Muito já expliquei por aqui como gravar, mixar, masterizar e produzir de forma independente
ou pelo menos como começar a fazer isso.
Confesso que estes assuntos andam diminuam exatamente porque quase não há novo para explicar pois em quase
7 anos de blog acho que coloquei o que eu pelo menos sei.
Porém há algo que já fiz aqui porém de maneira bem menos prática: colocar o meu conhecimento de músico.
E por isso a minha nova série de postagens chamada Toque Musical vai preencher essa lacuna vazia.
Claro que aqui não é regra é apenas uma das diversas teorias musicais possíveis que você pode encontrar tanto
com um professor, profissional, em vídeos e postagens em sites sobre música da internet.
A maioria das coisas dessa sessão (como quase todo blog) são coisas minhas profissionais e pessoais.
Portanto como sempre digo: nunca fique preso num lugar só. estude e pesquise sempre!
Para começar essa série de postagens vou começar pelo instrumento mais importante da música moderna:A voz!
dica 1:você pode cantar em nem sabe que canta
Alguns cantores famosos tem algo em comum: nunca pensaram em ser cantores!
Alguns vieram de corais, outros cantavam apenas no chuveiro e de repente por tem um timbre legal um amigo convida o mesmo para
fazer um teste em sua banda, e outros fizeram aulas de canto para ter mais disciplina e acabaram seguindo o caminho da música, outros eram tão desafinados
mas sabiam que podiam cantar se persistirem, etc...
Cantar exercita 3 coisas:
A auto estima, a sensibilidade (quem canta seus males espanta) e o controle da respiração.
Você não pode dizer a si mesmo que não canta (assim também para outro) porque a primeira vez coisa que vez que você cantar pode ser
uma surpresa total ou uma decepção total. Na minha opinião é melhor você ter uma decepção porque muitas vezes com a surpresa de achar que você canta bem, na verdade está cantando muito ruim.
E como cantar é uma coisa muito sentimental na primeira crítica você
pode desabar!
Para começar você deve fazer uma coisa muito simples como mostra esse vídeo. Não é cantar a sua música preferida e sim ver
o seu alcance vocal e se você consegue alcançar as notas musicais. Esse vídeo eu achei (apesar da qualidade do som) bem
legal para você entender, pois esse professor não possue "um baita timbre" mas canta todas as notas afinadas.
Aqui ele apenas expõe as notas "naturais" (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) em 2 oitavas (uma grave e outra aguda). Esse é o principio básico da
aula de canto. Tente ver se você consegue imita-lo. Se conseguiu tente achar outro vídeo ou pegue um instrumento musical (violão, teclado ou piano) e
tente cantar as notas dele como foi mostrado.
Dica preciosa! Grave tudo o que faz!
Desde um solfejo a uma música normal, mesmo desafinado ou afinado.
A se ouvir!Veja abaixo outro vídeo (um pouco mais detalhado)
sábado, 10 de outubro de 2015
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Mixagem e Masterização: 15 novas dicas com finalizar sua música!
1)Faça a gravação ordenadamente
A velha escola (gravação analógica) sempre coloca a culpa de uma gravação ruim nos equipamentos e no desempenho dos músicos e essa fórmula ainda é válida em qualquer tipo de gravação seja profissional, amadora ou iniciante. Apesar dos plugins facilitarem nossa vida (principalmente na economia de equipamentos) seus equipamentos "primários" devem ser bons não no sentido de "caro" e sim de "custo benefício". Já o seu desempenho ou desempenho dos músicos deve ser satisfatório: os instrumentistas tem que tocar no tempo certo (pode tocar mais lento um pouco para gravar e você acelerar um pouco depois) e vocalista tem cantar afinado (não precisa ser um Tim Maia mas que não precise fazer muitas correções depois com autotune ou melodyne). Hoje em dia as gravações comerciais usam muito truques mas lembre que esses estúdios tem a tecnologia e o conhecimento. Você um dia pode se tornar um "engenheiro de som" num grande estúdio, mas até lá você primeiramente deve se preocupar em fazer a lição mais importante de todas: gravar bem e compreensível. O resto é consequência da sua mixagem.
2)Gravar a quanto (taxa de gravação) e a que volume?
Hoje em dia o mínimo aceitável é 24 bits/44 kHz. Preferencialmente gravar em 24 bits/96 kHz e se puder (e sua placa de som fizer isso)24 bits/192 kHz e tudo isso porque quando você for passar o som para CD, DVD ou MP3, o mesmo não sofrerá tanta alteração.
Porém se você não gravar direito ou não saber gravar de forma de corretamente não adianta nada gravar em qualidade de DVD ou Blue-ray!
Muita coisa boa ainda é gravado em 24 bits/44 kHz, mas iremos falar disso no item 13.
Quanto a ser mono ou estéreo é você que escolhe mas é bom estudar primeiro sobre pan (clique aqui). O volume é bom sempre estar na zona "quente" (Warm Zone) que é entre - 4 dB a - 0.5 dB. Particularmente gravo tudo entre - 2.8 db. Mas lembre-se: quanto mais perto de 0 dB se grava, mas difícil é ajustar a compressão depois! Procure um meio termo.
3)Sempre salve o arquivo da música com outro nome quando há modificações
Vamos supor que você fez 5 modificações na mixagem. Porém em uma delas ficou em dúvida se está melhor ou não que há outra? Por que ficar economizar arquivos?
Os arquivos de uma DAW geralmente ocupam 47K e isso é um "ponto" no mar do seu HD!
Quem ocupa espaço são as pistas de áudio gravadas arquivadas (a que você gravou errado também) e estas sim ocupam entre 16 Mb a 74 Mb, dependendo do tamanho e da taxa de gravação.
Uma dica é você criar uma planilha ou arquivo e ir registrando em cada um a modificação feita. Sem isso pode ter certeza que você irá se perder!
A velha escola (gravação analógica) sempre coloca a culpa de uma gravação ruim nos equipamentos e no desempenho dos músicos e essa fórmula ainda é válida em qualquer tipo de gravação seja profissional, amadora ou iniciante. Apesar dos plugins facilitarem nossa vida (principalmente na economia de equipamentos) seus equipamentos "primários" devem ser bons não no sentido de "caro" e sim de "custo benefício". Já o seu desempenho ou desempenho dos músicos deve ser satisfatório: os instrumentistas tem que tocar no tempo certo (pode tocar mais lento um pouco para gravar e você acelerar um pouco depois) e vocalista tem cantar afinado (não precisa ser um Tim Maia mas que não precise fazer muitas correções depois com autotune ou melodyne). Hoje em dia as gravações comerciais usam muito truques mas lembre que esses estúdios tem a tecnologia e o conhecimento. Você um dia pode se tornar um "engenheiro de som" num grande estúdio, mas até lá você primeiramente deve se preocupar em fazer a lição mais importante de todas: gravar bem e compreensível. O resto é consequência da sua mixagem.
2)Gravar a quanto (taxa de gravação) e a que volume?
Hoje em dia o mínimo aceitável é 24 bits/44 kHz. Preferencialmente gravar em 24 bits/96 kHz e se puder (e sua placa de som fizer isso)24 bits/192 kHz e tudo isso porque quando você for passar o som para CD, DVD ou MP3, o mesmo não sofrerá tanta alteração.
Porém se você não gravar direito ou não saber gravar de forma de corretamente não adianta nada gravar em qualidade de DVD ou Blue-ray!
Muita coisa boa ainda é gravado em 24 bits/44 kHz, mas iremos falar disso no item 13.
Quanto a ser mono ou estéreo é você que escolhe mas é bom estudar primeiro sobre pan (clique aqui). O volume é bom sempre estar na zona "quente" (Warm Zone) que é entre - 4 dB a - 0.5 dB. Particularmente gravo tudo entre - 2.8 db. Mas lembre-se: quanto mais perto de 0 dB se grava, mas difícil é ajustar a compressão depois! Procure um meio termo.
3)Sempre salve o arquivo da música com outro nome quando há modificações
Vamos supor que você fez 5 modificações na mixagem. Porém em uma delas ficou em dúvida se está melhor ou não que há outra? Por que ficar economizar arquivos?
Os arquivos de uma DAW geralmente ocupam 47K e isso é um "ponto" no mar do seu HD!
Quem ocupa espaço são as pistas de áudio gravadas arquivadas (a que você gravou errado também) e estas sim ocupam entre 16 Mb a 74 Mb, dependendo do tamanho e da taxa de gravação.
Uma dica é você criar uma planilha ou arquivo e ir registrando em cada um a modificação feita. Sem isso pode ter certeza que você irá se perder!
domingo, 12 de julho de 2015
Gravação:Insumos Musicais
"Na Alemanha de 1920-30 a diversão da classe média alta era lançar foguetes tipo daqueles da Barreira do Inferno – Rio Grande do Norte.
Menores mas muito parecidos. Vejam bem!A classe média alemã e não sofisticados cientistas ou empresas governamentais.
A disputa era trivial. Qual foguete iria mais alto e reto. Era tudo desenvolvido nas suas garagens. Como norte americanos faziam/exerciam sua criatividade nos celeiros/garagem com peças mais simples, do dia-a-dia, como uma cadeira ou roda d’água. No pós guerra a Alemanha perdeu esse acesso fácil aos insumos estratégicos e baratos, mas nos EUA eles copiaram e já sabemos o resultado. Pranchas de surf, skate, windsurfe, só para ficar na área esportista.
Os insumos na Alemanha (máquinas de solda, gases para soldar, combustível químico, cilindros metais especiais, etc.)
eram acessíveis e os custos do hobby suportáveis para a classe média."
Trazendo isso para realidade musical brasileira é o seguinte: nos últimos 10 anos o que se viu foi um crescente aumento da música independente justamente porque as tecnologias
de gravação caseira ficaram acessíveis aos músicos. Então de uma para outra era possível gravar em casa ou abrir um pequeno estúdio fazendo
gravações de qualidade. Nos anos 80 e 90 era muito comum a única maneira de gravar suas composições era no toca fitas! Claro que havia equipamentos bons para
gravar, mas estes ficavam nas grandes gravadoras.
Algumas gravações que me mandaram e analisei (hoje em dia não faço mais por falta de tempo) eu considerei isso. O fato era que não dava para você comparar uma gravação feita com um Notebook (onde tudo é praticamente onboard) com um computador Desktop com todos os requisitos necessários a uma DAW pois a qualidade de som gerada é completamente diferente, isso sem contar o ambiente, equipamentos e o empenho dos músicos.
Trazendo isso para realidade musical brasileira é o seguinte: nos últimos 10 anos o que se viu foi um crescente aumento da música independente justamente porque as tecnologias
de gravação caseira ficaram acessíveis aos músicos. Então de uma para outra era possível gravar em casa ou abrir um pequeno estúdio fazendo
gravações de qualidade. Nos anos 80 e 90 era muito comum a única maneira de gravar suas composições era no toca fitas! Claro que havia equipamentos bons para
gravar, mas estes ficavam nas grandes gravadoras. Algumas gravações que me mandaram e analisei (hoje em dia não faço mais por falta de tempo) eu considerei isso. O fato era que não dava para você comparar uma gravação feita com um Notebook (onde tudo é praticamente onboard) com um computador Desktop com todos os requisitos necessários a uma DAW pois a qualidade de som gerada é completamente diferente, isso sem contar o ambiente, equipamentos e o empenho dos músicos.
domingo, 28 de junho de 2015
Gravação: 20 dicas muito úteis para gravação de voz
Já escrevi muito sobre “gravações de voz” e ainda hoje muita gente me pergunta o que “faço na voz” para deixar ela “tão na cara” com minhas gravações. Primeiramente a maioria das coisas por mim foram “criadas” mas por necessidade do que outra coisa. Pra se ter uma ideia a voz “oitentista” de Vontade de Amar foi gravado com um Lesson SM58 que é a “cópia da cópia” do Shure SM58! Como eu sabia que a voz “ficaria” de fundo fui criando pistas colocando algumas pra frente, mudando o pan de outras, tacando efeitos e assim por diante e lógico a medida que a gente vai gravando, muda os equipamentos, estuda-se mais e assim melhora-se tudo aos poucos. Essas 15 dicas podem ser usadas tanto pra quem grava em casa (com um equipamento mais modesto) ou em estúdio e pode ser de uso bem variado! Mãos as obras!
DAW:A que você usa
Dificuldade: médio
1)Cheque seu ambientes e seus microfone
Primeiramente o microfone capta o que está “ao redor” dele e por isso (como sempre digo) tente gravar o mais seco possível! Evite ambientes muito grandes (como por exemplo uma garagem) prefira médios ou pequenos porém tenha cuidado com as reverberações “naturais” pois tudo isso se torna difícil de equalizar e colocar efeitos. Para quem não tem um “aquário” algumas “medidas preventivas de emergência” (as famosas gambiarras) costumam dar certo como essas abaixo:
2)Deixe “mudas” as pistas desnecessárias
Nunca grave com “todas as pistas” no playback pelo simples motivos que elas podem te “desconcentrar” na hora da gravação. Prefira gravar com a bateria (se puder somente bumbo, caixas e tons), o baixo e pelo um dos instrumentos rítmicos (guitarra, violão ou teclado).
domingo, 3 de maio de 2015
Produção: em tempos de playlist
Quando você grava logicamente você vai se "aventurar" pelo conhece.
Tente convencer um roqueiro a gravar um sertanejo, ou um sertanejo a gravar uma MPB, ou sambista a gravar uma dance music e assim por diante.
Vontade até eles tem mas não correm o risco seja por motivo pessoal, por falta de conhecimento, pelos fãs ou pelo mercado mesmo.
Porém nos vivemos há duas gerações que são baseadas pelas "playlist" seja do computador,no carro,celular, tablet ou outro meio de reprodução como aparelhos de som.
A questão é que dificilmente o ouvinte comum (aquele que não é fã de uma coisa só) fica ouvindo o mesmo estilo direto (a menos que esteja num ambiente para isso) pois a maioria gosta mesmo de fazer uma "playlist" com umas 300 músicas (nacional e internacional) e colocar em modo "aleatório" deixar rolar e o motivo pra isso é porque a maioria das pessoas gostam de ouvir músicas de estilos diferentes porque não gostam de ficar ouvindo um estilo só.
Tente convencer um roqueiro a gravar um sertanejo, ou um sertanejo a gravar uma MPB, ou sambista a gravar uma dance music e assim por diante.
Vontade até eles tem mas não correm o risco seja por motivo pessoal, por falta de conhecimento, pelos fãs ou pelo mercado mesmo.Porém nos vivemos há duas gerações que são baseadas pelas "playlist" seja do computador,no carro,celular, tablet ou outro meio de reprodução como aparelhos de som.
A questão é que dificilmente o ouvinte comum (aquele que não é fã de uma coisa só) fica ouvindo o mesmo estilo direto (a menos que esteja num ambiente para isso) pois a maioria gosta mesmo de fazer uma "playlist" com umas 300 músicas (nacional e internacional) e colocar em modo "aleatório" deixar rolar e o motivo pra isso é porque a maioria das pessoas gostam de ouvir músicas de estilos diferentes porque não gostam de ficar ouvindo um estilo só.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Mixagem: você conhece os efeitos que as músicas gravadas em estúdio usam?
Em muitas música o que pode chamar a atenção pode ser algo
bem simples. Uma introdução, um arranjo ou um solo pode fazer muitas vezes faz mais
sucesso que a música em si.
Em vários estilos de músicas muitas vezes algo que o público acha genial, não passa de efeitos antigos colocados de maneira diferente, foi o caso do Van Halen no início dos anos 80 (Ed Van Halen usava toneladas de phaser em sua guitarras, algo que os guitarristas da epóca achavam brega e só os de funky usavam) e recentemente no caso dos DJ Franceses do Daft Punk (que usam vocoders em seus vocais, algo que banda alemã Kraftwerk fez nos ano 80).
Portanto para quem está começando a gravar ou pra quem já tem experiência é sempre bom recordar como funciona 12 efeitos de instrumento, voz e mixagem da música "pop" moderna:

Em vários estilos de músicas muitas vezes algo que o público acha genial, não passa de efeitos antigos colocados de maneira diferente, foi o caso do Van Halen no início dos anos 80 (Ed Van Halen usava toneladas de phaser em sua guitarras, algo que os guitarristas da epóca achavam brega e só os de funky usavam) e recentemente no caso dos DJ Franceses do Daft Punk (que usam vocoders em seus vocais, algo que banda alemã Kraftwerk fez nos ano 80).
Portanto para quem está começando a gravar ou pra quem já tem experiência é sempre bom recordar como funciona 12 efeitos de instrumento, voz e mixagem da música "pop" moderna:
segunda-feira, 23 de março de 2015
Como montar seu Home Studio - Parte 1
Essa semana vamos falar mais "atualizado" como montar um home estúdio.
Essa postagem é justamente que como agora o blog está associado num "agregador de link" vamos
fazer um postagem para quem toca, compões e nunca se imaginou gravando na vida!
A)Local
Primeiramente como a própria palavra diz, "home studio" é um estúdio caseiro, por isso um lugar
mais para gravar um "rascunho" para posteriormente "gravar valendo" em estúdio profissional.
Claro que 90% das pessoas não usam assim. Como hoje temos tantas oportunidades de "divulgação" (veremos isso no item I) terminamos o trabalho e já mostramos para os outros. Em relação ao espaço varia muito do gosto pessoal e da disponibilidade de local.
Porém espaço pequenos são mais interessantes visto que na maioria das vezes o "home studio" não possue tratamento acústico. Os melhores que já vi geralmente são bem pequenos.
fazer um postagem para quem toca, compões e nunca se imaginou gravando na vida!
A)Local
Primeiramente como a própria palavra diz, "home studio" é um estúdio caseiro, por isso um lugar
mais para gravar um "rascunho" para posteriormente "gravar valendo" em estúdio profissional.
Claro que 90% das pessoas não usam assim. Como hoje temos tantas oportunidades de "divulgação" (veremos isso no item I) terminamos o trabalho e já mostramos para os outros. Em relação ao espaço varia muito do gosto pessoal e da disponibilidade de local.
Porém espaço pequenos são mais interessantes visto que na maioria das vezes o "home studio" não possue tratamento acústico. Os melhores que já vi geralmente são bem pequenos.
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