segunda-feira, 7 de julho de 2014

Gravação: Usando uma trilha midi na voz.

Continuando o assunto da semana passada, vamos a um dos truques mais usados pelos famosos produtores para dar um "molho" ou uma "disfarçada numa voz.

DAW:A que você usa, conectado com teclado MIDI.
Nível: Difícil.

Primeiramente quando não cantava em minhas músicas tinha que inventar “um vocalista virtual” para poder compor as mesmas. O que escolhi é o que uso até hoje antes de colocar a voz: uma trilha da melodia com flauta ou flauta pan (aquela andina) e lógico que hoje canto, mas todas as minhas músicas possuem “lá no fundo” uma melodia que acompanha a mesma. Um dos primeiros a fazer isso foi os inventores do “synthpop” o grupo alemão Kraftwerk isso porque o vocal deles era “bem fraquinho” mas isso faziam as músicas ficar interessantes (principalmente na época que o pessoal estava fascinado com músicas futurísticas) como na música “Das Model”, ou ainda Thomas Dolby em “She bliend me in Science", porém pra mim um dos melhores exemplos ainda é a música de Bronski Beat “Smallboy Town” (clique no nome delas para ouvi-las). Com o advento do autotune hoje em dia muitos produtores pedem para um tecladista/pianista fazer a melodia da música e depois pegam a voz do artista e tacam a mesma em cima da trilha midi usando o autotune (é por isso que o plugin tem aquela função midi out) e o resultado é que quando bem usado em cima de um bom cantor ele fica praticamente “imperceptível”.  Por isso vale a pena você em suas músicas fazer uma melodia com midi e sem contar que você já deixa a música pronta para registrar em qualquer faculdade ou associação de compositores! Porém não é uma tarefa fácil e exige algumas horas (ou dias) até chegar a melodia nota por nota. Pra quem não tem prática pode ser algo bem desafiador.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Gravação: não jogue fora seu "sintetizador" velho!Coloque um cabo midi USB!

Meu pai meu deixou de herança duas coisas:
Primeiro violão clássico da Giannini (que não se fábrica mais) de linha espanhola (como é bom tocar flamenco com ele) e segunda um teclado Cássio CTK60 fabricado em 1995 e que apesar do padrão 8 oitavas foi um dos piores teclados que a Cassio fez tanto que no mercado livre você encontra ele por uns R$100,00.
http://i293.photobucket.com/albums/mm56/guigondo/midi_usb2.jpgPorém ele tem uma coisa que alguns teclados (de marcas melhores) tem: uma resposta midi exata! Esse teclado não é "GM" tanto que se você colocar no modo MIDI IN/OUT irá ver como "nunca se deve fazer um sintetizador e vender o mesmo dizendo que é um sintetizado"!
Pois como ele não é General MIDI possue apenas "4 canais" ao invés dos 16 normais.
Ele ficou "mofando num canto da caso" pois tenho um Teclado Yamaha (padrão GM/GS/XG) que apesar de estar também meio "ultrapassado" (afinal comprei ele em 2000) ainda dá um show em muitos por aí em matéria de timbre. Tudo começou  quando entrei numa loja disposto a levar um Controlador M-Audio para disparar meus samples, loops  e timbragens VSTi além do mais de usar o "autotune" e "vocoder" de forma organizada.  Mas como sempre (como todo brasileiro que ganha pouco) vi que as "parcelas" iriam estourar o orçamento.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Produção: 10 aplicativos musicais para você ter no seu smartphone com Android!

Faz mais um menos  uns 7 meses que comprei um celular com Android e um dos mais simples:
Um Samsung Duos.  Antes dele fiquei 3 anos com um Motorola e como nunca fui “fã” de celular com OS (sistema operacional) pois pra mim celular era só pra falar mesmo, resolvi comprar um barato para conhecer como o Android funcionava. Quando comprei o Duos a primeira coisa que fiz foi instalar aplicativos musicais para satisfazer minha “fome de composição” em qualquer lugar que fosse. 
 Porém comecei a notar que existem  “muitas alusões” na prática com quando se  usa um celular com OS e uma delas é justamente a memória. Diferente do computador a memória de um celular, netbook ou tablet não é exatamente “física”  e sim limitada a sua lógica isso porque o preço do celular sobe mais de acordo “com seu armazenamento” do que seu processamento e no meu caso o meu Duos apesar de ter um bom processamento fica limitado a sua memória interna de 5,2 Gb (assim como um HD quanto mais programas você coloca,com menos memória ele fica) e mesmo fazendo um “swap” (passar a memória interna para externa) o celular começa a “apanhar” em desempenho a medida que chega perto da capacidade total. Claro que isso é bem diferente num Samsung Galaxy caro ou num Apple Iphone mas porém mesmo com processadores “quad” eles continuaram limitados a sua memória interna mesmo elas razoavelmente grandes (ambas com 18 Gb ou mais).
Porém esse é o menores dos problemas pois em matéria de música o que é difícil e achar é um programa que imite um instrumento (como um piano) e seja real e principalmente não tenha "atrasos" ao bater na tela e a na internet vemos por exemplo, bandas feitas com “smart phone” como essa:

Então por isso separei 10 aplicativos que uso no meu celular e que respondem em tempo real mesmo com pouca memória e além do mais são gratuitos, basta acessar o Google Store. Ambos tem versão Android e IPhone (como se chama o OS da Apple em celuar/tablet?hehehe)


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Gravação & mixagem: quando mudar o sistema operacional?

Voltamos!!! 
Agora toda semana uma nova matéria envolvendo gravação em casa pra você!!!
Após anos usando o Windows XP resolvi mudar o sistema operacional do computador pois já estava de "saco cheio" de ter 4 Gb de memória e o XP só gerenciar 3 (na melhor das hipóteses)  além de o sistema ser 32 bits e já não roda algumas DAW novas (como o Vegas Pro 13).
http://classroomclipart.com/images/gallery/Animations/Music/music_keyboard_animation_cc.gifBom, primeiramente fui escolher o novo sistema operacional e como não queria pegar "muito pesado" resolvi colocar o "Windows 7 Ultimate X64" e tive que "atualizar" todos os drivers das placas de som e além de ter que baixar novamente aplicativos "fundamentais" como flashplayer e java virtual machine todos em versão X64 e  o "saco" mesmo foi ter que instalar os programas de volta mas principalmente os plugins pois já estava tudo pronto no outro sistema.
Claro que já trabalho com Windows 7 mas nunca tinha testado o mesmo para gravar porque me lembrei de uma vez que um amigo meu (isso lá em 2002) foi tentar mudar para o XP e teve que voltar para o Windows 98 porque XP  estava pesado para seu computador (e ele tinha um dos TOP da época, um Pentium 4!) e o pior de tudo era configurar novamente a placa de som (se não me engano era uma M-Audio Delta) e nada funcionava direito com sistema operacional (embora todos os drivers estivessem corretos) e começou a atrasar os trabalhos em seu estúdio e teve que voltar para o Windows 98 de novo e não estava muito afim de passar por isso, mas agora em que vários plugins estão sendo lançado em 64 bits (cujo o ciclo é melhor em mais estável) tinha resolvido mudar para o Win7.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Atividades paradas... Por enquanto....

Obrigado pela sua visita!!!
 Nós do Palco KH Studio daremos uma pausa nas postagens para em breve recomeçar escrever com assuntos inéditos que lhe ajudarão a gravar cada vez mais em casa com um "sabor" de estúdio grande!!!! 
Fique a vontade!!! 
Há várias postagens no blog além da nossa sessão de Downloads!!!  
Você é sempre bem vindo!!!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Video Aula: What You've Got - gravada para o Workshop Mix in the Box

Muitas vezes é legal a gente da uma "fuçada" no You tube atrás de vídeos aulas de gravação.
Hoje eu descobri esse canal do Paulo Anhaia onde ele passa várias dicas de gravação. Uma delas que achei muito interessante é como ele gravou uma banda "sem ter espaço" de estúdio ou seja, só improvisando a isolação do "ambiente" com que tem em casa! Dê uma olhada vale a pena!





Muitos vídeos dele dão excelente dicas! Aproveite pois está em português! Coisa rara!!!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Gravação: 10 questoes sobre "a quantidade de pistas"

Ótimo 2014!!!!

Como primeira postagem do ano irei falar sobre uma dúvida que costuma atingir quem "grava". Usar quanto canais? A algum limite? Isso é certo? Para tentar você ouvir "uma luz" vou colocar aqui 10 questões que podem ser úteis para você definir a "cara" do seu som!

Daw: A que você usa
Dificuldade: depende sua compreensão

01)Tudo começa na "produção"
Vamos supor que você gravasse um "rap" como você definiria as pistas? Possivelmente 5! Sim porque o que você vai precisar a mais? Uma pista para batida, uma para o baixo, uma para os arranjos, uma para voz e mais uma para os backing. Pronto! Mas será isso o correto? Possivelmente não.

http://diymusician.cdbaby.com/wp-content/uploads/2012/07/iStock_000003464984XSmall.jpgA medida que você começar a gravar vai pensar em fazer uma "dobra" na voz ou até que sabe em fazer um "chorus" da mesma e aí você já aumenta de 5 para 9  pistas. Então você escuta mais um pouco e percebe que o "backing" podia ter uma voz feminina e que os arranjos poderiam ser do tipo "um brass no lado esquerdo" e um "sawlead no lado direito" então de 9 agora você tem 12 pistas e assim pode ficar até que você mude de ideia....
Isso é a coisa mas normal numa sessão de gravação "aumentar ou diminuir os canais". Me lembro de uma entrevista que o guitarrista Steve Lukather deu para a revista "Guitar World" sobre um CD que ele gravou sobre o natal (Santametal de 2003) e na música "Joy the World"  com Eddie Van Halen (da banda Van Halen)  disse o seguinte: eu tinha 64 canais para usar e Eddie conseguiu encher todos! Quando disse para ele que "estava bom" ele simplesmente disse pra mim "posso fazer melhor" e eu disse "acho que vamos ter muito material para trabalhar com tudo isso"!  Em mais de 80% dos casos são assim você tem um número X mais acaba fazendo um número Y de pistas. E o que fazer com tudo isso? Simples, selecione as melhores!