quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O Estilo de Bon Jovi

Salve!!! Para última postagem de 2010, voltamos a seção “análise de estilos”. Já fizemos a análise do estilo de Van Halen, do Legião Urbana, João Bosco e Hoje é vez de um dos inventores do “Hairy Rock” dos ano 80: Bon Jovi.

A História da banda
John Francis Bongiovi Jr. Era um garoto precoce na música que ficou durante muito tempo tentar montar uma banda. É incrível que antes do 18 anos ele já tinha gravado discos, demos e ainda não tinha banda! Mas aos 16 anos conheceu Davi Bryan e daí o sonho começou a ficar real. Mudou o nome para Jon Bon Jovi e trabalhando na gravadora de seu primo Tony Bongiovi ficava “importunando” o mesmo para gravar suas músicas. E assim em 1983 veio o baixista Alec John Such e o baterista Tico Torres,Ritchie Sambora e completou a banda. E daí o resto você pode ver na wikipedia.

O estilo
Todo mundo sabe que a banda foi uma das percussoras (se não foi a inventora) do “Hairy Rock” que caracterizou o Hard Rock dos anos 80 (veja banda como Poison, Skid Row, Europe, Kiss anos 80, Whitesnake anos 80 e David lee Roth após a saída do Van Halen). O som da banda era composto por um vocal não tão exerado, back vocals perfeitos, uma guitarra que usava só necessário (colocando a virtuose no lugar certo) como mais riffs marcantes do que longos solos complicados, um tecladista que misturava música clássica, rock antigo e new age, um baixista que abusava de escalas slapadas e um baterista que tocava com muita energia e swing. O resultado de tudo isso foi inúmeros sucessos e tudo o que um rock bem feito trás a quem faz.

Membros da Banda

Vocal - Bon Jovi
Como falado antes, Bom Jovi desde pequeno faz música. Embora particularmente eu não ache sua perfomance de palco fique ao nível de Freddie Mercury, Corverdale, Sebastian Bach entre outros, sua voz é tão naturalmente alta que em 1988 durante uma turnê houve um acidente com suas cordas vocais e a partir daí começou a tocar tudo meio tom abaixo, porém nada que tira-se a grandeza de seu timbre.

O que se deve aprender:
Que se pode cantar muito bem sem apelar para falsetes. A voz de Bon Jovi é natural e embora o mesmo tenha feito várias técnicas para melhora-lá só mostra o quanto ele acreditava em si mesmo.

Guitarra – Ritchie Sambora
Um amigo meu viciado na banda disse que uma vez Ritchie Sambora falou para Jon Bom Jovi: você tem a melhor voz que já ouvi, precisa do melhor guitarrista! Falta de humildade ou não, Sambora é um dos melhores guitarristas que rock já teve. Seus solos são memoráveis e seus riffs inesquecíveis. A prova disso é a música “Give your love a bad name” oula num côver tocado abaixo:




A música está no campo harmônico de Cm (Do menor). Note que ela nunca sai dessa intensidade, pois sempre são usadas as notas da escala menor (C, D, Eb, F, G, Ab, Bb, C) e sua pentatonica (C, Eb, F, G, Bb, C) e fica revesando pela música. Sambora antes do Bon jovi também tocou com Joe Coocker, o que mostra que o cara sabe o que faz.

O que se deve aprender:
Para muito guitarrista “shered” ver que belos solos e belos podem ser feitos sem exagero.

Equipamento:
Nos anos 80 Sambora usava guitarras Krammer com Stack Marshall JCM800 e pedais, nos anos 90 usava uma Guitarra Fender Signature e Gibson Les Paul com Stack Fender V-Tone. Nos últimos shows atualmente ele toca somente com Fender Stratocaster ou Gibson Lespaul e usa Stack Marshall (JCM 800 E JCM 2000).

Teclado – David Bryan
David foi o primeiro a embarcar no sonho de Jon Bom jovi quando conheceu o mesmo na escola ao 16 anos. Me lembro de uma vez num vídeo da banda que o mesmo foi muito “repreendido pelo pai” porque queria ser músico. O mesmo faz gozação com o seu pai dizendo que ele só se aquietou quando ele comprou uma BMW nova para o mesmo. Ele toca teclado, piano,trompete e acordeon. Gosta de abusar de sintetizadores, porém sabe muito bem como colocar um piano clássico, como no HIT “Always”, côver abaixo:



A música está no campo de E (Mi maior) refrão e solo, e passa para C#m (Dó sustenido menor) na 1º parte e 2º parte. Na versão original o piano intercala com um órgão do tipo Hammond B3.

Equipamento
David usa 2 2 Yamaha Motif SX8s, 1 Hammond B3, 1 Piano Digital Yamaha. Já vi nos shows ele também com um Korg e Roland além de um Yamaha DX7.

O que se deve aprender:
Um pianista clássico pode muito bem tocar hard rock!

Baixo
Alec John Such (1983-1994)
Dizem que como Alec era o “patinho feio” da banda, o produtor técnico do Bon Jovi pedia para que o mesmo tocasse meio escondido, para não estragar a imagem de banda de “homens bonitos” que a mesma passava para as tietes. Se é verdade ou não é outra coisa. O baixo de Alec sempre foi uma coisa “consistente” formando com Tico Torres uma das melhores cozinhas do hard rock, como pode se ouvir nesse côver de “lick” de Keep the Faith abaixo:



Note que o Riff do baixo é construído só sobre o campo de Gm (Sol menor) nos 2 primeiros compassos, e praticamente a mesma coisas no 3º compasso em Dó. E permanece assim até o refrão. Essa é uma das características da banda.

Não consegui encontrar informações sobre o equipamento dele, somente que o mesmo sempre usa um baixo Fender Precision. A saída dele da banda ainda é um mistério, nem os seus companheiros não sabem o motivo.

Hugh McDonald (1994 em diante)

Hugh substituiu Alec à partir de 1994 e até hoje nunca foi considerado um membro da banda e sim um “músico contratado” apesar de ter gravado 5 álbuns. Músico de estúdio experiente (gravou com , Ringo Starr, Lita Ford, Michael Bolton, Cher, Alice Cooper, Jon Bon Jovi, Ricky Martin entre outros), toca um baixo sólido típico dos estúdios para banda, onde podemos conferir neste côver de It´s my life



A música está em Cm (Dó menor) e se você transpor a mesma para Em (Mi menor) ficar com as notas de Livin on prayer (Aliás a música em tudo é parecida com a mesma) e porém aqui é usado o mais manjado truque do hard Rock e heavy Metal: o “pedal point” intercalado entre “tempos” e “contra tempos”, justamente para deixar o baixo bem sólido.

não consegui achar nada sobre os equipamentos dele, somente que toca com baixos Fender.

O que se deve aprender com os dois
apesar de não ser uma coisa do tipo Flea (RHCP) ou Billy Gound (Faith no More), os dois são belos exemplos do baixo no hard rock. Firme, consistente, grave e que sempre favorece a bateria.


Bateria – Tico Torres
Muito mais do que ser baterista da banda, Tico conhecido pelos seus romances com modelos (como Eva Herzigová) e é outro caso de guitarrista que acabou virando baterista (como Alex Van Halen). Assim como Sambora, Alec, Hugh tinha larga experiência em estúdio (tocou com Frankie and the Knockouts, Pat Benatar, Chuck Berry, Cher, Alice Cooper e Stevie Nicks, entre outros). Tico ao contrário de muitos baterista que tocam “reto” sempre está intercalando a bateria (como se fosse algo jazz). Vamos ver um côver de Living on prayer.



O legal dessa música que tico não manteve o mesmo rítmico do hard rock. Ele intercala os intervalos fazendo a mesma ficar bem dançante, deve ser coisa do seu sangue cubano, ter bastante swing.

Bateria: Pearl

O que se deve aprender:
Que pra ser baterista de hard rock, não precisa fazer sempre a mesma coisa (bumbo-caixa-bumbo-bumbo-caixa ) pra conseguir um som pesado!


Clipe – Born to be my baby



Show – Bad Medicine



O que podemos aprender com as gravações e mixagem da banda
Umas características que sempre escuto na banda são os vocais. Bom Jovi canta bem, mas Richie Sambora canta demais! Ele consegue fazer um 5º na oitava acima e não na mesma da voz principal. O apoio dos back vocals é excelente, cheio e contagiante. Umas das características da mixagem da banda é usar reverb em quase tudo. “You give you love to bad name” tem tanto reverb que te deixa tonto. A outra é fazer destaques, ou seja, aumentar o volume dos instrumentos em determinados pontos para acompanhar a voz. Escute bem o trabalho da banda, que você irá com certeza se enriquecer.

Audição Essencial
Além das comentadas ouça: Wanted dead or alive, Hey God, Blaze of Glory, I´ll be there for you, Have a nice day, Lay your hands on me, Never say goodbye, These Days.

Site da banda

Bon Jovi

A todos um ótimo ano novo!! Nós vemos em 2011!!!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O sucesso depende do quê? 3° – Tudo está nas suas mãos

Quando era adolescente (ou até antes disso) entrei na música literalmente para buscar ser diferente entre os demais e me inspirei no meu primo que era guitarrista da mesma idade de Curitiba que já tinha banda e um monte de menininhas apaixonadas por ele! Parece uma coisa bem “torpe” mais até Gene Simmons do KISS disse numa entrevista que quis ser baixista depois que foi num show dos Beatles quando adolescente e ouviu as fãs gritando “fuck me” pelo retorno do palco. Porém a medida fui estudando me apaixonei pela coisa e não havia pra mim mas nada que me importasse a não ser querer fazer música. Uma das coisas que mais me entristece é saber que alguém que amava música desiste de tudo quando adulto porque depois de anos na estrada, acha que ela não leva a lugar nenhum. Quem somo nós pra julgar os outros? Não podemos criticar só podemos entender. Eu mesmo hoje em dia fico mais em casa gravando e produzindo do que no palco. Porém se alguém me pedisse um conselho diria: “se você quer seguir uma carreira há certas decisões que você vai ter que tomar pois tudo está em suas mãos”. Veja abaixo umas situações:

A)Tocar pra sempre música côver ou partir para o trabalho próprio?
Qual é o seu objetivo? Não faço a mínima idéia, por isso novamente parto das minhas próprias experiências. Tive uma banda que meus amigos queriam ficar só tocando côver
e até confesso que nos 2 primeiros anos não dei bola pra isso pois estávamos na fase de “no round” (tocar sem parar) mas porem a partir do 3º ano eu e o baterista começamos a cobrar músicas próprias e por isso foi o fim da banda. O público gostava das nossas músicas mais o vocalista e o baixista preferiam tocar côver do que elas e sinceramente música pra mim é como “um filho” assim pra mim isso era um sacrilégio! Porém já em outra banda, apesar de termos duramos apenas 1 ano desde início começamos tocando música côver e próprias. A banda acabou, mas até hoje o vocalista dela segue esse principio e possivelmente ainda vou ouvir falar muito dele! O meu ponto de vista é que música côver é bom no início, mas depois se torna complicado e já música própria é a ponte para quase tudo: reconhecimento, sucesso, fama, mensagens para as pessoas e algo para ser lembrado pela história.

B)Devo permanecer com meu estilo ou arriscar em outro?
De novo vou falar de experiência pessoal. Nós não escolhemos um estilo (por exemplo rock, pop, sertanejo, samba) ele nos escolhe. Quando temos inclinação para um estilo sempre vamos fazer ele e apesar de repente escolher outra coisa sempre iremos acabar fazendo o que gostamos. Sempre dizem que meu som lembra anos 80 e 90. Confesso que ficava brabo no início porque estava buscando fazer algo diferente mas agora faço questão de fazer isso porque é o que está meu sangue pois cresci ouvindo isso. Se vai me dar alguma coisa eu não sei, só sei que é o que faço. Muita gente que conheço que mudou o seu estilo se “ferrou bonito” porque como não era o que queriam fazer no CD até mandavam bem, mais ao vivo dava pra ver a “falta de alma e fazer o que gosta” nos seus rostos e o público repara nisso.

C)Cante sempre
O maior erro da minha vida foi não cantar quando tinha meus 20 e poucos anos. Comecei a fazer isso perto dos 28 anos, e descobri que apesar de não ser um “super cantor” se eu tivesse tampado o ouvido para certas criticas e ter me empenhado mais em cantar, minha vida poderia ter sido hoje. Por isso digo que não fique preso ao instrumento... Cante! A voz sempre foi o primeiro instrumento musical que o homem teve e o melhor....

D)Seja amigos da pessoas e aprenda com elas
Ser amigos das pessoas é fundamental nesse meio. Ser amigos de músicos para compartilhar o conhecimento e fazer parcerias; ser amigo do público para eles além de amarem suas músicas, te amar como pessoa; ser amigos do fãs para sempre terem motivos de querer te escutar. Como tudo na vida, ser amigo sempre abre portas.

E)Porque não me valorizam?
Pra finalizar lembre que você pode ser “um dos melhores do mundo” e ainda não ser valorizado! Se não te valorizam, o problema deve estar em você, em suas companias. A visão do músico apenas mudou para sociedade. Dos loucos rebeldes dos anos 50 para os adolescentes comportados de hoje em dia. Fazer sucesso com música ou pelo menos viver somente dela é uma batalha dia e noite é uma das poucas profissões onde não há descanso ou férias tudo é sempre uma luta, mas o sabor da vitória fica pra sempre!


Abraços!!!Boa semana!!!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Gravação: além do MP3

Salve!!! Você já deve ter lido por aí sobre os formatos de áudio digital que uma DAW trabalha. Nunca comentei nada sobre isso antes, porém ultimamente como ando falando muito disso, hoje também vou explicar o que é nenhuma novidade, apenas darei uma explicação mais simples e detalhada e com isso aproveito para falar um pouco das gravações de CD e downloads de mp3 pela internet. Falarei apenas dos 3 formatos mais usados.

1)Formato WAV (Waveform Áudio)
O formato WAV foi criado pela Microsoft para o uso de computadores que usam o sistema operacional Windows. Esse 2º mais popular formato de áudio (o 1º lógico é o MP3).Sua criação coincide com a criação do CD (pois esse é o formato gravado dentro do mesmo) e sua codificação é em PCM (Pulse Code Modulation) compressado e isso quer dizer que toda informação de um CD de áudio é limitado em 44 kHz em dois canais por segundo e 16 bits por sample. Numa gravação Wave ela sempre mantém a realidade do que está sendo gravado, ou seja não a uma redução dos harmônicos. Porém devido a não ter um “valor real” dos hertz acima de 44 kHz muitas vezes, deixa a desejar. Quase não há diferença entre uma gravação em 44 kHz e outra em 48 kHz por exemplo. Já com sample (16 ou 24 bits) não acontece isso.

2)Formato AIFF (Áudio Interchange File Format)
Já que a Microsoft criou o WAV para o PC, a Apple criou o AIFF, para computadores Amiga e Machintosh foi criado o AIFF. Muitos engenheiros de som alegam que esse formato é melhor que porque os dados PCM não é compressado. O AIFF não é usado para ser colocado em CD e porém é o formato básico do iTUNE (cujo proporciona um som melhor que o CD).

3)MP3 (Mpeg Áudio Layer 3)
Em 1995 o Moving Picture Experts Group (MPEG) decidiu fazer uma “compilação de áudio” visando a perda mínima de “dados de Áudio”. A explicação é simples: quanto menor o valor dos Hertz e dos Bits, mais o áudio se torna fraco. O resultado foi o formato MP3, que ao invés de usar o PCM usava KBPs (Kbytes per second) o que uma arquivo de áudio no formato WAV de 50 MB ou de AIFF de 90 MB caber apenas num arquivo de 10 MB ou menos dependendo quanto tempo (em minutos) tem a música.

O começo da história
Essa história iniciou perto de 1997 quando houve um “boom” na internet pelo mundo todo e quando o Napster começou suas atividades. Como a MP3 fazia com que um CD de 720 MB coubesse em apenas 60 MB e a disponibilizarão de conversores de WAV para MP3, o que houve foi uma “avalanche de discos” em MP3 disponíveis gratuitamente na internet. Daí o resto vocês sabem, até hoje as gravadoras lutam contra o compartilhamento das músicas.

MP3 vs CD original
Dizer que uma MP3 não tem diferença de uma WAV ou AIFF é a mesma coisa que dizer um Ford Explorer é igual a uma Mitsubishi Pagero. Podem se parecidas por fora, mas por dentro são veículos totalmente diferentes! Para usuário comum quase não há nenhuma diferença entre o som de um CD original e uma MP3, porém se um arquivo que tem 64 MB e vira para um de menos 3 MB, lógico que algo acontece. A primeira coisa é a perda de harmônicos que são responsáveis por fazerem a música soar na freqüência correta, em seguida vem o acréscimo de vários ruídos “brancos” e por último a perda da qualidade de som. Como falei anteriormente, é quase imperceptível mas se você colocar num bom aparelho de som um CD Original contra sua copia em MP3 notará de cara as diferenças de som.

Quando a MP3 sai melhor do que um arquivo WAV/AIFF
Apesar de tudo isso, existe em muitos CDs originais com trilhas e efeitos que foram conseguidos por “acidente” em conversões de WAV/AIFF para MP3.
Para as gravadoras e produtoras a MP3 foi outra mão na roda, pois a troca de trilhas, playbacks, material pronto se tornou muito mais rápido. Porém havia com a perda de qualidade de áudio começou acontecer outro fenômeno: a correção de excesso. Devido a conversão dos arquivos, muito excesso de compressão, ruídos, harmônicos começaram sem querer a serem corrigidos, por isso a MP3 se tornou uma opção considerável para aqueles erros de áudio incomodativos.

A vez dos desconhecidos
Contudo, a MP3 nos deu a oportunidade de conhecer músicos fantásticos graças ao inúmeros sites de música independentes que abrigam. Você já se perguntou quanto artistas famosos saíram desse tipo de site? Além disso a MP3 nos favoreceu uma troca muito mais rápida de arquivos de áudio facilitando demais as trocas de informações.

Será que o CD original compensa?
Um lado negativo que a MP3 trouxe para os artista desconhecidos foi justamente se vale a pena ou não investir num CD. Mas fazer um calculo: 10 músicas, a R$20,00 a hora de estúdio e mais R$10,00 a hora de mixagem (em valores baixos) sendo que foi demorado uma semana para gravar e mais uma semana para mixar. Vamos aos valores:
20 (a hora) x 168 horas (uma semana) + 10 (a hora) x 168 horas (uma semana) = R$ 5.040,00. Para pagar isso fora a divulgação seria necessário vender 500 CDs a R$10,00 ou 250 a R$20,00. E que anda acontecendo? Como ninguém quer comprar o CD de alguém desconhecido o artista tem que vender o CD a R$5,00 e de cara dá um monte para as pessoas e isso porque muitas pessoas preferem que o mesmo fique disponível para download na internet. Por isso, muitos artistas estrangeiros ao invés de ir contra isso fizeram uma coisa bem simples. Em seus sites disponibilizaram metade do CD numa resolução “baixa” (tipo 22 kHz).Quem gosta do trabalho compra na hora o CD completo e tem dado ótimos resultados

MP3 e o Brasil
Porém, quando se fala isso a maior ladainha que se houve é que estrangeiro tem mais grana que o brasileiro. Os valores pago por CD original aqui são muitos altos que os pagos lá fora, além da carga que a gravadora coloca no mesmo, ainda há os impostos do governo. Está em estudo no congresso isenção de cds. Porém querem por enquanto reduzir apenas 4% o que é relativamente pouco. Talvez se os CDs e DVDs fossem realmente “isentos” o brasileiro passaria a comprar material orginal do que baixar sua cópia em MP3 na internet!

Abraços a todos!!
Ótimas gravações.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O sucesso depende do quê? 2° – Ser um músico “Estudado” ou “Autodidata”

Salvem! Na postagem anterior falamos sobre personalidades. Hoje vamos pensar num assunto que chega ser polêmico: vale a pena estudar ou tirar tudo de ouvido?
Pra começar temos ver que música é música não importa se há estudo ou não porém temos que colocar na balança todos os benefícios que os estudos nos trazem e todo o feeling que o ouvido nos dá, procurando o melhor para nós.

A) Amador vs profissional
Sinceramente eu acho e termo bobagem na música. A minha explicação é bem simples: aquele seu colega que tinha banda e ganhava a vida como músico e você o considerava profissional, hoje em dia ele continua tocando porém de vez em quando e mais em casa e trabalha num escritório pra você agora é considerado amador?Acho que não. Isso pra mim é uma herança que a OMB nos impôs pois isso antes tinha na carteira. Porém já vi caras que na carteira eram “amador” tocavam muito mais que outros considerados “profissionais”. Muita gente “trancado em casa” tem muitos mais conhecimento e feeling do que está nos palcos ou em estúdio. A música é mais emoção do que outra coisa.

B)Estudado ou Autodidata
Se a música vem da alma, alguns se expressam naturalmente e outros não. Alguns tem talento natural, outros lutam para adquirem esse talento. Alguns tem uma coodernação fantástica tocam, cantam e dançam mas outros são bons apenas em uma coisa.Alguns tocam muitos instrumentos e outros apenas um, e se todo músico é literalmente classificado como “Estudado” ou “Autodidata” quem é que se destaca?
Muitos amigos meus acham que guitarristas da década 60/70 que não tinham muito estudo, só sabiam fazer 3 escalas e mandavam bala e tocavam com a alma são o máximo! Outros acham que os guitarristas dos anos 80/90 que tocam “milhões de notas por segundo” que estudaram 24 horas por dia e sabem tudo sobre escala, harmonia e melodia são os verdadeiros deuses, porém tudo isso é o “ponto de vista de um músico” porque para ou ouvinte isso não faz diferença e sim escutar o que lhe agrada. Se você estiver tocando num público que ama sertanejo, tocar rock será um sacrilégio não importa quantas notas você toque. Se você tocar pagode para um grupo de metaleiros dificilmente irá agrada-los. Eu me lembro de um churrasco que eu fui e me senti um verdadeiro “inseto” pois todos lá eram grandes músicos, alguns tocavam profissionalmente e outros por diversão. Havia uma garota que acabará de se formar em violão clássico e que se achava a “última batatinha do pacote” e realmente ela era muito boa. Porém havia um cara que tocava a “fina nata” da MPB (falo de Caetano Veloso, Chico Buarque, Djavan, Tom Jobim, João Gilberto entre outros) e ele era tão impressionante que conseguiu até fazer essa “convencida” elogiar ele. Quando perguntei pra ele qual era as notas da música “Brasileirinho” veio o meu espanto. Ele me disse “não sei, toco tudo de ouvido”. Foi a primeira vez que eu vi ao vivo um autodidata literalmente “quebrando tudo”.Eu sou um cara que vivo estudando por isso uma vez um professor de guitarra que tive na primeira aula me disse. Vamos aprender “harmonia implícita”. Não sabia que diabos era isso, mas depois ele me mostrou: tocar walking bass, melodia e harmonia tudo ao mesmo tempo. Quando ele me demonstrou o que era, eu vi o que era realmente o que um cara “super estudado” em guitarra. Se estou usando muito o termo “guitarra” ou “violão” e porque esses são os instrumentos que mais toco mas isso pode ser pra qualquer um. Vou falar de outro, a voz. Todo mundo acha que canta mas a coisa não é assim. Como um instrumento a voz precisa de uma série de fatores: postura, entonação, afinação e respiração. Muita gente boa e até excelente canta com a “garganta” isso é uma coisa “autodidata” agora que canta com o “diafragma” tem estudo, pois todos nós nascemos respirando usando o diafragma e esquecemos ao longo dos anos e o estudo nós devolve essa respiração, assim como um guitarrista “ET” que faz tudo certinho mais não sabe usar os 4 dedos para solar. Ou ainda vários tecladistas que ao invés de usar as duas mãos para tocar usam uma ou um baterista que toca com a bateria completamente invertida. Estudar ou autodidata depende só de você, pois sempre devemos achar tudo o que for confortável para que nossa música saia sempre como queremos, porém não há caminhos fáceis pois em música, pouca coisa está pronta.

C)Equipamentos vs talento
Essa é outra coisa que gera briga. Um guitarrista toca mesmo ou seu “super equipamento” nos engana? Aquele vocalista é um bom cantor ou anda abusando de “autotune”? Este tecladista está tocando ou está usando MIDI ou sequencer? A vocalista na tv está cantando ou é playback?Equipamento é sempre super importante, porém nada pode ser mais que o talento. Ter talento muitas vezes não significa “ser perfeito” e sim fazer o que precisa ser feito com o mínimo de erros. Porém avaliando gravações noto que muitas vezes a banda que analiso está melhor que a banda que estou usando como comparação e daí infelizamente nesses casos, o equipamento fala mais alto que o talento pois é essa diferença crucial entre as duas gravações. Porém lembre-se que ninguém que tem sucesso começou tocando com um “super equipamento” a não ser que tenha nascido em berço de ouro.

Na outra postagem, falaremos algo puramente egoísta: Procurando o melhor pra mim. Abraços!!! “Todos nós andamos em Y. Cabe a você escolher o caminho”. “O sucesso na música é uma luta incansável e sem pausas ou descansos.”

Até a próxima!!!!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Gravação: Vale a pena saturar o som?

Salve! Muitas vezes num equipamento como compressor, crossover, excitador, delay, chorus, reverb entre outros encontramos a palavra “drive” sem que esse equipamento seja um específico para guitarra (como um rack, amplificador ou pedal), baixo ou sintetizador. Então o que significa?
Um a função de um circuito Drive é desenvolvido para que quando for acionado ele aumente e comprima o som (por isso temos a distorção) por modo de saturação (ou seja deformar o som). No caso de equipamentos “não espefícicos para guitarra” a função do drive é a mesma do gain (ganho) com o acréscimo da saturação para elevar o volume da música.Trabalhar com o volume e suas várias descrições não fácil (como mostrada nessa postagem) porém é uma coisa necessária para você se aperfeiçoar. As gravações originais geralmente sempre soa mais baixas antes da mixagem e da masterização, porque além de equalização, pan e compressão, é necessário também a finalização do processo.

Vou relatar uma experiência que tive o com o plugin Magneto da Steinberg, onde ele simula uma compressor de fita cuio a função é dar brilho. Primeiramente, ele possue os controles de input, output,speed time, H/F (hi fi) e drive. Na gravação gravei 3 guitarras limpas e 2 sujas e coloquei esse plugin no master da DAW. Na do render das gravações, coloquei input +3.0, output – 0.2,speed time 15, H/F (hi fi) +0.5 e drive 12. As guitarras limpas pulsaram direitinho após o render, porém as guitarra sujas “achataram” e por quê? As guitarras limpas após o render ficaram mais brilhosa com o plugin ativo no master, porque o sinal delas tinha pra onde se expandir. Já as guitarras sujas como achataram não tinham mais pra onde se expandir. O jeito foi fazer o “render” novamente sem o plugin e daí elas pulsaram corretamente.

Achatamento vs Pulsamento

Esse termos não existem, são uma criação minha. Achatamento é quando o som não tem mais pra onde ir e por isso começa a ficar com a de um “quadrado”. Pulsamento é quando som continuo redondo e pulsante e sua forma permanece normal. O Achatamento ocorre quando o threshold (limite) ou o input (entrada) passa o output (saída) e som começa a se deformar. Mas como deixar o som pulsando sem achata-lo e ao mesmo tempo alto?
Nesse caso, você precisará de uma combinação de gravação e plugins.

1)Grave tudo em pelo menos – 3 Db
2)Na pista coloque um plugins de efeito e eq, sempre cortando.
3) No aux da pista coloque um compressor multibanda (aqui sim, você vai ajustando as freqüências)
4)No master coloque um plugin de masterização.
5)Escute no monitor se a música está soando sem estouros e compare o seu volume com um cd comercial.
6)Cada vez que você aumentar um dos parâmetros diminua o outro. Se você aumentar a compressão, diminua a equalização e vice versa.

Saturar ou não saturar?

Dizer que a saturação é obrigatório seria um modo estranho dizer. As músicas comerciais são saturadas, porque senão não teriam o volume final que tem.
A melhor coisa que podemos fazer é “dosar” o sinal da saturação com input (entrada) e o output (saída) a fim de encontramos um som final que não soe embolado. Lembre –se que infelizmente placas de som normais (como as onboard) não possuem um matemática muito boa para processar uma saturação por isso dificilmente com elas vou fazer uma música soar alta sem um bom equipamento de entrada, porém também não é algo impossível.

Abraços!
Bom fim de semana!!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O sucesso depende do quê? 1° – Quem está lá fora

Hoje vou pedir “licença” pois ao invés de falar de gravação ou mixagem vou falar sobre um assunto bem pessoal além de compartilhar algumas experiências pessoais. A questão que aflige 99% dos músicos é O sucesso depende do quê? Para isso elaborei questões que serão feitas em postagens semanais para que nós possamos compartilhar e trocar idéias e informações sobre as mesmas. Dessas perguntas, vou dizer o que já passei todas elas (talvez você já tenha passado por isso e que não passou esteja pronto para o baque). Por isso nossa primeira postagem se chama “Quem está lá fora”, um convite para você sair um pouco do seu universo e pensar nos tipos de pessoas que conhecemos pelas noites a fora. No mundo da música eu encontrei seis tipos de personalidade que descrevo abaixo.

A)Os com muita “auto estima” podem ser ótimos músicos, regulares ou até ruins mas eles tem algo em comum: não se deixam abater pelas críticas sejam elas positivas ou negativas pois acreditam tanto no sonho (até que ponto não sei se é bom) por até hoje eles e os que fazem qualquer coisa pelo sucesso foram os mais bem sucedidos que já vi na música.

B)Quem tem muita “baixa estima” é sempre um desastre. Pra começar, nunca conheci um música de “baixa estima” que não era um verdadeiro talento. Um dos caras que eu ficava mais abismados com sua habilidade musical era um verdadeiro “down man”. A gente o chamava de Stevie Wonder pois além da voz tinha um grande talento mas vivia se queixando que a maré nunca mudava. Que tem esse problema é quase impossível reverter porque tudo é um “obstáculo instransponível” para ele.

C)Os que “fazem qualquer coisa pelo sucesso” são perigosos porque não a limite para conseguir o que querem. Eles passam sem dó por cima dos outros usam as pessoas como degraus e quando fazem sucesso não lembram mais de quem ajudou. Os que tem baixo estima e muito talento são sempre suas vítimas!

D)Além do “músicos de auto estima“ os que alcançam a felicidade são os “humildes”. Infelizmente muitos músicos de “baixo auto estima” são também humildes. Mas o humilde que cito aqui geralmente é alguém muito estudo que não se acha superior a ninguém e que ainda tem muito o que estudar. Eles nos ensinam coisas maravilhosas e sempre nos incentivam a seguir cada vez mais dentro do universo musical.

E) Já os “convencidos” lembram muito os “que fazem qualquer coisa” porém geralmente eles tem o muito sucesso ou muito fracasso. Eu sempre gosto de contar a história de um professor de guitarra que tive graduados nos EUA pelo GIT de Los Angeles. O cara era demais porém ele era tão convencido que achava que ninguém estava a “sua altura” para tocar com ele, nem mesmo seu irmão que também tocava. Acho que até hoje vive isolado do mundo cultivando o seu ego bem alimentado.

F)Os mais FDP que acho são os que “escondem o jogo”. Ao contrário dos humildes, eles acham que o conhecimento não deve ser partilhado como se fosse algum segredo de estado. Dos que eu conheço são os que mais formam “panelinhas” para se acharem os “deuses musicais” assim como os convencidos. Porém a maioria que conheci sempre tem um cruel destino: mudar de profissão porque não consegue se relacionar com ninguém que seja igual.
G)Os “invejosos” são terríveis. São como vampiros que querem sugar sua inocência e seus sonhos. Por incrível que pareça, nunca conheci um invejoso que também é um “super talento” e por ter isso acham que ninguém deve ser mais que eles. Ao contrário dos convencidos não escondem a inveja dos outros e nem que querem sempre ser os melhores. Quando conhecem alguém melhor que eles tentam de todas as formas baixar sua auto estima para ter um concorrente a menos.

H)Além dos humildes e dos auto estima esse é um grupo especial de pessoas que gosto os chamados “Malucos Beleza”. Geralmente são músicos que não sonham em se tornarem famosos e vão por caminhos próprios procurando seu espaço.Muito deles dormem o dia todo, acordam e vão tocar e assim vão levando a vida, não se preocupam se tem dinheiro ou não ou se sua música agrada. Vivem pelo prazer de cantar e tocar. A maioria deles vira para o gênero “alternativo” e muito deles alcançam a fama sem querer, porém mesmo com a fama não mudam seu estilo e continuam vivendo se a vida fosse um sonho. Malucos Belezas famosos são os que mais apóiam os músicos que começam ou que brigam para serem reconhecidos.

Conhece algum desses “tipos” Se identificou com algum deles? Fique atento, pois ainda falaremos muito mais sobre esse assunto. Abraços!

“Todos nós andamos em Y. Cabe a você escolher o caminho”.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Gravação: você sabe o que tem em casa

Mais uma vez vamos voltar ao básico dos básicos e quem sabe sirva até de atenção para os mais experientes.Mas você já analisou qual o equipamento que tem casa? Quando falo isso muitos são capazes dizer tenho um placa de som firewire, um computador caro, uma guitarra mais ou menos um ampli valvulado, um microfone estilo Shure SM58, etc... Mas eu falo de tudo que você tem que tenha entrada saída de áudio (o famoso I/O que os americanos falam) e nem se deu conta. Por exemplo, um velho aparelho 3 em 1 do seu pai que ainda tem o Long Play (disco de vinil) e fita cassete. Você sabia que esses aparelhos tem entradas e saída auxiliares capazes de dar um "tempero" especial no seu som?

Esses dias, estava pensando num forma de fazer meu som entrar com mais potência sem precisar passar por um direct. Estava pensando em comprar um Behringer GI 100, porém encontrei uma solução bem mais simples. Tinha um velho amplificador (um Meteoro Atomic de 20 watts) e fiz o seguinte: isolei os falantes e abri a linha, o resultado? Pra tudo que estou fazendo as minhas gravações estão mais brilhosas! Isso porque 20 Watts RMS não é nada para um amplificador, mas para um potência de gravação quebra o galho.

Porém aqui há duas questões:

1)É um amplificador de guitarra, como usar para outros instrumentos?
Simples, como não estamos usando mais o falante e sim somente a linha do amplificador não temos mais que temer o conflito de “Ohms”. Esse é o conflito que queima mais amplificadores que outra coisa no mundo todo.

2)Como fazer com que os sons não fiquem saturados?
Uma das coisas que mas nos perdemos numa gravação é que por exemplo, a mesa de som tem volume (algumas volume e ganho), um amplificador (no estilo potência) tem volume e ganho, e a placa de som também tem volume e o que acontece? O nosso som sai saturado, porém existe uma maneira simples de resolver isso. Vou citar meu processo de gravação de guitarra, baixo e violão. Primeiro a guitarra entra num pedal Boost com 0 dB de volume, depois passa por um compressor ou um processador de efeito também com 0 dB de volume. Aqui para não chegar explodindo no computador, deixo o amplificador com – 8 dB de ganho e - 6 dB de master, se precisar de mais volume, vou dosando os dois. Se quero mais “agressão” aumento o ganho, se quero mais “clareza” aumento o master. A questão é que não precisamos de volume e sim de qualidade de áudio.

3)Brilho na voz
A voz sem dúvida é maior desafio da gravação. Porém vale a pena usar um amplificador para ela? A resposta é sim, porém temos que lembrar algumas regras: o local de gravação deve ser bem fechado pois ruídos amplificados viram um pesadelo na edição; se você usar um amplificador de guitarra/baixo procure deixar tudo em flat, dependendo a voz e o microfone podemos diminuir um pouco o grave, aumentar o médio e o agudo. Se amplificador tem a função “contour” ou “presence” podemos aumentar a mesma e deixar a equalização flat. Essa função aumenta os médios na “área humana” ou seja 2 – 4 kHz.

Veja bem o que você tem em casa ou que de repente o que tem seus amigos e parentes.
Um equipamento parado num canto as vezes pode ser um achado!

Abraços!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Gravação: as diferenças de Gain, Volume, Loudness, Level e Countour

Essa postagem é longa, mas vale a pena para você aprender a domar um monstro chamado "Volume".
Traduzido do site Learn Songs Faster by Creating a Master Playlist você irá aprender a sutis diferenças entre ganho (Gain), Volume, Altura (level) e super volume (Loudness) além de Countour (controle de médios).
Quando trabalhamos com equipamentos de amplificação de som, se deparamos com este termo em inglês: Gain, volume, level e Loudness que são funções separadas e muitas vezes elas aparecem de uma só vez em um mesmo equipamento! Geralmente encontramos essas funções em mixers (mesas de som), placas de som, amplificadores, potências, aparelhos domésticos e automotivos. Vamos entender cada uma delas separadamente para tirarmos um som melhor do nosso equipamento.

Gain (Ganho)
Este é um termo difícil de ser definido muitas vezes porque é um controle encontrado na maioria dos equipamentos de áudio pelo mundo. Partimos do principio simples que esse controle pode significar o “aumento” de algo por exemplo: ganho de volume, energia (AC) ou corrente. Normalmente referimos a ganho de transmissão, que é o aumento da potência do sinal. Este aumento é quase sempre expressos em dB (decibéis). Este poderia ser o aumento do sinal bruto de sua guitarra ou o microfone antes de entrar em qualquer um dos outros componentes eletrônicos. Para os curiosos, aqui está a equação para calcular o ganho:
Gain = 10 x log (Power out/Power in)

Usando controle de Gain na prática
Para todos os efeitos provavelmente você vai ver um controle de ganho em dois lugares. Uma delas é na placa do mixer (mesa de som) do PA (Public Adress), e o outro é em um amplificador de guitarra. Ambas significam a mesma coisa, tanto quanto eletrônicos vão, mas servem a propósitos diferentes. Na placa do mixer, você verá o ganho na parte superior (geralmente em cima dos controles da equalização). É o primeiro controle que o sinal bruto e quando colocado um microfone ou outro instrumento, vai aumentar esse sinal para um nível suficiente para que o resto dos controles de equalização funcionem corretamente. Você terá como definir este nível de ganho o suficiente para trazer o nível do sinal, porém longe de causar corte ou distorção no sinal. Para este efeito, muitas placas vêm com um botão PFL (Pre-Fader Listen). Este botão permitirá que você veja o sinal real, olhando para os LEDs na placa. Use o microfone em níveis de som normal, regulando para que não haja picos no mixer.
Em um amplificador de guitarra
, a intenção principal, do ganho é de criar uma distorção Você já sabe o que faz, então não há razão em dizer, mas eu tenho uma pequena dica. Deixe seu ganho baixo!Eu também adoro as melodias de solos cara, power chords que explodem o cerébro, mas num estúdio de gravação você geralmente vai pensando que o seu som é impressionante, só para ver o engenheiro de som ter que pegar suas distorções e abaixa-las para - 5 ou - 6 porque o som delas está terrível. A distorção não deve esconder suas habilidades, mas acentuam-las.

Volume
Além de definir o espaço tridimensional, volume também pode ser usado para descrever o nível de potência de um sinal. Então, quando você aumenta o botão de "master volume" no seu amplificador, ele simplesmente significa que você está aumentando a quantidade de energia usada pelo amplificador para aumentar o sinal. Este termo é muito ambíguo, uma vez que é usado em tantos equipamentos diferentes, principalmente para significar o real, porém o seus ouvidos saberão o que não é exatamente verdade. Use com cuidado.

Nota do Palco KH
:
A)A maioria dos equipamentos de gravação/reprodução profissional trabalham com “Master Volume” e “Gain”. Muitas vezes para obtermos um som real é necessários “dosar” os dois sem criar “clip” (passar de 0 dB).Normalmente o volume passa primeiro para "power amp" então o gain passado para o "pré-amp".

B)Nos amplificadores de guitarra para obter um ótimo som limpo, basta deixar o ganho baixo e aumentar o "master". Para obter uma ótima Distorção, abaixe o master e aumente o "Gain".

Level
Este termo é usado para descrever a magnitude do som em referência a algo arbitrário. Mais especificamente, o uso de SPL (nível de pressão sonora) para descrever as ondas sonoras. SPL é um termo calculado a partir do registro da pressão de som em RMS de uma boa medida relacionada a um valor de referência. Basicamente, o que significa que criar uma escala de medida com zero de partida com o menor limite da audição humana. A escala de SPL é mostrada em dB e vai até 130 dB (bem, o infinito, mas o que for), que é o limite da dor para o ouvido humano.

Loudness
Loudness, embora semelhante ao volume e nível, é o que uma função que faz um “super volume” ( muito comum em aparelhos de carro). Este é o primeiro dos nossos termos de terminologia que realmente envolve sons que não somos capazes de ouvir em uma frequência do mesmo nível.O “loudness” é diferente porque é só percebido quando nós nos movemos essa frequência para cima ou para baixo. O gráfico seguinte mostra o nível que o ouvido humano "pensa" (sua audição) e como vocês podem ver, não é correto, na maioria das vezes. As freqüências mais baixas, como o baixo em 40-220 Hz, precisa de mais pressão do som para nós acreditarmos que é igualmente o mais alto que o som em 1 kHz.

Equal Loudness Contours ou Contour
Aqui nós introduzimos um termo chamado de "phon", que é usado para descrever a sonoridade. Você pode ver no gráfico que o contorno phon é diferente para cada nível de dB. O contorno de 120 phon requer menos impulso nas freqüências baixas do que o contorno phon 10. Principalmente por causa da audição. Você também pode ver no gráfico que ouvimos a faixa de 3-4 kHz melhor (por isso um telefone trabalha nessa faixa) pois essa é frequencia da fala.
Nota do Palco KH: Num amplificador, processador de efeitou ou pedal (stomp box) se o mesmo tiver a função “countour” é justamente pra isso, para dar “firmeza” (girando no sentido horário) ou “fraqueza” (girando no sentido anti horário) nas regiões médias como de 2 kHz – 4 kHz.

Ótimas gravações!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Equalização: corte e favoreça

A medida que o tempo passa, começa a cair a ficha sobre muita coisa que a gente estuda. Você já notou como os CD produzidos soam “altos e controlados” enquanto as gravações caseiras soam “baixas e brilhosas”? Quando masterizamos tentamos deixar tudo igual, porém nossa gravação sempre sai brilhosa e baixa... Mas você já experimentou cortar e aumentar? Siga esses itens que vou comentar:

1)Grave tudo com máximo de brilho e volume que conseguir:
Não importa se seu equipamento é fraco, regular, bom ou ótimo. Há várias maneiras de conseguir brilho e volume alto. Você sabia que um dos truques mais manjados quando se trabalha com mesas de som simples é aumentar todas as freqüências para dar volume (colocar no “talo” bass, middle e high) e se há uso de compressor deixar tudo em – 6 dB Threshold, + 4 dB input (entrada) e - 1 dB output (saída), porém tenha certeza que o som vai sair “alto e brilhante” e não “alto e barulhento”. Um release mais rápido no compressor (tipo 120 ms) deixará o som respirar.
Importante: cuidado com os ganhos! Controles de ganho distorcem o som quando não regulados.

2)Agora teremos freqüências, então corte não aumente:
Já reparou que os presets dos plugins de equalização, sempre aumentam o instrumento e não corta? Porque isso? Por que na gravação o instrumento é sempre gravado com tudo alto. O equalizador não passa de um controle de volume onde podemos aumentar cada freqüência separada pois com um controle de volume erguemos todas elas de uma vez. Mas agora que temos freqüências sobrando, podemos cortar as mesmas com calma. Aqui o desafio é conseguir o melhor “timbre” cortando na dosagem certa.

3)Os conflitos estão no seu ouvido
Repare que nas gravações comerciais duas coisas são mais evidentes no volume: a voz e som da caixa. Nas músicas onde a guitarra distorcida ou limpa também. Mas como eles conseguem destacar isso e você não? A primeira coisa você pensa: a voz foi gravada num ambiente tratado com um microfone Neuman Gold, a guitarra Gibson Les Paul foi gravada com Shure SM58 de uma lado e um AKG C414 do outro num stack Marshall ou Mesa Boggie, o baixo é Fender Precision num stack da Ampeg, a bateria é uma Tama e blah, blah, blah. Instrumentos e equipamentos de ótima qualidade são mais fácil de cortar porque apesar de um corte extremo (falo de um Notch com 2 oitavas e – 6 dB) dificilmente perdem qualidade e provalvemente se você fazer isso com seu equipamento tudo ficará com as característica de um som “magro”. Então, se não podemos cortar – 6dB, podemos cortar – 2Db. Muitas vezes um corte desse por toda a extensão de um instrumento pode nos ajudar a resolver um conflito de “mascaramento acústico”, como mostra a figura abaixo:

confesso que eu sou um dos defensores de aumentar a freqüência quando possível, porém perceba a diferença de equalização entre essa duas músicas minhas:

1)Vontade de amar – Perceba que eu destaquei mais a voz e a bateria que os outros intrumentos. As freqüências da bateria e da voz foram aumentadas, enquanto as freqüências dos outros instrumentos foram diminuídas.



2)Crer – Perceba que a bateria, o baixo, o órgão e a guitarra estão bem destacadas, enquanto a voz toca mas suave. Aqui a voz foi cortada e os instrumentos aumentados.



Importante: tente não grava de imediato! Teste todos os timbres disponíveis e possíveis. Se precisar grave várias vezes a mesma pista até chegar onde quer.

4)Menos é mais
Muitos produtores e engenheiros de som são defensores do “minalismo” ou seja usar o mínimo para fazer um música soar. Essa dica é preciosa para nós que estudamos, pois muitas vezes temos mania de colocar tudo o que queremos e na hora da equalização tudo vira um bolo inaudível. Quanto mais instrumentos, mais cortes precisamos dar. Fazer músicas do estilo synth pop, hard rock, hair rock, new age é complicado muitas vezes porque leva muitos instrumentos e eles precisam serem dosados. Possivelmente esse foi um dos motivos que levou o pessoal a fazerem músicas mais simples sem contar que podemos destacar mais o volume nelas.

5)Divida tudo
Ainda na contra mão dos produtores famosos, podemos fazer outra coisa: arquivos e juntar tudo no final. Conversando com amigos meus que estão gravando em casa ou que estão montando estúdios, muitas vezes é melhor fazer todas as seções separadas e juntar tudo num só arquivo. Como assim? Veja os passos:

A)Primeiro pegue o Aux da bateria e equalize/comprima a mesma da maneira que achar melhor.
B) Após isso de um “render” e deixe a toda a bateria somente numa pista. Trabalhe agora com o baixo e os instrumentos que faltam.
C)Agora crie novamente os" busses" e coloque as pistas do render neles (por exemplo: bateria, baixo e guitarras, teclado e voz) e com um equalizador linear aumente o que você quer destacar e diminua o resto para deixar o som passar (a voz por exemplo).
D) Coloque um plugin de masterização no master.
E) Mande para o CD.

Abraços e ótimas gravações!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Produção: Produtor de eventos – Samuel e Greice – Terceira parte

Nessa terceira e última parte da postagem vou falar como foi os 2 shows. O show do dia 05 de novembro em Concórdia – SC foi um dois mais corridos que já fiz. Apesar de não estar tocando, arrumar tudo para a dupla entrar no palco antes de um astro do sertanejo universitário não foi fácil (lembrando que eles abriram para o Michael Telo). Primeiro foi preferido não participar com banda, por isso foi optado por usar um playback de banda em tempo real. Quem lembra dessa postagem
nome posso dizer que é algo parecido, porém usamos uma mesa digital Roland VS1680, a trilha é a mesma do estúdio do CD (imagine a banda sem voz), porém sem violão e guitarra que eram controlados pela VS assim como seus efeitos. Um fato que chamou a atenção é que tudo na mesa de monitoração era cortado: do tipo começar em 100 Hz e ter um longo corte de até – 4 dB até 5 kHz ou mais dependendo o instrumento do input list. Na hora não entendi o porque, mas depois ouvi que na mesa do P.A as freqüências que faltavam eram aumentadas, ou seja, a mesa de monitoração estava usando o mesmo principio de uma gravação: abaixar certas freqüências nas pistas e aumentar o que falta somente no master usando assim o equalizador como boost. A ligação do VS na mesa do P.A foi feita com 2 vias mono (esquerda e direita) num direct box de canais. Com isso se preserva o estéreo. O Show foi um sucesso, a repercussão foi muito positiva. Na outra semana no dia 13 fomos para Anita Garibaldi – SC e novamente foi optado por usar esse mesmo esquema. Aqui não houve nada de espetacular, pois o P.A pequeno compatível com o local da apresentação porém houve uma situação inesperada: os dois D.I que ligavam a VS na mesa de som estavam sem bateria e agora o que fazer José? A solução encontrada foi simples e eficaz: colocar a entrada da VS num amplificador de guitarra e mandar o som da mesma para mesa através do Line Out do amplificador. Porém quando fazemos isso, temos que ter cuidado o volume. Por isso coloquei o volume da VS em – 8 dB, o volume do amplificador em - 10 dB e ganho do amplificador em – 3 dB e com isso se evita que o som distorça. Novamente outro show de sucesso da dupla com ótima repercussão. Com isso termino minha postagem sobre os shows da dupla, esperando que seja 2 de muitos e lembro a você que dia 17 de dezembro estaremos na praça central de Concórdia – SC a partir das 20:00. E abaixo confira mais um vídeo dessa promessa do sertanejo com a música “Total Eclipse do amor” apresentada no programa Raul Gil no início da carreira da dupla.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Produção: Produtor de eventos – Samuel e Greice – Segunda parte

Ainda não vou entrar nos méritos dos dois shows que participei porque vou explicar para vocês o que é o Rider. Rider técnico é uma série de exigências que a produtora coloca em contrato para garantir que o artista nunca seja prejudicado durante uma apresentação. É como a continuação do contrato porém onde ele será cobrado por uma pessoa de conhecimento.

Agora vou detalhar um por um os itens pedidos num Rider.

1)Requisitos de P.A
Nenhum show vai ficar bom sem um ótimo “Public Adress”. O PA deve sempre cobrir o espaço de som onde o artista vai tocar. Não adianta fazer um show num ginásio para 1000 pessoas sendo que o P.A foi montado para 100! Com certeza, os “últimos da fila” não escutarão nada. Porém, não basta ótimas caixas de P.A, precisamos de periféricos e equipamentos que mande o som exatamente do que o artista/banda está tocando no palco e aí pra quem estuda gravação fica mais fácil porque aqui entra coisas que estudamos sempre: crossover, equalizador, efeito e compressor. Isso tudo deve repetir o som que o monitor está tirando do palco. Aqui geralmente o produtor pede marcas famosas para esses equipamentos.

2)Monitor, monitoração ou mesa de palco
Possivelmente você já notou que em shows grandes com banda além da mesa do P.A existe uma mesa de som (mixer) do lado do palco. Essa mesa chama-se “sistema de monitoração” (ou simplesmente mesa de palco). Essa mesa existe para que o técnico de som trabalhe do lado da banda e resolvendo em tempo real problemas que podem aparecer durante o percuso do som além de destacar efeitos ou volume. Por exemplo, aquela música a voz pede um rápido efeito de delay, o solo da guitarra que precisa ser destacado quando o guitarrista vai para frente, os cortes lo-fi quando um DJ precisa. Ela irá controlar todas as entradas (input list) do palco e repassar o mesmo para o P.A com as freqüências que cada instrumento deve fazer. Geralmente aqui tudo está “cortado” ou em ‘flat” para que o técnico de som do P.A aumente alguma freqüência quando necessário. Geralmente os equipamentos e os periféricos aqui são os mesmos do P.A.

3)Input list
Iinput lista ou “lista de entrada”, refere-se aos instrumentos que a banda usa e os equipamentos que eles ocupam. A maioria das bandas possuem seus próprios instrumentos, porém muitas vezes o produtor de evento pede para sonorização colocar o que “não dá para ser levado” como amplificadores de baixo e guitarra e bateria completa, sem contar que os microfones em sua maioria nunca são levados. A bateria ainda é um caso a parte, pois muitas vezes o baterista prefere usar a bateria que usa, ao contrário do violão, guitarra, teclado, baixo, set de DJ que o músico prefere levar. No input list também são definidas as “vias de monitoração”, ou seja, o que o instrumento vai usar, se será D.I (direct box) ou microfones.

4)Vias do monitor (Vias de retorno)
Aqui é definido qual o tipo de retorno de áudio que o músico terá. Se vai ser EAW (aquelas caixas retangulares que ficam no palco), In Ear (retorno dentro do ouvido) ou In phone (fones de ouvidos).

5)Iluminação
Como o nome já diz, se trata da iluminação do palco.
A iluminação geralmente fica por conta da equipe de sonorização contratada. Muitos artistas preferem usar técnicos de iluminação local.














6)Requisitos ou exigências de camarim
você lembra aquela coisas doidas que vemos na tv onde o artista pede whiskey 50 anos, frutas da Costa do Marfim, toalhas da Itália, etc... Nos grandes shows? Isso é uma exigência de camarim, tudo para deixar o artista bem confortável antes da apresentação. A maioria dos músicos não é tão assim extravagante, exigem geralmente, bastante água mineral, frutas, salgadinhos, refrigerantes, doces, um banheiro privativo, um sofá, uma cômoda com espelho.

7)Segurança e bastidores
No rider o artista também especifica quesitos de seguranças como a quantos metros de distância a grade que separa o palco deve ficar, quantos seguranças o artista e banda devem ter, e exigências de segurança para o evento (para que o artista e sua equipe não se firam). Os bastidores geralmente se referem a quantas pessoas terão acesso ao camarim e controle de visita de fãs.

8)Mapa de palco
Geralmente com o rider, segue-se um mapa de palco como esse e de iluminbação também.











Exemplo de Rider

Requisitos de P.A
1 Mesa de som com 32 canais (Yamaha, Tascam, Hack)
4 Caixas Sub-Graves
4 Caixas Acústicas
2 Flayers
1 Compressor DBX ou similar
2 Equalizadores (1 para cada canal) de 31 bandas (Behringer ou Alesis)
2 Crossover (Behringer ou similar)
1 Processador de efeito Reverb/Delay/Chorus (Behringer, Zoom, Alesis ou Yamaha)

Requesitos de Monitoração
1 Mesa de som com 24 ou 32 canais (Yamaha, Tascam)
1 Compressor DBX ou similar
2 Equalizadores (1 para cada canal) de 31 bandas (Behringer ou Alesis)

Requisitos de Vias de monitor
2 Retornos In Ear
4 Retornos In Phone
4 Retornos EAW
2 Retornos Side (um de cada lado)

Input List
2 Micrones Shure SM58 sem fio
3 Micrfones Shure SM58 com fio
1 Microfone Shure SM57 para guitarra
1 Stack Marshall JCM 800 para guitarra
1 Stack Hartke 7000 para Baixo
1 Estante de teclado
1 Bateria Tama completa microfonada

Iluminação
1 console Rack 24 DMX
10 Leds
8 Moving Heads
2 Máquinas de Fumaça
8 Canhões
16 Ribaltas de Led

Requisitos de camarim
Frutas vermelhas variadas (maça, ameixa, uva). Salgadinhos diversos (de preferência assados e não Elma Chips e similares). 8 Sanduíches naturais. 9 Pizzas Médias, refrigerantes, bedidas de álcool (cervejam whiskey, vodka), aguá mineral sem gás (10 fardos), 8 caixas de suco Ades ou similar, 8 toalhas de rosto, 1 espelho de corpo inteiro, sofá, uma cômoda com espelho, banheiro para equipe e um banheiro para o artista. Desde a saída do hotel a entrada do show e volta do hotel, o artista deverá contar com seguranças e transporte para trans lado.

Complicado não é? Pois é assim que artistas grandes se comportam. Há muitas outras coisas, como no input list qual o canal que cada instrumento deve usar. Pesquise na internet sobre Rider Técnico de sua banda favorita e se supreenda!
Na próxima postagem, vou comentar sobre os shows. Abraços!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Produção: Produtor de eventos – Samuel e Greice – Primeira parte

Salve!!! Voltamos de férias, porém muitas vezes tive que trabalhar. No dia 05 de novembro meus amigo Samuel e Greice (cujo estão bem por aqui em SC) me fizeram o convite para ser “produtor de eventos” de seus shows. Muito bem, mas afinal o que é um produtor de evento? Produtor de evento é a pessoa responsável por tudo que acontece em volta de um artista quando o mesmo tem um show. Ele é quem organiza os músicos, confere a sonorização, confere a iluminação, confere o hotel, o contrato, enfim tudo que o artista necessita durante sua estadia na cidade onde fará a apresentação, mas qualquer um poder ser isso? Teoricamente sim, você não precisa ser um músico para isso e sim um cara com ótima comunicação interpessoal. Porém existe uma coisa que o produtor de evento precisa saber bem e aí que vem o conhecimento musical chamada Rider.
Rider é o que reúne tudo o que o artista vai precisar num show. Nele contém o contrato do artista ou da sua produtora, o requisisto de camarim, o “input list”, os requisitos mínimos para P.A e iluminação. Até aqui no vou entrar nesses detalhes, pois como se trata da primeira parte. Por enquanto fico aqui, na próxima postagem vou explicar todas essas palavras novas (ou não) para você. Pra quem não conhece o som dessa fantástica dupla, confira aqui no maior sucesso deles até agora: “Aquele que sou eu”.


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Conheça mais dupla em Samuel e Greice

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Entrando de férias

Salve músicos!!!

Entrando de férias....

Dar um descanso pra cabeça...
Volto a postar perto do dia 01/12 com novidades para melhorar o seu som.

Enquanto isso, veja antigas postagem, o que já publiquei no blog que está com mais de um ano de vida....



A todos que me acompanham e me visitam, obrigado!

Em breve novidades....

Fiquem com DEUS!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Como é feita a avaliação de sua música aqui!

Critérios de avaliação do Palco KH

Aqui está os critérios de avaliação que sua música no formato MP3 passará pelo Palco KH. Não faço avaliação de arranjos, produção, voz, etc.. Apenas avalio a gravação.

1) Quem avalia?

Rafael O KH Dantas (avaliação profissional)
Leonice Vacari (avaliação do ouvinte)

2) O que é avaliado?

A) Timbres da gravação.
B) Equalização (comparação com música comercial)
C) Panorama (Campo estéreo)
E) Qualidade dos instrumentos
D) Mascaramento acústico
F) Volume

3) O que é necessário descrever no e-mail de avaliação?

A) A DAW (estação digital) usada
B) O equipamento gravado
C) Plugins usados (só nome dos mesmos)
D) O estilo da música (rock, pop, sertanejo, eletrônica, etc)

Importante: enviar a MP3 em anexo!!!

4) Tempo de avaliação

No mínimo 1 dia, no máximo 1 semana.

5) Para onde enviar?

palcokh@yahoo.com.br

Você receberá em arquivo no formato word em anexo descrevendo cada etapa dos processos!


Abraços!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Produção: Quando afinar e desafinar é a mesma coisa

Estava procurando no you tube para postar o "melhor dos ídolos do SBT" no meu outro blog (Eu sou o KH) e dei de cara com isso aqui... Não sei quando foi, mas primeiro veja o video depois o comentário a abaixo:



Qualquer músico pode dizer que o cara "realmente conseguia" se tivesse menos nervoso, menos empenhado (mais relaxado), mais aquecido e não ter subido a música uns 4 tons (eu acho que ele subiu pra Sol#) Como você pode ver na música original abaixo:



Meu amigo e grande vocalista Juliano W sempre dizia que em música muitas vezes "enfeitar e enfeiar é a mesma coisa" ou seja fazer tudo simples, depois ver onde dá para fazer uma coisa mais sofisticada, esse video me lembrou bem isso!!!!
Me fez lembrar quando um amigo meu que foi meu professor de guitarra quando a banda dele gravou o 1º CD ele enfeitou demais na guitarra (colocou excesso de notas dissonantes)e o produtor chegou e disse pra ele: deixa mais simples!!!!
Parece até loucura, mas você já notou como são feitas as músicas que estão sempre em 1º lugar nas paradas independentes de jabá ou não? Pegue um violão, você verá que elas são sempre feitas com notas simples. Particularmente ultimamente nesses programas tipo ídolos o que eu vejo é muito “enfeite de voz” e zero de sentimento. Gosto de ver um cantor como o Fábio Júnior bota sentimento quando canta e acho que ultimamente está faltando isso na mídia. Há grandes vocalistas sim, mas quanto colocam o sentimento? A desculpa de muita gente é que hoje em dia não precisa de voz e sim de atitude, mas o que é atitude sem uma voz marcante? Se você pegar a biografia de grandes cantores verá que eles tem uma coisa em comum: canto coral, uma arte que anda sumindo no nosso país que prefere fazer projetos de batuque do que canto. Minha dica pra quem quer cantar, procure um coral, você não irá se arrepender!!!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Gravação: começar de novo


Sinceramente ando de saco cheio de certas gravações. Confesso que ando mais estudando do que propriamente gravando porque acho que na música tudo que estar no lugar e devido a isso deixei de praticar mais para dedicar a mixar e masterizar. Por isso decidi pegar um monte de material já gravado e rafazer o que estiver de errado: arranjos, voz, mixagem, master. Isso pode ser um saco pra quem pode estar querendo lançar um CD, mas para mim que ainda planejo como fazer o meu, porque não pegar minhas músicas, gravar de novo e pedir novamente uma opinião das pessoas? Afinal tenho equipamento, porque não olhar com mais carinho o que ando fazendo?
Ultimamente graças as opiniões descobri que muitos elementos que estava fazendo soar minhas músicas de forma errada: as minhas baterias estavam sem “humanidade”, meus baixos agudos sem “bottom end”, guitarras com distorção demais, vozes com muito “tiny box”. Infelizmente nós seres humanos sofremos com falta de paciência, somos ansiosos pra mostrar o que estamos fazendo e muitas vezes mostramos coisas que não deveríamos mostrar. As últimas duas músicas que mostrei “Vida Normal” e a a nova versão de “Vivo eu” foram mostradas ao público com erros e ainda podem ter ameaçada minha credibilidade com o mesmo, por isso novamente estou revendo os erros ao mesmo tempo que faço novas músicas. Uma das coisas que descobri esse fim de semana que eu que falo tanto sobre “freqüências” não estava ouvindo corretamente as mesmas, porque meus monitores estavam “mentindo” sobre as freqüências agudas. Resolvido isso, numa das regravações que estou fazendo vou mudar a afinação da guitarra para E-A-D-A-B-E.
Isso porque lembrei que muitos guitarristas não encontram o riff que querem, mudam a afinação. E minha voz está melhor do que quando comecei a gravar mas não andam cantando com paixão. Steve vai disse uma vez que antes de começar a compor e a gravar precisamos calar certos “demônios” internos. É muito mais fácil a gente ouvir as críticas do que se perguntar por que estamos recebendo – as. No meu caso, vou tirar um tempo para refletir como anda minhas atitudes criativas e recomeçar tudo de novo.
E você, já refletiu sobre algo parecido?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Masterização: e se você fazer tudo separado....

Salve! Hoje vou comentar um assunto que ocorreu na minha última sessão de gravação.
Quem grava em casa, sabe que não existe o luxo e o custo de ter uma equipe separada pra tudo, por isso trabalhamos no legítimo “se vira nos 30”. Porém existem processos que podem facilitar nossa vida seja o tipo de gravação que você anda fazendo.
Pra começar, não preciso comentar que em gravação tudo soa maravilhosamente bem separado e estranho tudo junto, que uma gravação difere da outra dependendo o equipamento usado, que a mixagem pode deixar o som compreensível ou acabar com mesmo, sobre guerras de frequência, enfim, tudo isso tem que ter um resultado final: a masterização seja de uma música ou de várias músicas.

Porém a história na minha sessão foi o seguinte:
Eu gravei tudo como manda o figurino: primeiro os instrumentos, depois a voz, depois comecei a mixagem. Porém consegui resolver todos os conflitos dos instrumentos e mesmo assim não conseguia encaixar a voz direita nos mesmo. Aqui resolvi fazer um “master direto” ou seja, mixar e masterizar pelo próprio arquivo (uns dizem que é bom e outros não porque precisa entregar o trabalho meio logo. Porém nada ficava certo no final.
No master da minha DAW encadeei os seguintes plugins:

Equalizador Paramétrico -> Compressor Multibanda - > Limiter

O resultado é que a seção de instrumentos estava ótima e a voz uma bosta.
Daí resolvi fazer um master normal, mas também não deu certo. O fato aqui é que eu não estava acertando ambiente entre os instrumentos e a voz. A maioria dos engenheiros tem suas “particularidades” em colocar tudo no mesmo ambiente. Alguns são radicais ao ponto de colocar reverb em tudo ou reverb em nada, outros colocam a voz no mesmo ambiente da bateria ou da sessão rítmica (teclados e guitarra) porém pra quem grava em casa ainda irá sofrer com o pesadelo chamado “tiny box”.

Tiny Box

O efeito chamado “caixa pequena” (tiny box) ocorre em ambientes muitos fechados (como quartos, banheiros, armários) e geralmente cortam as frequências abaixo de 120 Hz. O resultado é que para a maioria dos instrumentos que utilizam frequência “médios graves” será ótimo, mas geralmente para voz não é uma boa opção. O problema todo, é que o microfone + ambiente cria um ”reverb bem desagradável” cujo puxa as frequências médias e abafa as graves, difícil de solucionar. A voz realmente parece estar dentro de uma “caixa” e adição de efeitos nelas só piora. A única maneira de resolver isso infelizmente é reposicionar o microfone e gravar novamente. A falta de freqüências de 100 Hz a 50 Hz naturalmente na voz, pode deixar a mesma fraca entre 200 – 300 Hz. A maioria dos engenheiros, removem na voz tudo abaixo de 100 Hz, quando há certeza que a mesma não está em um Tiny Box, porque isso pode acontecer em aquários mal planejados.

Master e volume

Cabe você decidir a melhor maneira de fazer sua masterização. As sugestões que dou são:

1)Tente gravar direto da mixagem para o CD e compare o volume e as frequências com uma música comercial.

2)Caso não esteja de acordo, faça um arquivo de áudio da música e tente masterizar com plugins.

3) Se não conseguir faça um arquivo de áudio de todos os Buss separadamente e tente masterizar.

4)Se houver conflitos entre a voz e os instrumentos, tente fazer um arquivo de instrumentos e outro de voz e após isso tente masterizar.

Lembre-se: a masterização não é um processo obrigatório quando gravamos uma música. Quando fazemos um CD e queremos deixar todas as músicas no mesmo no volume daí somos obrigados a masterizar cada música para ficar com o mesmo volume.
Uma diferença crucial entre sua gravação e gravação de um grande estúdio é que em um home studio tudo é mais “brilhoso” e as comerciais são mais “fechadas”. Não há problema nenhum nisso, porém vale a dica para diferenciar as qualidades das gravações.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Masterização: low, bottom e high end

Pra começar a semana vou já publicando o que pode te atormentar na hora de finalizar sua música ou masterizar um CD os famosos “finais”. Digite no google essas três palavras: low end, bottom end ou high end (traduzido para português: final grave, final médio grave e final agudo), como mostra a figura abaixo: (clique para ampliar)








A)O “low end” abrange tudo abaixo de 50 – 20 Hz.
B)O “Bottom end” abrange tudo entre 120 – 60 Hz.
C)O “High end” tudo acima de 14 – 22 kHz.

Essas peças são fundamentais para evitar conflitos no campo estéreo, porém poucas pessoas se ligam disso.

Conseqüências no som

Low end: um low end bem feito garante que as freqüências sub graves não serão pesadas demais (ao ponto de embolar) e nem fraco de menos que não saíram em lugar nenhum. Com passar do tempo a descobriu-se que todas as freqüências graves eram reponsáveis pela “força” no som. Por isso percebeu-se que deixasse uma gravação “flat” abaixo de 40 Hz, toda a força do bumbo e baixo viriam a tona, por isso para não cortar “demais” essas frequências durante as gravações se faz tudo no final na masterização.
Sempre diminua o low end, não aumente.

Bottom end: apesar de falar para vocês que Bottom end é o “final das frequências médios graves” na verdade é muito relativo. Bottom end além disso, tem haver com o controle de médios graves em “stacks” com caixas fechadas assim como baterias que usam o bumbo abafado, assim elas vão “dar mais força” entre 60 – 120 Hz e por isso quando usamos um bumbo e baixo de sampler, MIDI, VSTi e inventamos mexer aqui o resultado pode ser um sucesso ou desastre total. Aumentar ou diminuir aqui depende muito do que se quer fazer.

High end: um high end bem feito deixa o som bem agradável e audível. Ele é o responsável por cortar a agudez do nosso som, além de deixar o mesmo compreensível. Muitos engenheiros de som das décadas de 1970 a 1990 preferiam deixar o high end sempre entre 14 kHz e 16 kHz . Hoje em dia com outros tipo de formado de som (como o surround) alguns preferem 22 kHz dependendo o caso. O high end pode se aumentar, mas dependo os dB o som se torna “machucador” para o ouvido.

Brickwall






Usar brickwall num master ainda causa controvérsia. Os engenheiros alegam que como o brickwall deixa toda as freqüências entre ele “mudas” isso pode afetar seu master final. De experiência própria, já fiz master com brickwall como na figura abaixo. O resultado foi que faltou força nos graves e definição de brilho e por isso hoje em dia, prefiro usar um equalizador paramétrico para criar um “fade” nos finais.

Aos extremos






Quando uma música não fecha de jeito nenhum no nosso ouvido e no nosso monitor de áudio porém todas as freqüências estão no lugar, podemos tentar fazer um “sorriso do lagarto” com um equalizador paramétrico para ver se as freqüências se ajeitam. Aqui você irá empurrar ao extremo o low, bottom e high end e o resultado dependerá da sua sorte! Isso pode ser aconselhável para quem colocou tudo no lugar na mixagem e por algum motivo não está conseguindo fazer o som soar na cara.


Boas gravações!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Gravação: tirando água de pedra

Ontem um amigo que também tem estúdio comentou sobre uns vídeos que viu na internet sobre produtores e engenheiros de som. Nós comentávamos que por mais que sejam legal plugins não passam muitas vezes de “uma opção para que não tem grana” de comprar periféricos. Na maioria dos livros de gravação que leio sempre vejo que os engenheiros do som usam mais plugins para equalizar do que para “simular alguma coisa” (coisa que nós em casa temos a ilusão de fazer) mas o preço desses periféricos (compressor, noise gate, reverb, delay, auto tune, harmonizer) são absurdamente caros (alguns em torno de US$ 10.000,00) e nos reclamos pra comprar um microfone cardióide de R$ 500,00 só para fazer uma voz decente. Porém a maioria de nós não tem dinheiro para investir R$5.000,00 em equipamento A ou B por isso temos que aprender a tirar “água de pedra”. Uma das coisas que mais observo num analisador de espectros (Spectrum Analyser) é que não há muita diferença em freqüências das minhas gravações ou de outras gravações de home e pequenos estúdios em relação as gravações chamadas de comerciais. Mas então onde erramos? Simples, nós erramos nos equipamentos de entrada de onde sai o som. Sábado comparei uma gravação de um famosa banda EMO com a banda EMO de um amigo. Percebi que a bandas dos meus amigos estavam num nível melhor do que a banda famosa porém tudo acabou por um simples detalhe: os equipamentos. Eles gravaram num bom estúdio, com uma boa acústica, bons processamentos, computador com DAW Cubase, porém olha só os instrumentos que eles usaram: Guitarra Washburn Lion, Guitarra Stenberg , Baixo Eagle. A bateria era um Pearl do estúdio e o Microfone não sei, mas era aqueles com várias figuras. O resultado é que a bateria soou bem, o vocal também mais o resto ficou uma bela porcaria, não que era inaudível, mas era um som magro, sem vida.Muitos estúdios não tem paciência de resolver “som magros” (geralmente precisam de um efeito ou uma equalização) eles estão corretos num ponto mais estão errados em pelo menos tentar “mascarar” os mesmos já que é o cliente que está pagando. Essa banda famosa usa Gibson Lespaul e Mesa Boogie e Fender Jazz man e Ampeg como competir com esse tipo de som? As pessoas não sabem o sacrifício de “tirar água da pedra”. Quem de nós que grava em casa não tem receio de mostrar suas gravações? Várias perguntas vêem a nossa cabeça: será que a música está legal? Será que vão gostar? Será que o timbre está bom? Será que eu me arrisco a vender esse material? A verdade é que tudo bem gravado, certinho, dentro tempo, mesmo que seja com simples equipamento, chama a atenção. Nunca foi tão fácil gravar suas idéias e ser feliz. Na minha opinião acho que primeiramente a gente deve trabalhar com todos os conflitos que aparecem em gravação e a medida que vamos melhorando, vamos mudando o equipamento e até o ambiente. Só agora no meu estúdio estou colocando equalizador, compressor e crossover de rack, porque acho que agora estou pronto pra trabalhar com isso.
Gravações em home studio e pequenos estúdios soam “brilhosas demais”.
Muitas vezes é melhor você torna ela um pouco “obscura” do que limpa principalmente quando estamos carentes de equipamentos de entrada. Porém aquele que conseguir tirar “água da pedra” num simples equipamento, irá arrasar quando tiver um ótimo equipamento!

Pense nisso...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

The Mixing Engineers Handbook - Elementos de um arranjo






Olá!!! Essa uma tradução do livro “The mixing enginners Handbook” que ajudará você entender melhor como os grandes profissionais fazem seus arranjos em duas músicas.

Elementos de arranjos

Fundação: A seção de ritmos é usadas como uma fundação o baixo e a bateria, porém se inclue as guitarras ou teclados quando é uma banda. No caso de “Power Trios” esse elemento se concentra mais na bateria e no baixo, fazendo figuras de ritmos diferentes.

Pad (teclado): É uma nota longa com sustentação ou um acorde sustentado comuns em sintetizadores, órgãos e pianos elétricos. Porém pode ser também ser usadas strings (violino, contrabaixo, horns) e guitarras com overdrive usando “Power chord”.

Ritmo – O ritmo é qualquer instrumento tocado junto com a fundação. Na bateria pode ser o “shaker” ou “tambourine”, a guitarra rítmica, a percussão tudo o que é usado para acrescentar emoção, potencia e excitação na pista.

Lead (solo) - Vocal ou Instrumento.

Fills (viradas) – Viradas acontece geralmente entre os espaços das linhas de “lead” ou para uma assinatura de linha. Ela é uma reposta a uma pergunta que o ritmo faz. Pode ser arranjos de diversos instrumentos.

Música exemplos (com vídeo)

Bob Seger´s “Night Moves”

Fundação: Baixo, bateria e violão
Pad: hammon organ
Rythm: piano
Lead: Vocal
Fills: backing vocals e alguns arranjos de piano




Alanis Morissete´s “Thank U”

Fundação: Baixo e bateria
Pad: Sintetizador em introdução e chorus atrás do piano, diferentes synths com chorus.
Rythm: piano, “vocal” sampleado no verso
Lead: Vocal
Fills: viradas guitarras no segundo verso.




Garth Brook´s “Two Pina Coladas”

Fundação: Baixo e bateria
Pad: Violão de aço
Rythm: Violão e “shaker”
Lead: Vocal
Fills:Guitarra, violão solo.



Resolvendo conflitos de instrumentos

Mude o arranjo e a gravação
Faça arranjos “mudos” coloque o mesmo em intervalos.
Mude o espaço (panorama) ou a equalização.

Normalmente se começa a mixar pelo
Baixo, kick (bumbo), caixa, ritmo ou lead (solo).

Boas GRAVAÇÕES!