sábado, 15 de julho de 2017

10 Dicas para tornar sua gravação caseira mais profissional

1.A correlação entre a entrada
Durante muito tempo eu acreditei que um simples equipamento de entrada como por exemplo
um amplificador, um compressor e um bom microfone já daria bom resultado mas porém depois de comprar mais equipamentos adicionais (como equalizador e supressor de ruídos) vi que tão importante quando o computador ou a placa de som usada também é o "equipamento de entrada" pois é ele que faz a "conversão do som" ficar mais "aberta" (como uma gravação comercial) ou fechada (como uma gravação amadora) portanto se melhor você tiver um equipamento para "seu som entrar", mais fácil é de manipular o som depois.

2.Placa de som
Se seu equipamento de entrada for bom você não precisa de uma "super placa de som" para
gravar bem. Contudo placas internas ou externas (USB) se não for de um fabricante confiável na linha de gravação (como M-Audio, Prosonus, Focusrite, Roland, Yamaha, Behringer ) podem trazer efeitos bem indesejáveis.


3.O computador
Se você tem um bom equipamento de entrada e uma boa placa de som, o computador na realidade será usado mais para gravar e mixar, contudo seu desempenho será "atrelado" a quantidade de plugins que você passar "em tempo real" na sua DAW e aí quanto melhor o computador (ou notebook) será melhor.

4.DAW
Digital Workstation (DAW) são os programas de gravação. Aqui após você escolher a sua (Acid, Vegas, Sonar , Cubase, Pro-Tools, Fruit Loops)
cabe a você gravar, mixar e masterizar sua música. O desempenho de uma DAW é sempre atrelado ao que o computador possue. As de "32 bits" (x86) costumam só trabalhar com um gerencimento de memória até 3 Gb e as de 64 bits (x64) não possuem nenhuma limitação a não ser a quantidade de memória que seu sistema operacional e seu computador podem suportar.

5.Plugins inusitados
A tedência é quando gravamos seguir um padrão e geralmente esse padrão é ditado por algo que vimos na internet. Com plugins é a mesma coisa por exemplo: reverb para voz e chorus para o violão e o resultado pode não ser satisfatório. Mas que tal você usar um plugin diferente para uma pista ao invés dos "padrões"?
por exemplo um simulador de amplificador para voz, um autotune para a guitarra ou flanger na caixa da bateria. Muitas vezes isso pode resolver a peça que faltava no "quebra cabeça" da sua mixagem!

6.Instrumentos
A maioria hoje em dia (inclusive os estúdios maiores) apela muito para VSTi ou seja "instrumentos virtuais". Contudo se você usar os instrumentos "reais" nenhum deles irá apresentar mais complicação do que a "guitarra e a bateria".
Se você gravar uma guitarra no estilo "velha escola" (A guitarra vai para os pedais que vai para o amplificador que grava via microfone) você terá que gasta um "tempo" até acertar o timbre ideal para gravar. Já a bateria você precisa de bom espaço e sem muito "eco" mas o principal: 8 saídas na sua placa de som (ou mesa) com 8 bons microfones.
O principal problema aqui nem é o timbre e sim os vazamentos (o som do microfone do bumbo vaza para o da caixa) e a o "som fora de fase" e por isso sempre prefira gravar a bateria onde os microfones possam passar num "compressor e num supressor de ruído (Noise Gate evitando os vazamentos)" em pistas "mono" separadas.

7.Voz
Para gravar uma boa voz é necessário: um bom microfone, um bom ambiente e um cantor cantar pelo menos "um pouco afinado".
Plugins como Autotune ou Melodyne não conseguem corrigir imperfeições graves! Quanto mais afinado cantar melhor. Uma dica aqui é gravar por "takes" ou seja o cantor grava um conjunto de frases "bem afinado", para e depois grava outra frase num novo take.
Acredite isso ainda é muito usado pelas gravadoras!

8.Efeitos
Os efeitos são uma das partes mais legais de uma música mas contudo é a parte mais complicada da mixagem e isso porque efeitos como reverb, delay, eco podem interferir direto no "espaço" do "campo estéreo" enquanto "equalizadores" podem "destruir ou consertar" a música. De modo geral eu particularmente quando gravo prefiro deixar os "presets" de um VSTi intactos (não mexer com eles), entrar direto com o "timbre" do baixo, guitarra e violão
(ou seja ajustar e gravar) e com a voz apenas o compressor e o supressor de ruídos. Os demais efeitos eu vou colocando de acordo a minha
necessidade.

9.Mixagem, Masterização  e referências
A maneira mais fácil de você conseguir o que quer é copiar uma música que você tem como referência. Dificilmente você irá conseguir copiar timbres ou equalização, mas o volume e o pan (posicionamento estéreo) com certeza você consegue dependente do estilo.
A masterização mais fácil que existe ainda é você pegar um bom compressor e deixar a saída (output) em - 1 db e o limite (threshold) em - 6 db (ou 4:6 dependo o compressor), contudo o indicado mesmo é você usar um plugin de finilização como o Izotope Ozone ou IK Multimedia T-Racks.

10.Mude sua DAW! 
Muitas vezes o que pode está te atrapalhando é justamente o programa que você usa. A minha dica é você além de saber mexer bem numa DAW também mexer bem em outra, pois geralmente uma pode cobrir o defeito que falta na outra.

Boa semana!!!


Ótimas Gravações!
Postado por:
Rafael "O KH" Dantas
Autor do blog Palco KH!
Músico e Técnico em T.I
OMB:13850
Contato:
rafael.kh@gmail.com

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