sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Equalização: Equalização: sobe ou desce? Parte 3 Exemplos e considerações finais

Salve!!!
Pra começar o ano de 2013 vou finalizar um assunto sobre "subir ou descer" com a equalização numa gravação. Quem viu a parte 1 e a parte 2 sobre o assunto verá que existem muitas discussões sobre fazer ou não isso. Da minha parte acho que isso deve ser feito com "efeito moderado" ou até um "efeito radical" para chegarmos num resultado determinado pois se existe uma regra para gravação é que não há regras para gravação e sim parâmetros. Com isso digo que não é usando um equipamento "porcaria" você vai conseguir um bom resultado e sim que se você usar um bom equipamento e conseguir uma gravação com o "mínimo de falhas humanas e ruídos" daí sim você pode tentar a vontade fazer qualquer coisa na mixagem e no master.
O primeiro conceito de "nunca aumentar um EQ" e justamente o ruído. Equalizadores não passam de "aumentadores de ganhos" em frequências separadas e depois é quase "improvável" que você chegue a um resultado parecido de uma música "comercial" sem mexer no EQ (ao menos que esteja gravando num estúdio de R$5000 a hora!) pois como todos os instrumentos "soam bem separados" e "confusos juntos" é preciso realizar um aumento em uma determinada aréa do EQ que "funcione como uma rolha" ou seja, libere todo som que está fechado.
Para melhor compreensão basta analisar 4 músicas eletrônicas e suas respectivas épocas e se você que gosta ou está gravando outro estilo se pergunta "por que música eletrônica?", a resposta é bem simples: como a maioria de nós em home/pequenos estúdios usamos demais synth, loops e samples nada como usar a música eletrônica como base que graça a ela tudo isso existe.

Alphaville - Big in Japan (1984)

Aqui  como o todo o som dos anos 80, a moda era casar o "compressor com o reverb" geralmente no pré amp ou individualmente.Note que não há "sub graves" porém a música soa muito mais "transparente". Aqui como a abertura padrão era subir entre 2 - 8 kHz mais com +1 dB os produtores se preocupavam em tirar mais proveito dos equipamentos (alguns muito superiores que hoje em dia) e a média de RMS (som real) ficava entre  - 12 dB. Uma das coisas que se nota nesse tipo são os kick (bumbos) das baterias eletrônicas da época (como a famosa Roland 909) que eram bem agudos e quando se dava um ganho (principalmente em 5kHz) aparecia bem.


C+C Music Factory - Gonna make you Sweat (1990)

Com a chegada dos anos 90 a intenção dos produtores agora era "despoluir a voz". A explicação é bem simples: todo mundo que grava sem "aquário tratado" tem que dar praticamente "um tiro no escuro"  quando se grava a voz. Às vezes tudo soa mil maravilhas, mas na hora do "master", basta aumentar a faixa de 5 - 8 kHz que você percebe todas as "impurezas da voz". Muitas vezes a solução aqui é simplesmente não equalizar, só compressar e tratar.




Magic Box - If you (2003)

Como já foi comentado, a partir do ano 2000 iniciou-se a "loudness war" ou "guerra do volume". Ou seja, se tudo antes tinha uma dinâmica, agora o que valia era ter volume! Aqui iniciou a fase das músicas que superam o 6 RMS que virou para os caseiros uma "verdadeira faca de dois gumes" (se você não faz o pessoal diz que sua música está baixa, se faz os especialista dizem que não é necessário tanto volume). Aqui acabou aquela história de compressar e erguer somente a partir de 5 kHz, tudo ficou parecido com a figura aí do lado, além de o limiter chegar na casa dos 10:1 em ratio. Compare a altura dessa música com as duas anteriores, é um belo significado de "sobe ou desce".




David Guetta - Turn me on (2011)
Pra terminar uma música que de tão "alta" chega a fadigar o ouvido!!!
David Guetta é atualmente o maior DJ do mundo, sua músicas são incríveis e altas ao mesmo tempo!!! Comparando as 3 anteriores essa aqui tem uma dinâmica bem pequena e um RMS muito alto!



Requalização ou reamplificação?

Muitas músicas feitas para formatos diferentes (MP3, WAV, CDA) são muitas vezes vítimas de "remaster" pelos fãs ou por DJs. Para isso muitos, simplesmente aumentam o EQ até onde podem ou  ainda "recompressam" de novo a música. Por isso é sempre melhor comparar a música direto de um CD, pois você saberá qual a origem da mesma.

Considerações finais
Cabe a você decidir se aumentar ou não as frequências será uma boa para sua música!
Na minha opinião, tudo depende de ocasião. Muito vezes um timbre está bom separado mais péssimo em conjunto, aumentar pode ser uma boa pedida. Você deve ter em mente que "aumentar as frequências" abrem o som mas ao mesmo tempo fadigam o ouvido, por isso ao fazer isso faça sabiamente sempre fazendo o teste dos 20.


Abraços!!!
Ótimo ano novo!!!




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