliente as vantagens e as desvantagens de se gravar em take, mas por experiência própria, é bem mais fácil de trabalhar assim com pessoas destonadas (que mudam de tom do nada) ou aquelas que tem dificuldade de manter a respiração.

Abraços!

sábado, 3 de junho de 2017

O som do futuro

Postado originalmente em 09/11/2009
Esses dias (em 2009) estava vendo o site da "Globo", onde um monte de gente estava numa festa de que era só ele com um violão e um outro um cara (bem escondido e fora do palco lógico) soltando a programações da músicas (os playbacks) com o programa Fruit Loops ou Reason 4, mas não tenho certeza....A evolução "das bandas de um homem só" começou primeiro com a bateria eletrônica, depois com o General Midi, muita gente até hoje usa o MD e o CD (com playbacks previamente gravados) e agora com o fácil acesso a notebook e laptops, programas que reproduzem General Midi em formato de VSTi ou samples.
o lançamento de um CD de um artista da Som Livre. Até aí nada de mais, mas o que me chamou a atenção,
Como já comentei antes, muita gente (a maioria) torce o nariz para isso, porém ao chegar numa grande gravadora descobre que muitos produtores preferem usar Vsti ou samples, para poupar "tempo no estúdio". Pela lógica (não sei se estou certo) esse artistas pegou as "trilhas de estúdio" e tocou no computador, sem precisar de uma banda de apoio.

Tenho uma história: uma vez no Paraná tinha um show de rock que fui com várias bandas. As bandas eram muito boas, mas um dos shows me chamou a atenção. Para o evento foi montado dois palcos: A e B, e nesse dia no palco A estava se apresentando uma banda eu estava por lá mas via que o som do palco B estava muito bom, quando cheguei no palco B e olhei não acreditei:

Coluna do Anício: sobre paradinha, despacitos e outras coisitas

Salve Pessoas!!!
Uma coisa que confesso a vocês que apesar de ser professor e músico pouco ando ligado no que acontece na música atualmente e uma prova disso é que muita vezes quando vou tocar em algum bar raramente presto atenção no som ambiente a minha volta pois depois de anos fazendo isso você já nem repara mais em certas coisas pois apesar de músico ser uma "profissão mágica e misteriosa" para muitos com tempo se torna tão comum quanto você acordar e ir trabalhar todos os dias num
Garotas dançando Funk
escritório, mas pelo menos eu sou uma das raras pessoas que trabalham e ganham (não muito mas dá para sobreviver) no que gostam e me sinto abençoado por isso.
Bom voltando a postagem, meu filho veio me mostrar que muitos músicos que tem canal no you tube andam criticando muito a cultura atual formada por músicas como Paradinha e Despacitos e nem sabia que raios de músicas eram essas até meu filho me mostrar os videosclipes. A primeira música aparece só a Wanessa Camargo (quer dizer Anitta) e você presta mais atenção nela rebolando (que dizer na sua dança) do que  cantando  e na segunda que todo o videoclipe do Latino (quer dizer   Luis Fonzi) você presta mais atenção na morena protagonista do que na música em si.
Bom devo confessar que as músicas são legais porque tem uma produção impecável e um hook (a parte da música feita pra chamar atenção) bem bolado, porém assim como outras músicas do mesmo tipo como Piradinha, Pan-Pan-mericano, Dança do Créu, Beatiful Girls, Macarena, Vermelho entre outras fadadas ao esquecimento daqui alguns meses porém lembrada pra sempre na memórias dos que tiveram "uma felicidade ou decepção" ouvindo as mesmas.

sábado, 20 de maio de 2017

Produção: Você ainda considera o playback um pecado mortal?

Originalmente publicado em 20 de junho de 2015
No dia que fiz essa postagem o programa  "Superstar" de 2015 foi alvo de críticas e gozação porque as bandas estavam fazendo de conta que estavam "tocando" enquanto os vocalista cantavam de verdade.
A pergunta é: será que você tem noção quando um cantor(a)/banda usa playback , dubla o está cantando realmente?
Vamos classificar isso como o óbvio, o talvez e o improvável.

O óbvio é aquelas apresentações nos programas, todo mundo sorrindo e tocando e as notas nos instrumentos não fecham! Isso faz lembrar até de um episódio da banda Muse que ficou tão indignada que ia fazer um playback que cada um dos músicos trocou de instrumento (dando pra ver claramente que eles estavam tocando errado).



O talvez seria o caso das bandas do "Superstar" e alguns cantores que se apresentam em shows de calouro. Embora a voz seja realmente do mesmo o uso do reverb (e a falta do mesmo) entrega se ele está cantando ao vivo ou gravou em estúdio.

E o improvável é aquele show que a pessoa pagou caro para entrar e tem certeza que o cantor(a) está cantando mas na verdade há playback por trás!

A dica mais óbvia: para cantar você "arma" o diafragma e se você dançar e cantar ao mesmo tempo desarma! Claro que há pessoas que cantam e dançam ao mesmo tempo, mas pegue dois exemplos: Ivete Sangalo quando pula e dança demais, prefere "falar" o trecho da música do que cantar e Michael Jackson toda vez antes de fazer um passo de dança, havia uma "pausa" entre a voz e eles.
Pra mim são os exemplos mais óbvios que eles estão dançando e cantando, mas aquele cantor(a) que faz um "quadradinho de oito" cantando, desarma todo o diafragma e voz mantém igual pode desconfiar!
Um outro exemplo é esse erro que a cantora Wanessa Camargo fez no programa do Gugu ao errar o playback e apesar dela cantar muito bem, o playback é usado na televisão há anos justamente por causa dos preparativos para se tocar ao vivo (é solução mais prática e barata) e acredite arrumar tudo para se fazer "ao vivo" na televisão requer pelo menos umas quatro horas de antecedência para algo que vai durar apenas alguns minutos.




segunda-feira, 1 de maio de 2017

10 Aplicativos para Android para ajudar você a compor

Salve Músiconauta!
Em 2014 eu fiz uma postagem sobre "10 aplicativos musicais" para celulares que usam o sistema Android.

Passaram 3 anos, e agora como uso mais aplicativos resolvi fazer outra postagem sobre isso.
Esses aplicativos são os que eu uso no meu celular (alguns no tablet) e são legais pois me ajudam a ter sempre idéias para novas músicas!Todos esses aplicativos estão disponíveis na "Google Store" (alguns também para Iphone).
Vamos a Eles:

1.Perfect Piano
A Revolution Studio faz além do Walk Band esse excelente aplicativo.
Considerado um dos melhores permite você trabalhar com o piano em modo "simples", em modo "duplo" (como um orgão) ou em modo acorde/simples
(você faz os acordes já inteiros e ainda tem o teclado normal para solar). Possue um "expansor de timbres" (você pode baixar novos timbres), professor de piano,
jogo "multiplayer", navegador de músicas, gerenciador e conexão com internet. O melhor disso é que ela salva em "midi" ou em "wave". No modo "wave" é possível gravar
a voz junto, assim você pode gravar e cantar.

Prós
Grava em "midi" (também reproduz) ou em "wave" e um teclado completo.
Contras
A maioria das funções você precisa estar conectado a internet. O modo acorde é complicado entender no início.
Aqui o Link para o Google Store!

2. Chord Progression
Quer saber quais as progressões mais usadas na música? Esse aplicativo além de mostrar, toca e reproduz as mesmas.
No modo "piano" ele mostra os acordes no como piano e no modo "guitar" mostra eles no formato para violão, além de reproduzir o som.
Você pode mudar o tempo e até usar como "playback" para alguma idéia. Possue três níveis de amostra: iniciante, intermediário e avançado além de mostrar sequencia de acordes maiores e menores.

Prós
Possue muitas progresões.
Contras
Você não consegue montar a própria progressão!
Aqui o Link para o Google Store!

3.Guitar Scales
Além de ser um ótimo aprendizado para escalas em guitarra e violão, toca o som da mesma e mostra
elas praticamente em todos os lugares possíveis do braço. Sabe aquele riff famoso? Você pode aprender ele na biblioteca
de riffs além de poder tocar idéia com usuários pelo mundo inteiro.
Prós
Ótimo para aprender riffs, escalas e progressões. Pequeno e Leve.
Contras
Certo riffs o som não corresponde por causa da limitação "midi".
Aqui o Link para o Google Store!

domingo, 16 de abril de 2017

Coluna do Anício:todo instrumento é uma chatice pra aprender

Olá Pessoas!!!
Sabem aos meus 43 anos sinto que estou ficando velho, uma porque as coisas "mais idiotas" estão virando legais e a mais legais estão virando "as mais idiotas"

Aquela música Como nossos pais nunca fez tanto sentindo pra mim como agora!
Hoje eu vou falar como ter "sucesso" tirou o lugar do "aprendizado" na música como um simples história. Uma coisa sobre a nossa cultura em todo lugar: o profissionalismo foi trocado pelo amadorismo demais nas últimas décadas e a música é um reflexo disso.
Você não vê músicos estudados mais fazendo sucesso (eles são músicos de apoio ou produtores) e sim parece quanto "mais amador é artista" mais a mídia o ama e entenda quando digo isso não é porque ele (ou ela) canta "bem ou ruim" e sim porque por trás dele/dela há pessoas musicalmente formadas e estudadas pois se deixassem ser como eles são nunca iriam pra frente e por isso quando digo que estou velho também porque me dá nojo ver "aquele músico arrotando que toca bem" enquanto quem faz sucesso são justamente as pessoas bem inferiores a ele!
Uma das provas que falo é que ninguém mais quer "pegar experiência em palco" acham que ficar lançando "toneladas de vídeo" vão chamar atenção de alguém e isso é uma "inocência sem fim"
porque o músico antes justamente ia tocar em qualquer lugar com a esperança de chamar atenção de alguém! E se isso funcionava pouco naquele tempo então imagina hoje em dia!

sábado, 8 de abril de 2017

O Estilo do Faith No More

Salve Musiconautas!
Hoje vou fazer um postagem sobre O Estilo do Faith No More e pra quem não conhece quando faço esse tipo de postagem (como fiz com Legião Urbana, Dire Straits, Queen, Bon Jovi e Van Halen) procuro priorizar não a mixagem ou masterização da banda em si e sim mais quem são os músicos, o estilo dela e os timbres de gravações que ela usou.
Fazia algum tempo que não postava algo desse tipo mas como essa semana estou escutando e tocando Faith No More quase todo dia resolvi escrever sobre eles que junto com Legião Urbana e Gun´s Rosessão responsáveis pelo jeito de tocar e compor.
 Eu conheci o Faith No More por um erro de compra do meu pai.
Eu tinha 14 anos e pedi o Use Your Illusion II do Gun´s para meu pai e ele me trouxe o Real Thing do Faith No More e até hoje não sei como ele pode se confundir assim! Como não tinha muito o que reclamar coloquei o CD e fiquei ouvindo suas faixas.
A primeira coisa que notei que ela era diferente das bandas dos anos 90 (que estava sobre o império do Grunge e do Hard Rock) pois os caras faziam uma "confusão musical" muito bem orquestrada e ali tinha de tudo: rock, hip hop, funk, música eletrônica e heavy metal tudo minimamente sincronizado.
A segunda foi que a banda apesar de usar harmonia sem muitas distâncias de intervalos usava para arranjo, riffs e solos "escalas alternativas" como por exemplo Cigana, Dórica, Frígia, Árabe e outras que não me recordo.
E a terceira a voz de Mike Patton que nunca deixa a mesma voz a cada música sempre mudava alguma coisa. As músicas chegavam a incomodar no ouvido e me lembro que eu estava tão acostumado a timbres distorcidos padrão (como de amplificador Marshall com chorus e delay) e escutar a guitarra de Jim Martin sempre acompanhada de harmonizer ou pitch shifter nem parecia uma guitarra, antes de ver o show Live in Brixton Academy achava que muitas coisas
era feitas no teclado!
Acho que foi CD que mais marcou minha adolescência justamente por ser tão inesperado e por anos sonhava montar um banda desse tipo que mesclasse um pouco de tudo. Após essa introdução vou fazer uma "análise" mais profunda como a banda se comporta porém lembro que aqui muitas coisas além de pesquisadas também coloco minha opinião como músico.


quarta-feira, 29 de março de 2017

Coluna do Anício: Lollapalooza 2017 e o fim da minha geração

Salve Pessoas!
Quem de vocês foi ao Lollapalooza 2017 ou viu os shows pela televisão ou pela web?
Bom eu não fui mas assisti alguns shows tanto na tv quanto na internet.
Não quero falar o que "deu certo ou que deu errado" nesse festival porque já tem tem uma gente que já faz isso e como não sou pago pra falar "bem ou mal" prefiro deixar minhas críticas ou elogios para mim mesmo e para os amigos mais chegados, porém o que vou comentar aqui é justamente
a mudança "radical" de atitude dentro da "música mundial".
Responda rápido: você sabe quem é Love to, Duran Duran, Metallica, Melanie Martinez, The Weeknd e The Strokes? Eram atrações internacionais do festival.
E você sabe quem é Céu, Criolo, BaianaSystem, Jaloo e Victor Ruiz? 
Eram alguns dos artistas nacionais presentes e agora advinha quem a maioria conhece dessa galera?
Duran Duran nos anos 80
Duran Duran (que são um dos pais do "synthpop") e o Metallica (o responsável pela popularização do metal) e o que eles tem em comum? Estão em atividade desde os anos 80.
Não é pessimismo ou ser duro mas você não escuta mais o mesmo "engajamento" que essas duas bandas tem o que faziam as outras "serem amadoras" perto delas e olha
que as duas nem estão mais em sua melhor forma mas porque isso?  Porque nos 80 e 90 ou você era bom ou era nada!
A maioria destes cantores e bandas são ótimos no estúdio quando estão sob as "asas de seu produtor" mas ao vivo parecem estar mais preocupados em fazer "caras e bocas" do quer ter alguma atitude marcante e isso faz perceber que nunca mais (ou por enquanto) veremos algo como, Dee Snider parecendo o "diabo" cantando, ou Renato Russo deitado na beira do palco enquanto a público tentava empurrar ele pra baixo, Axl Rose pulando em cima de alguém da platéia porque o provocou, Mike Paton peidando no microfone durante a execução de uma música romântica ou Roger tirando a roupa no final da música que chamava "pelado".

sábado, 25 de março de 2017

10 Dicas para fazer ou melhorar sua DAW (Digital Audio Workstation)

Salve!
Como sou Técnico de Informática volte e meia no blog dou dicas sobre como melhorar, aprimorar ou comprar um computador ideal (ou próximo disso).
Pra começar você sabia que todo computador que trabalha "especificamente" com áudio recebe o nome de DAW (Digital Audio Workstation) ou traduzindo Estação de Áudio Digital e isso deve ao fato que vamos somente usar ele para manipular o som (seja gravando, mixando ou masterizando) e este é o mesmo termo usado para as "mesas de som digitais" e os programas de áudio multipista do seu computador como Sonar, Pro Tools, Cubase, Fruit Loops ou Acid.
Contudo a vantagem do computador é que além de custar menos que uma "mesa" também não serve para só DAW, serve para você fazer seu vídeo, navegar na internet (e divulgar seu som) e para qualquer  coisa envolvendo entretenimento, mas fazer um computador de "dar tudo isso" já é outra história.
Geralmente quem compra um computador "novo" não percebe isso, começa a perceber depois de um tempo. Já foi um tempo que você tinha que trocar de computador a cada ano
hoje em dia, dependendo do modelo e do uso podem durar até 5 ou 10 anos mas isso já uma questão de opinião e bolso.
Nessa postagem falarei sobre 10 dicas que lhe ajudaram a ter um computador "próximo do perfeito" para qualquer tipo de estúdio
do profissional ao seu pequeno estúdio caseiro.

sábado, 18 de março de 2017

Coluna do Anício: Quer Cantar em público? Aprenda primeiro!

Olá pessoas!!!
Há quanto tempo hein?
Como primeira postagem desse ano (sim estamos em março mas é a primeira vez que escrevo de novo aqui no blog) gostaria de falar também sobre a voz (já que o Rafael falou nisso na postagem passada) e até achei interessante porque justamente há algumas semanas terminei de ler o livro do Dee Snider (vocalista da banda Twisted Sister) intitulado "Cale a boca e me dê o microfone" (não tem tradução em português então foi na base do meu inglês "mais ou menos" e do tradutor também) e uma das coisas do livro ele fala justamente sobre "aprender a cantar" e todo o encargo emocional que isso trás.
A Banda Twisted and Sister
É difícil falar mas vivemos num país onde "cantar bem" nunca foi "exigência" para as gravadoras e pra mídia, basta ver que depois dos anos (19)70 pouca gente de  "voz poderosa" realmente gozou dos "louros da fama" enquanto lá fora  se ouvia uma voz mais potente que a outra na MTV e antes que alguém fale alguma coisa, não era por falta de talentos, é porque nossa mídia nunca se importou em valorizar alguém "realmente extraordinário" na música com raríssima exceções pois parece que "cantar" nunca foi algo valorizado pela nossa cultura principalmente hoje em dia.
Eu sou um cara que adoro descobrir novos talentos tanto que pra isso sempre abro espaço para quem vem até mim e diz "posso tocar essa ou cantar aquela" e claro que isso faço quando eu posso (por exemplo não posso quando sou apenas um sideman de alguém) e assim vejo várias coisas por exemplo uma pessoa horrível que depois de um tempo se torna um talento, ou alguém que diz que tem talento e não estuda e infelizmente isso é 95% dos casos quando alguém enfia na cabeça que sabe cantar! 

terça-feira, 14 de março de 2017

Gravação e Produção: Qual o seu nível de voz?

Uma das características do blog é não ser tão "profissional" que um "amador" não possa entender e tentar falar uma "língua mais simples" para que o músico (não importa o nível que esteja) entenda bem.
Hoje novamente vou falar sobre cantar mas de uma maneira diferente.
Afinal qual o seu "alcance vocal" comparado a alguém famoso?
Faço essa pergunta porque quando alguém inventa de cantar (ou se tornar cantor) geralmente não sai cantando em coral ou toma aula de voz e sim imita seu artista preferido que dependendo de como ele "canta" pode ser bom ou ruim.
Não vou perder muito aqui porque há muita coisa na internet sobre isso, mas este Este Link
fala sobre a maioria delas, porém não se pode falar se você não conhecer essas duas coisas:
Primeiramente as oitavas.
Veja e ouça o vídeo abaixo, qual oitava você consegue alcançar o mais naturalmente possível?



Porém aqui tudo está no tom de "Dó Maior" (C) pois ele é o padrão de aquecimento.
Muitas vezes você pode estar abaixo desse tom ou até acima.
Segundo (e teoricamente) a voz se divide em:

Voz de peito:
É a voz normal, a falada, pois vem direto dos pulmões. Vamos dizer até uma oitava.

Voz de Cabeça
É a voz alta, pois usa as cavidades do seu rosto (nariz e boca), geralmente abrange duas oitavas.

Voz Falsete
E a voz depois da alta, quando ela se torna "artificial" ou além de duas oitavas.

Voz em Drive
E quando "rasgamos o timbre" produzindo uma distorção, é um timbre de até duas oitavas porém grave e rouco.

Voz em Vibrato
E quando usamos o diafragma para produzir um "vibrato" no canto, geralmente usado no final das frases.

Uma música onde todas essa técnicas aparecem é Out On The Streets da banda Twisted Sister. O vocalista Dee Snider usa essas técnicas
Nestes tempos da música:
0:30 voz branca
0:31 Voz drive
0:46 Voz Falsete



domingo, 5 de março de 2017

Curso de música Eletrônica - (NOVO) Parte 1

Depois de um mês de férias, vamos voltar aos trabalhos!
Pra começar essa postagem foi feita em 2010.
Porém como muita coisa mudou e percebi que essa postagem estava meio "fraca" resolvi dar um melhorada na mesma explicando de uma maneira mais simples porém complexa como fazer um música só usando uma DAW como o Fruit Loops, Sonar, Reason, Pro Tools ou até programas como o Encore (que faz partitura) e o Guitar Pro.
Porém devo lembrar que apesar de explicar não adianta nada se você não tiver o mínimo de domínio no programa! Pois não adianta te explicar sobre isso se você não conhecer bem o que usa! Pra isso aconselho a pegar algumas vídeos aulas disponíveis no You tube.
Apesar de você achar que possa ser para somente música eletrônica, na verdade serve para qualquer estilo, afinal a DAW não sabe se você está fazendo um rock, funk, samba, blues ou sertanejo!
Você tem que dar as coordenadas para mesma!
Devo avisar que aqui está tudo resumido e possivelmente você irá ter que se aprofundar mais nos tópicos (em vídeos ou sites) para compreender melhor (se não tiver muita intimidade) mas é algo que você irá só aprender praticando e acredite, parece complicado no início, mas depois fica bem fácil.
Aqui eu vou dividir essa postagem em três partes: teoria e prática (Piano Roll), midi e loops.

Bom aprendizado!

1)Teoria, prática e Piano Roll.
Sabe aquela coisa chamada "partitura" que você negou estudar quando começou a tocar seu instrumento? Você precisa saber pelo menos o que significa semibreve, minima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa, pois senão você não irá conseguir colocar a música no tempo.
Aconselho a ver você ver essa excelente aula do guitarrista Heitor Castro.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Gravação: 5 dicas da pre-produçao

Salve Musiconauta!
Você sabia que existe um "estágio" na música onde todos são iguai?
Do amador ao profissional, do inciante ao experiente, do mediocre ao estudado, do
famoso ao desconhecido, esse estágio chama-se Pré Produção.

Mas o que é afinal Pré Produção?
Nada mais é do que o "embrião" da produção musical em si ou seja a música crua que irá
se transformar em uma música e isso acontece com qualquer um.
Clássicos exemplos (que você pode encontra na internet) como Freddie Mercury que trouxe para
o estúdio o clássico Boemian Rhapsody inteiramente em pedaços de papel ou Axl Rose que escreveu
Sweet Child O´Mine ou o caderno de poesias de Renato Russo que originou a maioris dos clássicos
da banda Legião Urbana enfim a o "núcleo da composição" pode ser de feito de várias formas (escrito no papel, no computador, somente gravada com voz) e isso fica a critério do músico.
O que vamos ver são 5 dicas de como melhorar isso sendo que muitas eu uso ou já estudei sobre o assunto.

1.Letras
Claro que hoje em dia na música (nacional ou estrangeira) estamos passando por um período de "emburramento" ou seja
as música estão com as letras mais "girias" e menos "rimas" e muito disso deve se ao fato que somos obrigados a fazer as músicas
com no máximo 3 minutos e 50 segundos e agora como fazer uma letra inteligente com isso?
Simples, apele para uma harmonia grudenta!
Pegue músicas como La bamba (escute no video abaixo), Should stay ou should go, Será, Meteoro da paixão todas tem uma harmonia que qualquer um olhando suas cifras tocam! Quando tocada isolada parece bem sem graça, mas tocando em conjunto com outros instrumentos ela
"cola" no ouvido!




domingo, 8 de janeiro de 2017

Gravação e Mixagem:8 pegadinhas do controlador ASIO

Pra começar 2017 vou contar uma história antiga.
Me lembro que em 2004 com o lançamento do Guitar Rig 2 muitos guitarristas (principalmente os mais novos) ficaram tão empolgados com o plugin que procuravam um a forma de usar o plugin sem precisar comprar todo o kit do plugin (que incluia uma pedaleira). Eu achava que não tinha como até que um amigo meu me mostrou em 2007 o driver ASIO que foi criado justamente para acabar com a "latência" dos plugins. Claro que usando placas de som "on board" era muito ruim tocar o Guitar Rig 2 mas bastava você colocar uma placa de som USB (ou uma interface USB) que você conseguia com o ASIO tocar numa com o plugin. Hoje em dia não se grava quase nada sem você usar o ASIO que é padrão em qualquer "placa de som profissional" mas infelizmente muitas vezes ele nos faz algumas dessas 8 pegadinhas que você verá a seguir, mas antes é preciso saber duas coisas:

O que é Latência?
Existência vários tipos de latência em informática (como vídeo e rede) mas nosso caso é a de áudio. Latência é um atraso causado quando o áudio "toca e grava" ao mesmo tempo ou ela também pode ser causada quando "se toca e reproduz" também e em ambos os casos e o ASIO foi criado justamente para resolver isso.

O que é VST Host?
É o que permite você tocar um VST ou VSTi em tempo real como se o computador fosse um amplificador ou um módulo de MIDI. Muitos VST (como Guitar Rig, Amplitube, TRacks) e VSTi (como Absynth, Wavestation, Hypersonic) possuem a função Stand Alone que nada mais é que um VST Host.

Agora que você sabe essa duas coisas básicas podemos continuar com nossa postagem.