quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O sucesso depende do quê? 1° – Quem está lá fora

Hoje vou pedir “licença” pois ao invés de falar de gravação ou mixagem vou falar sobre um assunto bem pessoal além de compartilhar algumas experiências pessoais. A questão que aflige 99% dos músicos é O sucesso depende do quê? Para isso elaborei questões que serão feitas em postagens semanais para que nós possamos compartilhar e trocar idéias e informações sobre as mesmas. Dessas perguntas, vou dizer o que já passei todas elas (talvez você já tenha passado por isso e que não passou esteja pronto para o baque). Por isso nossa primeira postagem se chama “Quem está lá fora”, um convite para você sair um pouco do seu universo e pensar nos tipos de pessoas que conhecemos pelas noites a fora. No mundo da música eu encontrei seis tipos de personalidade que descrevo abaixo.

A)Os com muita “auto estima” podem ser ótimos músicos, regulares ou até ruins mas eles tem algo em comum: não se deixam abater pelas críticas sejam elas positivas ou negativas pois acreditam tanto no sonho (até que ponto não sei se é bom) por até hoje eles e os que fazem qualquer coisa pelo sucesso foram os mais bem sucedidos que já vi na música.

B)Quem tem muita “baixa estima” é sempre um desastre. Pra começar, nunca conheci um música de “baixa estima” que não era um verdadeiro talento. Um dos caras que eu ficava mais abismados com sua habilidade musical era um verdadeiro “down man”. A gente o chamava de Stevie Wonder pois além da voz tinha um grande talento mas vivia se queixando que a maré nunca mudava. Que tem esse problema é quase impossível reverter porque tudo é um “obstáculo instransponível” para ele.

C)Os que “fazem qualquer coisa pelo sucesso” são perigosos porque não a limite para conseguir o que querem. Eles passam sem dó por cima dos outros usam as pessoas como degraus e quando fazem sucesso não lembram mais de quem ajudou. Os que tem baixo estima e muito talento são sempre suas vítimas!

D)Além do “músicos de auto estima“ os que alcançam a felicidade são os “humildes”. Infelizmente muitos músicos de “baixo auto estima” são também humildes. Mas o humilde que cito aqui geralmente é alguém muito estudo que não se acha superior a ninguém e que ainda tem muito o que estudar. Eles nos ensinam coisas maravilhosas e sempre nos incentivam a seguir cada vez mais dentro do universo musical.

E) Já os “convencidos” lembram muito os “que fazem qualquer coisa” porém geralmente eles tem o muito sucesso ou muito fracasso. Eu sempre gosto de contar a história de um professor de guitarra que tive graduados nos EUA pelo GIT de Los Angeles. O cara era demais porém ele era tão convencido que achava que ninguém estava a “sua altura” para tocar com ele, nem mesmo seu irmão que também tocava. Acho que até hoje vive isolado do mundo cultivando o seu ego bem alimentado.

F)Os mais FDP que acho são os que “escondem o jogo”. Ao contrário dos humildes, eles acham que o conhecimento não deve ser partilhado como se fosse algum segredo de estado. Dos que eu conheço são os que mais formam “panelinhas” para se acharem os “deuses musicais” assim como os convencidos. Porém a maioria que conheci sempre tem um cruel destino: mudar de profissão porque não consegue se relacionar com ninguém que seja igual.
G)Os “invejosos” são terríveis. São como vampiros que querem sugar sua inocência e seus sonhos. Por incrível que pareça, nunca conheci um invejoso que também é um “super talento” e por ter isso acham que ninguém deve ser mais que eles. Ao contrário dos convencidos não escondem a inveja dos outros e nem que querem sempre ser os melhores. Quando conhecem alguém melhor que eles tentam de todas as formas baixar sua auto estima para ter um concorrente a menos.

H)Além dos humildes e dos auto estima esse é um grupo especial de pessoas que gosto os chamados “Malucos Beleza”. Geralmente são músicos que não sonham em se tornarem famosos e vão por caminhos próprios procurando seu espaço.Muito deles dormem o dia todo, acordam e vão tocar e assim vão levando a vida, não se preocupam se tem dinheiro ou não ou se sua música agrada. Vivem pelo prazer de cantar e tocar. A maioria deles vira para o gênero “alternativo” e muito deles alcançam a fama sem querer, porém mesmo com a fama não mudam seu estilo e continuam vivendo se a vida fosse um sonho. Malucos Belezas famosos são os que mais apóiam os músicos que começam ou que brigam para serem reconhecidos.

Conhece algum desses “tipos” Se identificou com algum deles? Fique atento, pois ainda falaremos muito mais sobre esse assunto. Abraços!

“Todos nós andamos em Y. Cabe a você escolher o caminho”.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Gravação: você sabe o que tem em casa

Mais uma vez vamos voltar ao básico dos básicos e quem sabe sirva até de atenção para os mais experientes.Mas você já analisou qual o equipamento que tem casa? Quando falo isso muitos são capazes dizer tenho um placa de som firewire, um computador caro, uma guitarra mais ou menos um ampli valvulado, um microfone estilo Shure SM58, etc... Mas eu falo de tudo que você tem que tenha entrada saída de áudio (o famoso I/O que os americanos falam) e nem se deu conta. Por exemplo, um velho aparelho 3 em 1 do seu pai que ainda tem o Long Play (disco de vinil) e fita cassete. Você sabia que esses aparelhos tem entradas e saída auxiliares capazes de dar um "tempero" especial no seu som?

Esses dias, estava pensando num forma de fazer meu som entrar com mais potência sem precisar passar por um direct. Estava pensando em comprar um Behringer GI 100, porém encontrei uma solução bem mais simples. Tinha um velho amplificador (um Meteoro Atomic de 20 watts) e fiz o seguinte: isolei os falantes e abri a linha, o resultado? Pra tudo que estou fazendo as minhas gravações estão mais brilhosas! Isso porque 20 Watts RMS não é nada para um amplificador, mas para um potência de gravação quebra o galho.

Porém aqui há duas questões:

1)É um amplificador de guitarra, como usar para outros instrumentos?
Simples, como não estamos usando mais o falante e sim somente a linha do amplificador não temos mais que temer o conflito de “Ohms”. Esse é o conflito que queima mais amplificadores que outra coisa no mundo todo.

2)Como fazer com que os sons não fiquem saturados?
Uma das coisas que mas nos perdemos numa gravação é que por exemplo, a mesa de som tem volume (algumas volume e ganho), um amplificador (no estilo potência) tem volume e ganho, e a placa de som também tem volume e o que acontece? O nosso som sai saturado, porém existe uma maneira simples de resolver isso. Vou citar meu processo de gravação de guitarra, baixo e violão. Primeiro a guitarra entra num pedal Boost com 0 dB de volume, depois passa por um compressor ou um processador de efeito também com 0 dB de volume. Aqui para não chegar explodindo no computador, deixo o amplificador com – 8 dB de ganho e - 6 dB de master, se precisar de mais volume, vou dosando os dois. Se quero mais “agressão” aumento o ganho, se quero mais “clareza” aumento o master. A questão é que não precisamos de volume e sim de qualidade de áudio.

3)Brilho na voz
A voz sem dúvida é maior desafio da gravação. Porém vale a pena usar um amplificador para ela? A resposta é sim, porém temos que lembrar algumas regras: o local de gravação deve ser bem fechado pois ruídos amplificados viram um pesadelo na edição; se você usar um amplificador de guitarra/baixo procure deixar tudo em flat, dependendo a voz e o microfone podemos diminuir um pouco o grave, aumentar o médio e o agudo. Se amplificador tem a função “contour” ou “presence” podemos aumentar a mesma e deixar a equalização flat. Essa função aumenta os médios na “área humana” ou seja 2 – 4 kHz.

Veja bem o que você tem em casa ou que de repente o que tem seus amigos e parentes.
Um equipamento parado num canto as vezes pode ser um achado!

Abraços!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Gravação: as diferenças de Gain, Volume, Loudness, Level e Countour

Essa postagem é longa, mas vale a pena para você aprender a domar um monstro chamado "Volume".
Traduzido do site Learn Songs Faster by Creating a Master Playlist você irá aprender a sutis diferenças entre ganho (Gain), Volume, Altura (level) e super volume (Loudness) além de Countour (controle de médios).
Quando trabalhamos com equipamentos de amplificação de som, se deparamos com este termo em inglês: Gain, volume, level e Loudness que são funções separadas e muitas vezes elas aparecem de uma só vez em um mesmo equipamento! Geralmente encontramos essas funções em mixers (mesas de som), placas de som, amplificadores, potências, aparelhos domésticos e automotivos. Vamos entender cada uma delas separadamente para tirarmos um som melhor do nosso equipamento.

Gain (Ganho)
Este é um termo difícil de ser definido muitas vezes porque é um controle encontrado na maioria dos equipamentos de áudio pelo mundo. Partimos do principio simples que esse controle pode significar o “aumento” de algo por exemplo: ganho de volume, energia (AC) ou corrente. Normalmente referimos a ganho de transmissão, que é o aumento da potência do sinal. Este aumento é quase sempre expressos em dB (decibéis). Este poderia ser o aumento do sinal bruto de sua guitarra ou o microfone antes de entrar em qualquer um dos outros componentes eletrônicos. Para os curiosos, aqui está a equação para calcular o ganho:
Gain = 10 x log (Power out/Power in)

Usando controle de Gain na prática
Para todos os efeitos provavelmente você vai ver um controle de ganho em dois lugares. Uma delas é na placa do mixer (mesa de som) do PA (Public Adress), e o outro é em um amplificador de guitarra. Ambas significam a mesma coisa, tanto quanto eletrônicos vão, mas servem a propósitos diferentes. Na placa do mixer, você verá o ganho na parte superior (geralmente em cima dos controles da equalização). É o primeiro controle que o sinal bruto e quando colocado um microfone ou outro instrumento, vai aumentar esse sinal para um nível suficiente para que o resto dos controles de equalização funcionem corretamente. Você terá como definir este nível de ganho o suficiente para trazer o nível do sinal, porém longe de causar corte ou distorção no sinal. Para este efeito, muitas placas vêm com um botão PFL (Pre-Fader Listen). Este botão permitirá que você veja o sinal real, olhando para os LEDs na placa. Use o microfone em níveis de som normal, regulando para que não haja picos no mixer.
Em um amplificador de guitarra
, a intenção principal, do ganho é de criar uma distorção Você já sabe o que faz, então não há razão em dizer, mas eu tenho uma pequena dica. Deixe seu ganho baixo!Eu também adoro as melodias de solos cara, power chords que explodem o cerébro, mas num estúdio de gravação você geralmente vai pensando que o seu som é impressionante, só para ver o engenheiro de som ter que pegar suas distorções e abaixa-las para - 5 ou - 6 porque o som delas está terrível. A distorção não deve esconder suas habilidades, mas acentuam-las.

Volume
Além de definir o espaço tridimensional, volume também pode ser usado para descrever o nível de potência de um sinal. Então, quando você aumenta o botão de "master volume" no seu amplificador, ele simplesmente significa que você está aumentando a quantidade de energia usada pelo amplificador para aumentar o sinal. Este termo é muito ambíguo, uma vez que é usado em tantos equipamentos diferentes, principalmente para significar o real, porém o seus ouvidos saberão o que não é exatamente verdade. Use com cuidado.

Nota do Palco KH
:
A)A maioria dos equipamentos de gravação/reprodução profissional trabalham com “Master Volume” e “Gain”. Muitas vezes para obtermos um som real é necessários “dosar” os dois sem criar “clip” (passar de 0 dB).Normalmente o volume passa primeiro para "power amp" então o gain passado para o "pré-amp".

B)Nos amplificadores de guitarra para obter um ótimo som limpo, basta deixar o ganho baixo e aumentar o "master". Para obter uma ótima Distorção, abaixe o master e aumente o "Gain".

Level
Este termo é usado para descrever a magnitude do som em referência a algo arbitrário. Mais especificamente, o uso de SPL (nível de pressão sonora) para descrever as ondas sonoras. SPL é um termo calculado a partir do registro da pressão de som em RMS de uma boa medida relacionada a um valor de referência. Basicamente, o que significa que criar uma escala de medida com zero de partida com o menor limite da audição humana. A escala de SPL é mostrada em dB e vai até 130 dB (bem, o infinito, mas o que for), que é o limite da dor para o ouvido humano.

Loudness
Loudness, embora semelhante ao volume e nível, é o que uma função que faz um “super volume” ( muito comum em aparelhos de carro). Este é o primeiro dos nossos termos de terminologia que realmente envolve sons que não somos capazes de ouvir em uma frequência do mesmo nível.O “loudness” é diferente porque é só percebido quando nós nos movemos essa frequência para cima ou para baixo. O gráfico seguinte mostra o nível que o ouvido humano "pensa" (sua audição) e como vocês podem ver, não é correto, na maioria das vezes. As freqüências mais baixas, como o baixo em 40-220 Hz, precisa de mais pressão do som para nós acreditarmos que é igualmente o mais alto que o som em 1 kHz.

Equal Loudness Contours ou Contour
Aqui nós introduzimos um termo chamado de "phon", que é usado para descrever a sonoridade. Você pode ver no gráfico que o contorno phon é diferente para cada nível de dB. O contorno de 120 phon requer menos impulso nas freqüências baixas do que o contorno phon 10. Principalmente por causa da audição. Você também pode ver no gráfico que ouvimos a faixa de 3-4 kHz melhor (por isso um telefone trabalha nessa faixa) pois essa é frequencia da fala.
Nota do Palco KH: Num amplificador, processador de efeitou ou pedal (stomp box) se o mesmo tiver a função “countour” é justamente pra isso, para dar “firmeza” (girando no sentido horário) ou “fraqueza” (girando no sentido anti horário) nas regiões médias como de 2 kHz – 4 kHz.

Ótimas gravações!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Equalização: corte e favoreça

A medida que o tempo passa, começa a cair a ficha sobre muita coisa que a gente estuda. Você já notou como os CD produzidos soam “altos e controlados” enquanto as gravações caseiras soam “baixas e brilhosas”? Quando masterizamos tentamos deixar tudo igual, porém nossa gravação sempre sai brilhosa e baixa... Mas você já experimentou cortar e aumentar? Siga esses itens que vou comentar:

1)Grave tudo com máximo de brilho e volume que conseguir:
Não importa se seu equipamento é fraco, regular, bom ou ótimo. Há várias maneiras de conseguir brilho e volume alto. Você sabia que um dos truques mais manjados quando se trabalha com mesas de som simples é aumentar todas as freqüências para dar volume (colocar no “talo” bass, middle e high) e se há uso de compressor deixar tudo em – 6 dB Threshold, + 4 dB input (entrada) e - 1 dB output (saída), porém tenha certeza que o som vai sair “alto e brilhante” e não “alto e barulhento”. Um release mais rápido no compressor (tipo 120 ms) deixará o som respirar.
Importante: cuidado com os ganhos! Controles de ganho distorcem o som quando não regulados.

2)Agora teremos freqüências, então corte não aumente:
Já reparou que os presets dos plugins de equalização, sempre aumentam o instrumento e não corta? Porque isso? Por que na gravação o instrumento é sempre gravado com tudo alto. O equalizador não passa de um controle de volume onde podemos aumentar cada freqüência separada pois com um controle de volume erguemos todas elas de uma vez. Mas agora que temos freqüências sobrando, podemos cortar as mesmas com calma. Aqui o desafio é conseguir o melhor “timbre” cortando na dosagem certa.

3)Os conflitos estão no seu ouvido
Repare que nas gravações comerciais duas coisas são mais evidentes no volume: a voz e som da caixa. Nas músicas onde a guitarra distorcida ou limpa também. Mas como eles conseguem destacar isso e você não? A primeira coisa você pensa: a voz foi gravada num ambiente tratado com um microfone Neuman Gold, a guitarra Gibson Les Paul foi gravada com Shure SM58 de uma lado e um AKG C414 do outro num stack Marshall ou Mesa Boggie, o baixo é Fender Precision num stack da Ampeg, a bateria é uma Tama e blah, blah, blah. Instrumentos e equipamentos de ótima qualidade são mais fácil de cortar porque apesar de um corte extremo (falo de um Notch com 2 oitavas e – 6 dB) dificilmente perdem qualidade e provalvemente se você fazer isso com seu equipamento tudo ficará com as característica de um som “magro”. Então, se não podemos cortar – 6dB, podemos cortar – 2Db. Muitas vezes um corte desse por toda a extensão de um instrumento pode nos ajudar a resolver um conflito de “mascaramento acústico”, como mostra a figura abaixo:

confesso que eu sou um dos defensores de aumentar a freqüência quando possível, porém perceba a diferença de equalização entre essa duas músicas minhas:

1)Vontade de amar – Perceba que eu destaquei mais a voz e a bateria que os outros intrumentos. As freqüências da bateria e da voz foram aumentadas, enquanto as freqüências dos outros instrumentos foram diminuídas.



2)Crer – Perceba que a bateria, o baixo, o órgão e a guitarra estão bem destacadas, enquanto a voz toca mas suave. Aqui a voz foi cortada e os instrumentos aumentados.



Importante: tente não grava de imediato! Teste todos os timbres disponíveis e possíveis. Se precisar grave várias vezes a mesma pista até chegar onde quer.

4)Menos é mais
Muitos produtores e engenheiros de som são defensores do “minalismo” ou seja usar o mínimo para fazer um música soar. Essa dica é preciosa para nós que estudamos, pois muitas vezes temos mania de colocar tudo o que queremos e na hora da equalização tudo vira um bolo inaudível. Quanto mais instrumentos, mais cortes precisamos dar. Fazer músicas do estilo synth pop, hard rock, hair rock, new age é complicado muitas vezes porque leva muitos instrumentos e eles precisam serem dosados. Possivelmente esse foi um dos motivos que levou o pessoal a fazerem músicas mais simples sem contar que podemos destacar mais o volume nelas.

5)Divida tudo
Ainda na contra mão dos produtores famosos, podemos fazer outra coisa: arquivos e juntar tudo no final. Conversando com amigos meus que estão gravando em casa ou que estão montando estúdios, muitas vezes é melhor fazer todas as seções separadas e juntar tudo num só arquivo. Como assim? Veja os passos:

A)Primeiro pegue o Aux da bateria e equalize/comprima a mesma da maneira que achar melhor.
B) Após isso de um “render” e deixe a toda a bateria somente numa pista. Trabalhe agora com o baixo e os instrumentos que faltam.
C)Agora crie novamente os" busses" e coloque as pistas do render neles (por exemplo: bateria, baixo e guitarras, teclado e voz) e com um equalizador linear aumente o que você quer destacar e diminua o resto para deixar o som passar (a voz por exemplo).
D) Coloque um plugin de masterização no master.
E) Mande para o CD.

Abraços e ótimas gravações!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Produção: Produtor de eventos – Samuel e Greice – Terceira parte

Nessa terceira e última parte da postagem vou falar como foi os 2 shows. O show do dia 05 de novembro em Concórdia – SC foi um dois mais corridos que já fiz. Apesar de não estar tocando, arrumar tudo para a dupla entrar no palco antes de um astro do sertanejo universitário não foi fácil (lembrando que eles abriram para o Michael Telo). Primeiro foi preferido não participar com banda, por isso foi optado por usar um playback de banda em tempo real. Quem lembra dessa postagem
nome posso dizer que é algo parecido, porém usamos uma mesa digital Roland VS1680, a trilha é a mesma do estúdio do CD (imagine a banda sem voz), porém sem violão e guitarra que eram controlados pela VS assim como seus efeitos. Um fato que chamou a atenção é que tudo na mesa de monitoração era cortado: do tipo começar em 100 Hz e ter um longo corte de até – 4 dB até 5 kHz ou mais dependendo o instrumento do input list. Na hora não entendi o porque, mas depois ouvi que na mesa do P.A as freqüências que faltavam eram aumentadas, ou seja, a mesa de monitoração estava usando o mesmo principio de uma gravação: abaixar certas freqüências nas pistas e aumentar o que falta somente no master usando assim o equalizador como boost. A ligação do VS na mesa do P.A foi feita com 2 vias mono (esquerda e direita) num direct box de canais. Com isso se preserva o estéreo. O Show foi um sucesso, a repercussão foi muito positiva. Na outra semana no dia 13 fomos para Anita Garibaldi – SC e novamente foi optado por usar esse mesmo esquema. Aqui não houve nada de espetacular, pois o P.A pequeno compatível com o local da apresentação porém houve uma situação inesperada: os dois D.I que ligavam a VS na mesa de som estavam sem bateria e agora o que fazer José? A solução encontrada foi simples e eficaz: colocar a entrada da VS num amplificador de guitarra e mandar o som da mesma para mesa através do Line Out do amplificador. Porém quando fazemos isso, temos que ter cuidado o volume. Por isso coloquei o volume da VS em – 8 dB, o volume do amplificador em - 10 dB e ganho do amplificador em – 3 dB e com isso se evita que o som distorça. Novamente outro show de sucesso da dupla com ótima repercussão. Com isso termino minha postagem sobre os shows da dupla, esperando que seja 2 de muitos e lembro a você que dia 17 de dezembro estaremos na praça central de Concórdia – SC a partir das 20:00. E abaixo confira mais um vídeo dessa promessa do sertanejo com a música “Total Eclipse do amor” apresentada no programa Raul Gil no início da carreira da dupla.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Produção: Produtor de eventos – Samuel e Greice – Segunda parte

Ainda não vou entrar nos méritos dos dois shows que participei porque vou explicar para vocês o que é o Rider. Rider técnico é uma série de exigências que a produtora coloca em contrato para garantir que o artista nunca seja prejudicado durante uma apresentação. É como a continuação do contrato porém onde ele será cobrado por uma pessoa de conhecimento.

Agora vou detalhar um por um os itens pedidos num Rider.

1)Requisitos de P.A
Nenhum show vai ficar bom sem um ótimo “Public Adress”. O PA deve sempre cobrir o espaço de som onde o artista vai tocar. Não adianta fazer um show num ginásio para 1000 pessoas sendo que o P.A foi montado para 100! Com certeza, os “últimos da fila” não escutarão nada. Porém, não basta ótimas caixas de P.A, precisamos de periféricos e equipamentos que mande o som exatamente do que o artista/banda está tocando no palco e aí pra quem estuda gravação fica mais fácil porque aqui entra coisas que estudamos sempre: crossover, equalizador, efeito e compressor. Isso tudo deve repetir o som que o monitor está tirando do palco. Aqui geralmente o produtor pede marcas famosas para esses equipamentos.

2)Monitor, monitoração ou mesa de palco
Possivelmente você já notou que em shows grandes com banda além da mesa do P.A existe uma mesa de som (mixer) do lado do palco. Essa mesa chama-se “sistema de monitoração” (ou simplesmente mesa de palco). Essa mesa existe para que o técnico de som trabalhe do lado da banda e resolvendo em tempo real problemas que podem aparecer durante o percuso do som além de destacar efeitos ou volume. Por exemplo, aquela música a voz pede um rápido efeito de delay, o solo da guitarra que precisa ser destacado quando o guitarrista vai para frente, os cortes lo-fi quando um DJ precisa. Ela irá controlar todas as entradas (input list) do palco e repassar o mesmo para o P.A com as freqüências que cada instrumento deve fazer. Geralmente aqui tudo está “cortado” ou em ‘flat” para que o técnico de som do P.A aumente alguma freqüência quando necessário. Geralmente os equipamentos e os periféricos aqui são os mesmos do P.A.

3)Input list
Iinput lista ou “lista de entrada”, refere-se aos instrumentos que a banda usa e os equipamentos que eles ocupam. A maioria das bandas possuem seus próprios instrumentos, porém muitas vezes o produtor de evento pede para sonorização colocar o que “não dá para ser levado” como amplificadores de baixo e guitarra e bateria completa, sem contar que os microfones em sua maioria nunca são levados. A bateria ainda é um caso a parte, pois muitas vezes o baterista prefere usar a bateria que usa, ao contrário do violão, guitarra, teclado, baixo, set de DJ que o músico prefere levar. No input list também são definidas as “vias de monitoração”, ou seja, o que o instrumento vai usar, se será D.I (direct box) ou microfones.

4)Vias do monitor (Vias de retorno)
Aqui é definido qual o tipo de retorno de áudio que o músico terá. Se vai ser EAW (aquelas caixas retangulares que ficam no palco), In Ear (retorno dentro do ouvido) ou In phone (fones de ouvidos).

5)Iluminação
Como o nome já diz, se trata da iluminação do palco.
A iluminação geralmente fica por conta da equipe de sonorização contratada. Muitos artistas preferem usar técnicos de iluminação local.














6)Requisitos ou exigências de camarim
você lembra aquela coisas doidas que vemos na tv onde o artista pede whiskey 50 anos, frutas da Costa do Marfim, toalhas da Itália, etc... Nos grandes shows? Isso é uma exigência de camarim, tudo para deixar o artista bem confortável antes da apresentação. A maioria dos músicos não é tão assim extravagante, exigem geralmente, bastante água mineral, frutas, salgadinhos, refrigerantes, doces, um banheiro privativo, um sofá, uma cômoda com espelho.

7)Segurança e bastidores
No rider o artista também especifica quesitos de seguranças como a quantos metros de distância a grade que separa o palco deve ficar, quantos seguranças o artista e banda devem ter, e exigências de segurança para o evento (para que o artista e sua equipe não se firam). Os bastidores geralmente se referem a quantas pessoas terão acesso ao camarim e controle de visita de fãs.

8)Mapa de palco
Geralmente com o rider, segue-se um mapa de palco como esse e de iluminbação também.











Exemplo de Rider

Requisitos de P.A
1 Mesa de som com 32 canais (Yamaha, Tascam, Hack)
4 Caixas Sub-Graves
4 Caixas Acústicas
2 Flayers
1 Compressor DBX ou similar
2 Equalizadores (1 para cada canal) de 31 bandas (Behringer ou Alesis)
2 Crossover (Behringer ou similar)
1 Processador de efeito Reverb/Delay/Chorus (Behringer, Zoom, Alesis ou Yamaha)

Requesitos de Monitoração
1 Mesa de som com 24 ou 32 canais (Yamaha, Tascam)
1 Compressor DBX ou similar
2 Equalizadores (1 para cada canal) de 31 bandas (Behringer ou Alesis)

Requisitos de Vias de monitor
2 Retornos In Ear
4 Retornos In Phone
4 Retornos EAW
2 Retornos Side (um de cada lado)

Input List
2 Micrones Shure SM58 sem fio
3 Micrfones Shure SM58 com fio
1 Microfone Shure SM57 para guitarra
1 Stack Marshall JCM 800 para guitarra
1 Stack Hartke 7000 para Baixo
1 Estante de teclado
1 Bateria Tama completa microfonada

Iluminação
1 console Rack 24 DMX
10 Leds
8 Moving Heads
2 Máquinas de Fumaça
8 Canhões
16 Ribaltas de Led

Requisitos de camarim
Frutas vermelhas variadas (maça, ameixa, uva). Salgadinhos diversos (de preferência assados e não Elma Chips e similares). 8 Sanduíches naturais. 9 Pizzas Médias, refrigerantes, bedidas de álcool (cervejam whiskey, vodka), aguá mineral sem gás (10 fardos), 8 caixas de suco Ades ou similar, 8 toalhas de rosto, 1 espelho de corpo inteiro, sofá, uma cômoda com espelho, banheiro para equipe e um banheiro para o artista. Desde a saída do hotel a entrada do show e volta do hotel, o artista deverá contar com seguranças e transporte para trans lado.

Complicado não é? Pois é assim que artistas grandes se comportam. Há muitas outras coisas, como no input list qual o canal que cada instrumento deve usar. Pesquise na internet sobre Rider Técnico de sua banda favorita e se supreenda!
Na próxima postagem, vou comentar sobre os shows. Abraços!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Produção: Produtor de eventos – Samuel e Greice – Primeira parte

Salve!!! Voltamos de férias, porém muitas vezes tive que trabalhar. No dia 05 de novembro meus amigo Samuel e Greice (cujo estão bem por aqui em SC) me fizeram o convite para ser “produtor de eventos” de seus shows. Muito bem, mas afinal o que é um produtor de evento? Produtor de evento é a pessoa responsável por tudo que acontece em volta de um artista quando o mesmo tem um show. Ele é quem organiza os músicos, confere a sonorização, confere a iluminação, confere o hotel, o contrato, enfim tudo que o artista necessita durante sua estadia na cidade onde fará a apresentação, mas qualquer um poder ser isso? Teoricamente sim, você não precisa ser um músico para isso e sim um cara com ótima comunicação interpessoal. Porém existe uma coisa que o produtor de evento precisa saber bem e aí que vem o conhecimento musical chamada Rider.
Rider é o que reúne tudo o que o artista vai precisar num show. Nele contém o contrato do artista ou da sua produtora, o requisisto de camarim, o “input list”, os requisitos mínimos para P.A e iluminação. Até aqui no vou entrar nesses detalhes, pois como se trata da primeira parte. Por enquanto fico aqui, na próxima postagem vou explicar todas essas palavras novas (ou não) para você. Pra quem não conhece o som dessa fantástica dupla, confira aqui no maior sucesso deles até agora: “Aquele que sou eu”.


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Conheça mais dupla em Samuel e Greice