DAW: Qualquer uma
Dificuldade: De fácil a difícil (depende da sua compreensão)
Salve gente!!! Um pouco parado para variar, mas vamos lá!
Vou postar mais uma técnica de masterização para tentar resolver um velhoi problema. Muita gente me fala que não consegue fazer o volume de suas trilhas ficar igual a de uma música comercial. Falta harmonicos, falta empenho, efeitos não aparecem... Pergunto como está a mixagem, me dizem que está boa , digo para olhar os tópicos de masterização do blog e procurar em videos e livros sobrea assunto, mas também não resolve. A maioria acha que a masterização é pegar a mixagem, colocar no master no master uma compressão "pesada" e deu pra bola. Funciona?Sim! Com um equipamento de R$100.000 e uma sala acusticamente projetada! Pra quem não tem isso, tem criar ou chorar e ainda ter uma paciência para não desanimar e chutar tuo! Hehehe. Esses dias lendo um livro do mestre David Gibson o mesmo falava que toda a mixagem é passada para os ADATS e depois deles saíam para salas de masterização, daí pensei comigo mesmo: "por que não fazer isso com que tenho usando em casa?" pois bem fiz, e consegui uma música bem alta e audível! Como? É que vou passar para vocês...
1)Tenha tudo no seu devidamente lugar!
A primeira coisa que você deve fazer é aumentar valendo o seu monitor de aúdio (retorno) não num volume exagerado mas digamos, de 1 a 10 no 8. Como fazer isso? Coloque uma música comercial rodando num player (como o Winamp) ou num editor de aúdio (como o Sound Forge) e tente colocar a música que está na sua DAW no mesmo volume, sem nenhum plugin no master! Não se precupe e começar a clipar! Se você fosse "passar para o CD" é lógico que tudo iria "achatar e clipar" mas o que vamos fazer aqui é arrumar a mixagem. Mas o por que do volume alto? Porque na hora que você for aumentar tudo isso num CD podem surgir "resultados inesperados", por isso: sempre faça mixagem em volume comercial!
2)Queimando para o CD
Agora que tudo está soando no lugar é hora de queimar para o CD. Para isso agora, você vai reduzir o volume do master até que ele não clip "sem nenhum limiter ou compressor" (ou seja, ao invés de diminuir para - 01 dB possivelmente terá que diminuir para uns -3.5 dB) e lógico colocar um "dither" (http://palcokh.blogspot.com/2011/03/masterizacao-e-mixgem-mais-sobre-dither.html) porque se trata de conversão de audio. O importante não é volume, é não clipar! Procure deixar a música na faixa "quente" ou seja entre 0 dB e - 4.0 dB. Caso a música fique dando muito "duck" (pulos) procure queimar novamente com uma velocidade menor (tipo 4X)
3)Repassando novamente para o computador.
Agora aqui que vem a mágica: primeira mente você tem que ver o que há disponível em casa e lógico tem que ter um aparelho de DVD ou CD! (se não tem peça emprestado) e fazer o seguinte:
A) Colocar a saída auxiliar do DVD/CD na entrada da placa de som do computador.
B) Tocar a faixa gravada para ver como está o volume no "meter" . Deixe o mesmo entre - 3.5 dB ou - 2.0 dB.
C) Grave a faixa manualmente como se gravasse instrumento
Depois de gravar escute a gravação. Você notará que ela está mais alta e mais aguda. Porém ainda há como aumentar mais. Se você fez correto o processo notará que as ondas não estão achatadas e lembram as ondas de música comercial do s anos 80 (bem curvadas) e agora como aumentar mais ? Simples: coloque um equalizador paramétrico e controle o que está em excesso (graves, médios ou agudos) ou um compressor multibanda e após ele coloque um compressor/limiter e vá aumentando o threshold (ou ratio), deixe o output em - 0.1 dB . Para melhor desemprenho, deixe uma música comercial tocando e aumente o threshold (ou ratio) até chegar ao volume da mesma. Deixe o attack em 25 ms e o release em 250 ms. Se você conseguir fazer a música soar com clareza e alto sem distorcer, parabéns! Senão, tente fazer de novo a mixagem.
4)Outros tipos de entrada
Dependendo o que você tem o seu som pode mudar radicalmente!
Por exemplo, se você colocar o cd numa mesa e da mesa passar para o computador, pode cortar "ao vivo" frequências em excesso além de dar um "boost" na entrada do computador!
Se tiver uma placa compatível com ASIO pode mixar ao vivo com um plugin!
Exprimente!
Abraços e ótimo fim de semana!
Palco KH - Home Estúdio
Mixagem, Masterização e Produção! Conheça nossos serviços!!! palcokh@yahoo.com.br! Mande sua dúvida para esse e-mail! Serão respondidos apenas 3 por pessoa!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Aula visual Gravação e Mixagem: Delayed guitar
Plataforma: Qualquer DAW
Dificuldade: fácil
Vamos continuar na história de fazer "magia" com o delay. Os engenheiros americanos quando querem conseguir um "wide stereo" sempre apelam para o delay nas guitarras (é só escutar algumas músicas do Van Halen, Link Park, Ozzy Osbourne, Hammerfall, etc..) principalmente nas guitarras pesadas. A postagem de hoje é justamente sobre isso.
1)Qual plugin de delay usar?
O qual você está acustumado. Particularmente eu prefiro usar em mono pois o delay estéreo tem a mania da "invadir" o outro lado (por exemplo se está na direita invade a esquerda e vice versa) e o obejtivo aqui é como na postagem anterior: deixar um som seco e outro com delay. Ao fazer isso, você vai perceber de cara que o som da guitarra ganhou mais peso.
2)Um single e um hambucker
Para um resultado mais "expressante" é legal gravar com duas guitarras: uma usando hambucker na ponte e a outra usando single na ponte. O resultado é supreendente! Garantia de peso certo! Porém o video que você vai seguir o produtor fala em "duplicar as pistas" mas particularmente sou mais a favor de dobras.
3) Video
Esse video feito por Daniel Waves (da Waves Arts) mostra como fazer esse efeito usando um delay curto da Waves chamado Doubler (presente no pacote Waves 5.1) . O video está em inglês, por isso é interessante notar os parametros e tentar fazer igual.
Note que ele não coloca "feedback" e ainda usa o plugin em mono.
A música do Van Halen - Panama se nota bem esse efeito. Repare que a guitarra ganha o dobro do tamanho!
Essa técnica pode ser muito útil para quem grava uma guitarra só!
Ótimas gravações!
Dificuldade: fácil
Vamos continuar na história de fazer "magia" com o delay. Os engenheiros americanos quando querem conseguir um "wide stereo" sempre apelam para o delay nas guitarras (é só escutar algumas músicas do Van Halen, Link Park, Ozzy Osbourne, Hammerfall, etc..) principalmente nas guitarras pesadas. A postagem de hoje é justamente sobre isso.
1)Qual plugin de delay usar?
O qual você está acustumado. Particularmente eu prefiro usar em mono pois o delay estéreo tem a mania da "invadir" o outro lado (por exemplo se está na direita invade a esquerda e vice versa) e o obejtivo aqui é como na postagem anterior: deixar um som seco e outro com delay. Ao fazer isso, você vai perceber de cara que o som da guitarra ganhou mais peso.
2)Um single e um hambucker
Para um resultado mais "expressante" é legal gravar com duas guitarras: uma usando hambucker na ponte e a outra usando single na ponte. O resultado é supreendente! Garantia de peso certo! Porém o video que você vai seguir o produtor fala em "duplicar as pistas" mas particularmente sou mais a favor de dobras.
3) Video
Esse video feito por Daniel Waves (da Waves Arts) mostra como fazer esse efeito usando um delay curto da Waves chamado Doubler (presente no pacote Waves 5.1) . O video está em inglês, por isso é interessante notar os parametros e tentar fazer igual.
Note que ele não coloca "feedback" e ainda usa o plugin em mono.
A música do Van Halen - Panama se nota bem esse efeito. Repare que a guitarra ganha o dobro do tamanho!
Essa técnica pode ser muito útil para quem grava uma guitarra só!
Ótimas gravações!
Marcadores:
Aula visual Gravação e Mixagem: Delayed guitar
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Mixagem: truque de delay e chorus na voz
DAW: Sonar ou qualquer outra
Dificuldade: Fácil
Salve gente! Como todo mundo sabe o reverb é o efeito mais usado para voz mas porém ele não serve para todos os estilos principalmente aqueles que envolvem muitos instrumentos e rápidos (como música eletrônica e rock). Porém nessa postagem vou mostar como um delay bem aplicado pode fazer milagres numa voz desde que a mesma esteja gravada descente. Pra começar você deve ter a mão os seguintes plugins: delay e chorus.
A DAW que vou usar é o "Sonar" por ser a mais popular.
1)Montado tracks e busses
Primeiramente você já deve ter a voz decente gravada. Eu gosto de fazer um "overdub" em cima dela (ou seja gravar várias em cima de uma voz) mas clonar a pista
ou duplicar também da certo (desde que não aja conflito de fase) e um detalhe: tem que ser mono, pois a maioria dos delays e chorus são estéreos e o problema é que ambos tem mania de invadir o “campo estéreo” um do outro.

(clique na imagem para ampliar)
2) Voz left: chorus
Esse plugin é gratuito e muito bom: Classic Chorus. Para essa voz basta usar o preset "overdub" para ter a sensação que a voz foi duplicada. Pode ser usar outro chorus e ajustar o seguintes parametros:

(clique na imagem para ampliar)
3)Delay
Para o truque dar certo você deve calcular o tempo do mesmo (aqui no blog na seção downloads você pode baixar um delay calcutor) pois
não importa figura que queira usar ela tem que estar no tempo da música! E não adianta tentar advinhar: aqui o que você precisa fazer é tentar acerta o delay da música começando sempre com valores absurdamentes altos até a se ajustar na música.

(clique na imagem para ampliar)
O truque aqui é fazer com o delay do canal esquerdo seja o “rastro” do chorus do lado direito.
Um exemplo que dou é a música "Policy of Truth" do Depeche Mode. Ouça a abaixo:
Veja como reverb no canal esquerdo sempre forma o rastro do delay do lado direito (note os feedbacks na voz). A pista do chorus está fazendo essa função no lugar do reverb. Porém a melhor maneira de você descobrir e sentir isso é aplicar esse truque sem medo! Experimente também fazer na guitarra, dá excelentes resultados! Pegue também outros efeitos e substitue no lugar do chorus, a possibilidades são muitas!Não esqueça de calcular o delay (na sessão de downloads tem 2 calculadores de delay)
Ótimas Gravações!
Dificuldade: Fácil
Salve gente! Como todo mundo sabe o reverb é o efeito mais usado para voz mas porém ele não serve para todos os estilos principalmente aqueles que envolvem muitos instrumentos e rápidos (como música eletrônica e rock). Porém nessa postagem vou mostar como um delay bem aplicado pode fazer milagres numa voz desde que a mesma esteja gravada descente. Pra começar você deve ter a mão os seguintes plugins: delay e chorus.
A DAW que vou usar é o "Sonar" por ser a mais popular.
1)Montado tracks e busses
Primeiramente você já deve ter a voz decente gravada. Eu gosto de fazer um "overdub" em cima dela (ou seja gravar várias em cima de uma voz) mas clonar a pista
ou duplicar também da certo (desde que não aja conflito de fase) e um detalhe: tem que ser mono, pois a maioria dos delays e chorus são estéreos e o problema é que ambos tem mania de invadir o “campo estéreo” um do outro.
(clique na imagem para ampliar)
2) Voz left: chorus
Esse plugin é gratuito e muito bom: Classic Chorus. Para essa voz basta usar o preset "overdub" para ter a sensação que a voz foi duplicada. Pode ser usar outro chorus e ajustar o seguintes parametros:
(clique na imagem para ampliar)
3)Delay
Para o truque dar certo você deve calcular o tempo do mesmo (aqui no blog na seção downloads você pode baixar um delay calcutor) pois
não importa figura que queira usar ela tem que estar no tempo da música! E não adianta tentar advinhar: aqui o que você precisa fazer é tentar acerta o delay da música começando sempre com valores absurdamentes altos até a se ajustar na música.
(clique na imagem para ampliar)
O truque aqui é fazer com o delay do canal esquerdo seja o “rastro” do chorus do lado direito.
Um exemplo que dou é a música "Policy of Truth" do Depeche Mode. Ouça a abaixo:
Veja como reverb no canal esquerdo sempre forma o rastro do delay do lado direito (note os feedbacks na voz). A pista do chorus está fazendo essa função no lugar do reverb. Porém a melhor maneira de você descobrir e sentir isso é aplicar esse truque sem medo! Experimente também fazer na guitarra, dá excelentes resultados! Pegue também outros efeitos e substitue no lugar do chorus, a possibilidades são muitas!Não esqueça de calcular o delay (na sessão de downloads tem 2 calculadores de delay)
Ótimas Gravações!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Aula visual: mixando com um side chain
DAW: FruitY LoopsDificuldade: Médio
Feliz 2012! Voltamos a ativa!
Pra começar, as postagens agora são
feitas diretamente do meu "pequeno estúdio" ou seja, os exemplos que coloco aqui são feitos na hora e mostra as daw que uso e futuramente vídeos aulas e até aulas on line.
Enquanto isso não acontece vamos a postagem de hoje: mixagem com sidechain.
Sidechain não nenhuma novidade, nasceu junto com o synthpop e a partir dos anos 80 muitos racks de compressão vieram com essa função cujo só tem um obejtivo: fazer com um som escravo rodat igual ao som mestre.Somente em compressores você encontra esse efeito (talvez em algum expander também).Geralmente como o sidechain é praticamente "encenssial" nas músicas do estilo techno, rap, jungle,hip hop, entre outras eletrônicas e o som mestre mais comum é o do bumbo (kick) numa figura de seminima (1 tempo) escravizando geralmente xipo (hit hat), cama (pads) ou baixos (bass). Porém isso só pode ser mais sentido e ouvido do que lido, para isso separei 3 músicas com comentários:
Movie your body - Eiffiel 65
A primeira vez que ouvi o que era side chain foi nessa música. Note que o baixo sempre
responde o bumbo toda vez que o mesmo toca.
sweat - Snoop Doog David Guetta (Remix)
Aqui se houve claramente o side chain, principalmente na hora do pad. Esse efeito é muito comum quando um DJ quer dar um outro andamento a música.
I wanna Go – Britney Spears
O interessante aqui é que tem side chain até na voz (na hora do refrão).Isso faz pouco tempo que começou e pode ter muitas idéias de outras formas de usar um side chain.
Como funciona
O video abaixo mostra essa ação na DAW Fruity Loops:
Basicamente no Fruity Loops ele ira seguir essa figura:
o valor do bumbo, que é uma semínima (2 tempo).
porém note que o esse bumbo contínuo é usado somente para fazer o efeito do side chain, note
que depois o mesmo é "desligado" da pista e deixa somente a sensação do som do bumbo.
Teoricamente, isso poderia ser feito "manualmente", porém pela falta de "impulso" que ele gera
pode ficar quadrado. o mais interessante disso é que você pode usar essa 'figura fantasma"
do bumbo em outras partes da música. Por que não usar numa guitarra num rock para deixar mais marcada ou num baixo num funky pra deixar bem destacado e isso pode ser feito numa música com plugins side chain como este onde o que você precisa ter é apenas a figura do bumbo, porém voltaremos a falar disso numa outra postagem!
Boas gravações!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Gravação – Som fraco? Dobre!
Uma hora é porque você não tem os equipamentos necessários, a outra é porque não tem ambiente, a outra é porque falta produção, e a outra porque falta conhecimento e a verdade é que um "estúdio caseiro" sem ser projetado pelo "parâmetros" profissionais (ou seja calcular tudo para nada dar errado ) torna-se uma coisa "decepcionante" e por isso a maioria das gravações que fazemos é mais para "amostra" do que para comercialização (já vi muita gente boa desistir por causa da decepção). Porém ter um equipamento simples não signifique que você não possa fazer produções e idéias profissionalmente (não esqueça que o detalhe entre você e uma grande gravadora é sempre a produção, a execução, conhecimento e o equipamento) porém sair "gravando" sem ter o mínimo de conhecimento musical é um pouco de "loucura" (apesar que isso foi o diferencial das bandas punk dos anos 70). Nos anos 60 e 70 quando os equipamentos ainda estavam na fase de "aprimoração” surgiu uma idéia bem simples para fazer o som "ficar maior", a "dobra". Provavelmente você já leu em algum lugar sobre isso, fazer "dobras do no som" ou seja, "gravar um por cima do outro" a fim de "engordar" o mesmo. Quando a banda inglesa Queen gravou o albúm "Night at opera", Brian may falou na revista "Cover Guitarra" que eles fizeram "tantas dobras" que foram obrigados a colocar no disco "gravado sem o uso de sintetizadores" e o disco é magnífico. Agora você voltando para seu mundo como
pode fazer isso? É o que vou explicar.
1)A diferença entre "dobrar" e "clonar".
Dobrar é gravar o instrumento ou voz escutando como guia mesma coisa já gravada. Clonar (ou copiar) é pegar a pista que foi gravada colar na próxima pista e colocar algum efeito em cima.
Teoricamente hoje em dia você não precisa dobrar e só clonar mas pistas clonadas não funcionam como pistas dobradas e justamente porque uma dobra é diferente da original (devido ao fato de refazer algo manualmente muda o tipo de feeling) e porém é muito comum dobrar a pista usando equipamentos diferentes e efeitos (por exemplo, um reverb na esquerda e um delay na direita com dois equipamentos totalmente diferentes mas partindo de um único instrumento) que dá origem a fomosa ligação em Y o a famosa ligação Y+A+B (um cabo Y que vai para 2 divisores) E assim por diante. Algumas lendas dizem que famosos guitarristas chegaram a dobrar 24 vezes numa mesma gravação só para escolher os melhores timbres.
2)Camadas
A criação de camadas é algo bem interessante pois com ajustes certos ela faz com que seu som pareça mais real. Como sempre comento o som gravado nunca é o som real e por isso há processos para deixarmos próximos ao mesmo o ainda acrescentar um diferencial na música. Porém toda camada vai gerar conflito de fase e isso devido ao fato que todas elas serão gravadas de forma parecida e por isso aqui você deve usar com sabedoria efeitos e truques de pan e equalização. Camadas não significam somente “deixar o som grande".Ele pode ficar também sem espaço!
3)Efeitos que dobram
Muitas vezes já falei sobre delay, chorus e reverb e um dos motivos de eles serem efeitos primários (seja nos processadores, sintetizadores, mixer digitais e até amplificadores) são justamente porque reforçam o som. Usa-los com sabedoria é fazer com que sua gravação sobressaia sobre muitas.
4)O metrônomo.
Para você dobrar uma pista com precisão precisará sem dúvida do metrônomo para manter o tempo certo da dobra. Muita gente pode dizer: não preciso disso me oriento pela bateria, mas o que vai acontecer se sua gravação estiver "poluída demais" e você precisa dobrar a mesma pista somente escutando ela em solo?Sem metronomo fica difícil!Minha dica é você baixar ou comprar o método "Bona de teoria musical" que seguindo o mesmo com um metrônomo, logo você estará craque.
5) O analógico e o digital
Nem tudo que se dobra fica bom. Por exemplo, dobrar uma guitarra pesada é uma boa pois aumenta a presença da distorção no som se precisar de uma “tonelada” de ganho porém dobrar a voz pode ser boa ou não, pois ao invés de um som maior você terá um "chorus" (o certo é se for para dobrar colocar em tons diferentes seguindo a triade) e no mesmo caso a bateria, uma caixa dobrada é uma boa, mas um bumbo ou um xipo não. Porém se existe uma coisa em
que dobrar que faz diferença é resolver o "conflito" A/D sem precisar de conversor. Isso porque logicamente um DXi/VSTi (Instrumentos virtuais), samples e General Midi (vindo direto dos sintetizadores) trabalha com sons dobrados (passam por vários processos até chegar no seu estado final) por isso dobrar baixo, guitarra, violão e o vocal podem reduzir
drasticamente essa diferença entre o "O analógico e o digital". Um fato curioso da década de 80: como houve uma evolução geral nos equipamentos muitos engenheiros de som prefeririam duplicar uma pista do que dobrar e assim carregar no reverb. Porém perto de 1985 eles voltaram a dobrar pois viram que a distância entre o vocal e os instrumentos aumentaram demais. Isso fica bem claro nas músicas synthpop e eletrônicas entre 1981 a 1986.
6)Mãos a obra!
Lembrando que a gravação digital caseira tem apenas 23 anos e muito deles seguindo o que a gravação analógica ditava. Se contarmos a criação dos plugins DX, VST e RTAS e a introdução de estações puramente digitais, esse tempo cai para 15 anos e por isso vale a pena explorar tudo o que deixe sua gravação melhor, até as dobras!
Ótimas gravações!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A Composição (para refrletir)
Sei que prometi fazer postagens a cada 2 dias, porém ando dando uma descansada dos trabalhos. Hoje convido a você fazer uma reflexão sobre o é fazer uma música nesse belo texto que meu amigo Erler Gomes postou em seu Facebook esses dias. Semana que vem voltaremos (tentaremos) ao normal. Bom fim de semana!
A Composição.
Uma canção quando está nascendo, quando surge sua primeira faísca, traz consigo uma gama enorme de possibilidades. É um conjunto de sensacões, de idéias, que nem mesmo chegam a formar imagens, que ficam num terreno ainda mais abstrato do que o imagético.
Num segundo momento, algumas imagens se condensam, algumas idéias se organizam. Mas ainda resta uma porosidade, vasos comunicantes entre aquilo que começa a se desenhar e aquilo que ainda está em estado puro, sem limites, latente, caótico.
Quando a canção de fato começa a tomar forma poético musical, quando as notas e os fonemas se encontram nas frases formando sentidos, algo muito grande acontece, mas algo muito maior está se perdendo. Portanto fazer uma canção é um ato de sacrifício. Sacrificam-se as infinitas outras possibilidades em nome de algo que vai agir de forma funcional.
A canção vai parar no rádio e segue vaidosa e sedutora, arrastando quem lhe ouve como um Flautista de Hamelin. Mas, ingênua e egocêntrica, a canção finge ignorar que o grande manancial de onde ela veio lá permanece, imanente, indecifrável.
Por isso deixo muitas canções inacabadas. E as toco, de vez em quando, dessa forma, sem havê-las concluído, pois que assim conservam sua imensidão, mesmo que não consiga de fato vislumbrá-la em sua totalidade.
Assim também vejo a vida. As relações entre ego e self. Entre consciente e inconscinente.
Na vida também temos que fazer escolhas. Temos que sacrificar possibilidades em nome de um “caminho a seguir”. Por isso, às vezes, queria ser muitos, queria tomar o espaço tempo e multiplicá-lo e com ele multiplicar-me também
Dizem que guardamos em nós uma porção divina. E, se Deus é onipresente e onisciente, deve ser isso que acontece. Deve ser uma memória que essa particula guarda dentro de nós que gostaria de tudo ser e em tudo estar. A física quântica nos traz novas possibilidades de compreensão e de consciência. Em geral as pessoas acompanham os avanços da ciência como algo externo, material, que nos possibilita mais conforto, mais seguranca e prazer.
Mas algo se processa internamente na humanidade. E aí vou evocar Nietzsche mais uma vez: devemos pensar no além do homem, no super homem e deixarmos de nos comportar como meros primatas.
( Antonio Villeroy )
A melhor música que encaixa com isso tudo simplesmente é essa:
Bailes da vida foi a primeira música que toquei em público há exatamente 18 anos atrás...
A Composição.
Uma canção quando está nascendo, quando surge sua primeira faísca, traz consigo uma gama enorme de possibilidades. É um conjunto de sensacões, de idéias, que nem mesmo chegam a formar imagens, que ficam num terreno ainda mais abstrato do que o imagético.
Num segundo momento, algumas imagens se condensam, algumas idéias se organizam. Mas ainda resta uma porosidade, vasos comunicantes entre aquilo que começa a se desenhar e aquilo que ainda está em estado puro, sem limites, latente, caótico.
Quando a canção de fato começa a tomar forma poético musical, quando as notas e os fonemas se encontram nas frases formando sentidos, algo muito grande acontece, mas algo muito maior está se perdendo. Portanto fazer uma canção é um ato de sacrifício. Sacrificam-se as infinitas outras possibilidades em nome de algo que vai agir de forma funcional.
A canção vai parar no rádio e segue vaidosa e sedutora, arrastando quem lhe ouve como um Flautista de Hamelin. Mas, ingênua e egocêntrica, a canção finge ignorar que o grande manancial de onde ela veio lá permanece, imanente, indecifrável.
Por isso deixo muitas canções inacabadas. E as toco, de vez em quando, dessa forma, sem havê-las concluído, pois que assim conservam sua imensidão, mesmo que não consiga de fato vislumbrá-la em sua totalidade.
Assim também vejo a vida. As relações entre ego e self. Entre consciente e inconscinente.
Na vida também temos que fazer escolhas. Temos que sacrificar possibilidades em nome de um “caminho a seguir”. Por isso, às vezes, queria ser muitos, queria tomar o espaço tempo e multiplicá-lo e com ele multiplicar-me também
Dizem que guardamos em nós uma porção divina. E, se Deus é onipresente e onisciente, deve ser isso que acontece. Deve ser uma memória que essa particula guarda dentro de nós que gostaria de tudo ser e em tudo estar. A física quântica nos traz novas possibilidades de compreensão e de consciência. Em geral as pessoas acompanham os avanços da ciência como algo externo, material, que nos possibilita mais conforto, mais seguranca e prazer.
Mas algo se processa internamente na humanidade. E aí vou evocar Nietzsche mais uma vez: devemos pensar no além do homem, no super homem e deixarmos de nos comportar como meros primatas.
( Antonio Villeroy )
A melhor música que encaixa com isso tudo simplesmente é essa:
Bailes da vida foi a primeira música que toquei em público há exatamente 18 anos atrás...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Mixagem: construindo a partir da voz
Não é nenhuma novidade (você provavelmente ouviu bastante) que muitos produtores começam a construir suas músicas em torno da voz. Mas em que ordem é feito isso?
Pra sanar sua dúvida fiz alguns tópicos para te ajudar a achar uma luz no fim do túnel!
1)Como se faz isso?
Normalmente os músicos timbram seu instrumentos e gravam. Porém na hora de encaixar a voz eles encontram dificuldades. E isso se deve há alguns fatores como falta de timbre, voz artificial, ambiente e uso errado dos efeitos. Um amigo meu disse que gosta de primeiro colocar um playback e acertar a voz. E a partir dela ir construindo o resto. Isso funciona muito bem, mas o seu local de gravação tem que ser preciso ou seja, quando for gravar o vocal você tem certeza que ele soará direito na gravação pois todas as freqüências estão em “flat” para quem não tem isso deve fazer a velha a escola: gravar tudo e voz por último. Na verdade, a maioria grava tudo primeiro e vai regravando conforme a voz vai pedindo destaque. Claro que nem sempre assim, muitas vez a voz é colocada de 2º plano de propósito para dar destaque a outro instrumento e isso acontece muito com o rock pesado em geral.
2)O que faço primeiro? NADA!
Primeiramente não mexa em nada, só se concentre na voz. Para isso use a função “Mute” de sua DAW ou seja, deixe tudo mudo menos a voz principal pois é a partir dela que vamos construir a mixagem. Porém aqui tem um detalhe: se ela está mal feita tanto por falha de equipamento ou por falha do cantor é melhor gravar de novo! Pois ela é o instrumento principal e se você não consegue isso é bom começar a pensar em mudar seu equipamento de entrada, o microfone ou o local de gravação. Feito isso tente obter a voz mais natural possível (como se estive ouvindo uma pessoa cantar na sua frente) e não coloque nenhum efeito!
3)Começando a festa!
Quando a voz soar bem você pode vir para essa etapa. Não é uma tarefa fácil (principalmente para que tem pouca experiência) e para isso nada como usar um plugin de Analyser e colocar ele só sobre a voz e comparar a mesma com o resto dos instrumentos. O Gráfico abaixo foi obtido com o plugin Ozone 4 (clique para ampliar):
A faixa “roxa” é a voz, o que vamos fazer aqui é analisar quais as freqüências que mais conflitam em cima da mesma. O resto: faixa vermeha guitarra drive, faixa azul bateria e baixo, faixa branca cama (sintetizador). A faixa verde é padrão do plugin quando ativado. Para isso funcionar também é necessário você rever “todas as regras” de freqüência (para ver os tópicos do blog clique aqui) pois sem saber as freqüências principais e secundárias da voz e do resto você não chega em lugar nenhum.
Essa música analisada estava em processo de mixagem por isso vou detalhar o que fiz para destacar a voz:
A)A voz pode ir até 80 Hz sem problema, o problema é depois pois irá aparecer ruídos antes disso e após. Aqui cortei a mesma até 120 Hz pois a voz do cantor pediu isso, dependo o cantor pode ser cortar mais ou menos.
B)Veja somente a faixa entre 100 – 400 Hz e repare como todas as pistas se aproximam uma das outras. Isso acontece porque a maioria dos instrumentos tem seu volume de destaque baseado aqui. Abaixar ou aumentar aqui é uma questão de gosto. Se aumentarmos a guitarra possivelmente ela irá abafar a voz e se baixarmos pode ficar sem o timbre que foi gravado, por isso podemos resolver os conflitos mais na frente.
C)A faixa entre 450 Hz até 2.5 kHz nota-se a predominância da voz. Aqui nessa área é definido a maior parte dos timbres, por isso requer cuidados. Nessa caso a voz está “acima demais da média” podemos aqui baixar a mesma um pouco (com equalizador paramétrico ou com o volume) ou ainda aumentar outro instrumento que queremos destacar.
D) depois de 2.5 kHz até 8 kHz o pico varia. Isso porque geralmente 3 – 6 kHz é uma faixa bem complicada. Pra ter uma idéia aqui você pode dar brilho a voz e a o mesmo tempo deixar ela irritada, baixando pode ser resolver conflitos entre a voz e os instrumentos de corda porém pode tirar o brilho dos mesmos por isso tudo aqui tem que ser mexido quase “cirurgicamente” . O Bom mesmo é deixar tudo regulado na gravação para evitar que esse processo se torne “artificial” na mixagem.
E)Esse já um arquivo pré máster ou seja ele possue 4 busses/aux (voz, guitarra, cama, bateria com baixo) por isso olhe o próximo tópico!
4)Fazendo por etapa
Primeira mente é necessário criar os buss/aux ou seja voz, guitarra, cama, bateria com baixo ou conforme vai sua música. Depois do acerto da voz, você deve comparar a mesma “com cada pista” da música! Por exemplo, escutar o bumbo e a voz e ver qual a faixa conflitante entre os dois, em seguida adicionar a caixa, e fazer a mesma coisa com todos os instrumento e assim por diante. Claro que pode aparecer conflitos entre os instrumentos, mas você tem resolver – los sem que eles atropelem a voz e para isso muitas vezes o “pan já resolve” (jogar de um lado para outro).
Na dúvida sempre faça o “teste dos vinte” comparando a sua música com uma música comercial do mesmo estilo ou parecido e veja onde a voz se destaque ou menos se destaca!
Ótima mixagem!
Assinar:
Postagens (Atom)