quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Reverb herói ou vilão?

Podem falar o que quiser, mas o erro mais comum do mundo pra quem começa a gravar é o reverb. Primeiramente, vou explicar como funciona esse efeito:
A aplicação reverb é simples: simula um ambiente pré-programado. Os mais comuns são o de plate (placa), room (quarto), hall (sala), spring (molas/salão) e church (igreja). A figura abaixo mostra como funciona o reverb partindo de um local seco:
Se o reverb simula um ambiente, o que fará no som? É simples: ele irá duplicar o som, dando a sensação de ser mais "intenso e grande" dependendo o ambiente simulado, por exemplo: numa igreja em qualquer local que você gritar quem estiver dentro da igreja irá ouvir você, devido ao "eco do local". Todo local possue eco (reflexão) desde seu quarto até banheiro, o reverb existe exatamente para simular que tipo de ambiente você que que seu som "viaje". As primeiras gravações com reverb eram muito estranhas.... Se você pegar gravações dos anos 50, 60 e 70 , parece que o cantor está "longe do microfone" pois quando reverb é muito carregado causa esse efeito e até hoje muita gente faz esse erro. Na decáda oitenta, como mostar o video abaixo o reverb ainda era usado com bastante abuso:


Alphaville - Forever Young

Porém descobriu-se que o reverb poderia ser aplicado a partir de um determinda frequência, por isso a maioria das masterizações hoje em dia ele é aplicado na voz e outros instrumentos as partir de 1 K, para deixar o reverb fora dos graves e médios graves, o que virou um padrão hoje em dia, onde quase o reverb não aparece mais como video abaixo:
Nouvelle Vague - Dance With Me

O reverb é um dos efeitos mais antigos que existem e ao contrário do delay, chorus, flanger e phaser que foram descobertos "acidentalmente".Não se sabe ao certo quem inventou o efeito, mas o primeiro reverb "comercialmente" foi planejado pelo inventor do orgão Hammond (Laurens Hammond), que conseguiu simular ambientes através da indensidade/vibração que o som do teclado batia nas molas instaladas no mesmo (por isso o famoso efeito de reverb de molas ou spring reverb), logo se criaram máquinas de reverb (talvez a mais famosa seja a da Fender, que passou a colocar no seus amplificadores), depois o reverb analógico (C.I), o reverb digital (Chip) e os plugins de computadores.

Situação onde reverb poder ser tornar herói:
Passar um efeito tipo "hall" de leve numa voz grava com microfone comum (carióide), guitarras solos, numa seção de sopros, em pianos, bumbo da bateria, caixa, back vocal, para deixar todos os instrumentos como se tivessem sidos gravados no mesmo ambiente.

Preste atenção, onde o reverb pode ser tornar vilão:
Gravação de voz com microfones condesadores (porque esse microfones captam o ambiente da gravação, ou seja embolam quando se coloca reverb em exagero), guitarras pesadas (parece que o guitarrista está dentro do banheiro), caixa (reverb exagerado embola as frequências entre 200k e 500k), baixo, masterização (se mal amplicado bagunça tudo), violinos e intrumentos tipo "strings" (mesmo com sintetizador).

Porém faça testes antes de achar que um efeito pode ficar bom ou não na música. Muito das minhas músicas tem "reverb em excesso" de propósito, pois achei que eles ficaram bom ao som.Outra coisa: Reverb não corrige afinação! Alguns possue uma função chamada "pré-delay em ms", que "maquia" desafinações.

Até mais!

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