segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Por que é tão difícil imitar um violão ou uma guitarra com o sistema MIDI



Apesar dos sintetizadores e plugins VSTi beirarem a perfeição, existe uma coisa que eles ainda não conseguem fazer:
imitar um violão um guitarra descente. Isso devido ao simples fato: o instrumento é divido em mão direita e mão esquerda.Isso parece meio lógico já que o piano também é assim, mas vou explicar melhor. A mão direita no violão comanda as notas a serem tocadas, já a mão esquerda dá o ritmo as mesmas. Por mais que tente ainda não há como imitar o movimento das "palhetas pra cima e para baixo" do violão/guitarra, até que o dedilhado sai mas ainda o som se mantém artificial justamente por causa desse movimento. Como você pode ver no video tutorial do plugin VSTi "real strat" o músico até tira um som legal do teclado (que na verdade é um controlador do tipo keytar).



Note porém, que ele usa "fita slide" na ponta do controlador para imitar a "palhetada". No video ele consegue o som bem parecido com uma guitarra com overdrive, porém se você pegar esse plugin e passar uma midi em cima, verá que o resultado não será bom, pois a midi não pode prever o momento exato do slide. Me lembro uma vez que um guitarrista (ou tecladista) tocou a música Jump do Van Halen numa Keytar, ele fez o solo de guitarra muito fielmente a música, até hoje realmente não sei que timbre que ele usou para ficar tão parecido com uma guitarra! Outro plugin da mesma empresa (A Musiclab) o Real Guitar simula o Violão.



Note que o som é bom, mas não é tão bom.... E note que o músico usa bastante "o slide". Porém agora escute agora a simulação de uma guitarra com captador midi e sintetizador Roland GK20.



A pergunta que fica é: porque um sintezador não consegue imitar uma guitarra/violão e uma guitarra/violão com sintetizador imita perfeitamente qualquer som?
Além do fator de mão esquerda (solo/harmonia) e mão direita (ritmo) existe o famoso fator "harmônico", pois um violão ou uma guitarra são instrumentos "temperados" ou seja, existe o fator dos "trastes" junto com o som. Os sons de baixo são simulados perfeitamente com sintetizadores quando a intenção é imitar um baixo "fretless" (dedilhado) ou "pick" (palhetado) porém ao imitar um "Slap Bass" (baixo com slap) ele apanha devido a relação dos trastes com instrumentos.

Site recomendados:
www.musiclab.com
www.roland.com.br

Até mais!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Muitas vezes, tudo que você precisa é uma produção!

Continuo a falar sobre produção...Uma coisa que devemos estar cientes hoje em dia que não basta apenas ser um ótimo músico. Já foi o tempo em que a música sobrevivia de boatos, partituras e de olheiros de gravadoras, a maior prova é que gente que tem "muito pouco talento" pra música mas tem "uma boa produção" anda invadindo as ondas do rádio. Esses músicos se aproveitam do seu excesso de "auto estima" e estão se dando bem porque "não dá a menor bola para critíca dos outros músicos" pois o que tentam fazer é agradar o público e sim quando esse critíca ele o ouve com atenção. Nós músicos temos essa "mania" de competir entre nós pra vem quem é melhor que quem e esquecemos do principal, uma frase simplifica tudo: "Não importa o que você faça você irá ter que fazer para mostrar para os outros" e sempre esquecemos que o público não quer saber "que escala foi usada no seu solo" e sim se ele ficou legal ou não. Por isso existe a "produção" com isso o produtor na hora de gravar o seu CD ficará encarregado de e livrar de um monte "peso" que os músicos tem, tais como timbres do instrumento, o que usar para gravar, mixagem masterização, o que poderá cativar o público (sem mexer na música) etc... Uma das coisas melhores coisas produzidas esse ano (se não é a melhor) foi a Lady Ga ga que você ve no video abaixo:

Lady Gaga - Just Dance


Não precisa nem comentar: ela dança mal, se veste mal, ?canta?bem, suas coreografias são ?estranhas? mas a produção de suas músicas é impecável. Lembra o Synth pop dos anos 80 bastante aperfeiçoado.
Aqui não estou dizendo para você "para de estudar" e se concentrar somente na produção, pois "músicos normais" são passageiros, "músicos extraordinários" são para sempre e a única maneira de se tornar "um músico extraordinário" é estudar mas estou aconselhando a você parar um pouco de concentrar "qual o melhor acorde irá soar no campo harmônico" e se concentrar no básico: a música. Um outro exemplo que dou é esse video do Richie Kotzen (ex-guitarrista do Poison) cantando "Lose Again", aqui e mostra a música somente com um violão, se concentrando mais na voz para passar idéia ao público e fazendo notas simples, claro que isso tudo muda quando ele toca com sua banda ou quando grava um CD.



Por isso você que tenta "deslanchar" sua carreira, lembre-se que a produção pode se o toque final na sua obra prima!!!

Abraços

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Do like Michael!!! (Faça como Michael)

Continuando a falar, sobre campo estereo.... Já comentei em outra postagem sobre o "excesso de instrumento numa música", isso leva a tornar a música "fraca", porém Michael Jackson produzia músicas com vários instrumentos e fazia tudo muito bem organizado. Um exemplo é a música "Billie Jean" de Michael Jackson, onde aparecem no minímo uns 15 arranjos com instrumentos diferentes que nem percebemos, escute a música:



Como produtor era uma marca de Michael Jackson "espaçar" os instrumentos. A prova disso que "ao vivo" ele queria reproduzir o que gravaou no estúdio e usava sempre uma "mega banda"



O espaçamento dos instrumentos das gravações e do som ao vivo de Michael Jackson é tão impressionante se você pegar um Compressor e usar um "Hard Limiter" (Threshold -6db Gain - 0.2db) Ele não irá distorcer como a maioria das músicas. Tudo porque Michael Jackson deixava os "intrumentos" respirarem. Por isso, quando você pegar uma música com "muitos instrumentos gravados", use as músicas de Michael como referência!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Escute ao seu redor






Não sou nenhum profissional de gravação, aliás estou bem distante disso....Aliás, existem 6 segredos de uma boa gravação que os profissionais "não revelam" só enrrolam quem está aprendendo (falo isso de experiência própria) são eles:

1) O tipo da acústica do estúdio que gravaram.
2)Os instrumentos e equipamentos usados
3) O que usaram pra gravar (se foi digital ou analógico)
4) Por onde o som passou e foi processado (entrada e saída)
5) O mixer (volume,pan e equalização) e lógico a masterização (processo final)
6)Com o que eles "abrem o som" (equalizador?compressor?)

Por isso uma das coisas que aprendi é sempre escutar as referências. Apesar de não ter nem um 1/4 dos equipamentos necessários para gravar, aprendi que escutando a gente aprende. Quando me pedem tirar uma música uma das coisas que faço é dormir escutando a mesma para que a "música entre na minha cabeça" em gravação além de fazer isso, eu pego um "analisador gráfico" de alguma música "bem gravada" e acompanho no mesmo o andar dela. Compicou? Vou explicar...
Todo instrumento possue um frequência: bumbo e o baixo é grave, a caixa é médio grave, a guitarra e o teclado são grave,médio e agudo, o xipo é agudo, a voz é medio grave e agudo e assim por diante...O que faço é simples:
1)Pego um analisador de espectro (Spectrum Analyser)
2)Escolha uma(s) Música(s) para referência.
3)Coloco a música no meio (onde ela está toda mixada) e congelo o spectro. (Figura abaixo)
4)Após isso, coloco em "solo" a pista que gravei, e vejo onde o espectro da pista está batendo (figuras abaixo) no espectro congelado.















(CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR)






isso não é uma regra geral e nem te ajuda a ter um som de estúdio grande.... Mas irá ajudar o som gravado em casa, soar diferente dos outros sons gravados em casa e talvez até de estúdios pequenos. Aliás quem tiver uma pista destes "6 segredos" me fale!!


Abraços!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Reverb herói ou vilão?

Podem falar o que quiser, mas o erro mais comum do mundo pra quem começa a gravar é o reverb. Primeiramente, vou explicar como funciona esse efeito:
A aplicação reverb é simples: simula um ambiente pré-programado. Os mais comuns são o de plate (placa), room (quarto), hall (sala), spring (molas/salão) e church (igreja). A figura abaixo mostra como funciona o reverb partindo de um local seco:
Se o reverb simula um ambiente, o que fará no som? É simples: ele irá duplicar o som, dando a sensação de ser mais "intenso e grande" dependendo o ambiente simulado, por exemplo: numa igreja em qualquer local que você gritar quem estiver dentro da igreja irá ouvir você, devido ao "eco do local". Todo local possue eco (reflexão) desde seu quarto até banheiro, o reverb existe exatamente para simular que tipo de ambiente você que que seu som "viaje". As primeiras gravações com reverb eram muito estranhas.... Se você pegar gravações dos anos 50, 60 e 70 , parece que o cantor está "longe do microfone" pois quando reverb é muito carregado causa esse efeito e até hoje muita gente faz esse erro. Na decáda oitenta, como mostar o video abaixo o reverb ainda era usado com bastante abuso:


Alphaville - Forever Young

Porém descobriu-se que o reverb poderia ser aplicado a partir de um determinda frequência, por isso a maioria das masterizações hoje em dia ele é aplicado na voz e outros instrumentos as partir de 1 K, para deixar o reverb fora dos graves e médios graves, o que virou um padrão hoje em dia, onde quase o reverb não aparece mais como video abaixo:
Nouvelle Vague - Dance With Me

O reverb é um dos efeitos mais antigos que existem e ao contrário do delay, chorus, flanger e phaser que foram descobertos "acidentalmente".Não se sabe ao certo quem inventou o efeito, mas o primeiro reverb "comercialmente" foi planejado pelo inventor do orgão Hammond (Laurens Hammond), que conseguiu simular ambientes através da indensidade/vibração que o som do teclado batia nas molas instaladas no mesmo (por isso o famoso efeito de reverb de molas ou spring reverb), logo se criaram máquinas de reverb (talvez a mais famosa seja a da Fender, que passou a colocar no seus amplificadores), depois o reverb analógico (C.I), o reverb digital (Chip) e os plugins de computadores.

Situação onde reverb poder ser tornar herói:
Passar um efeito tipo "hall" de leve numa voz grava com microfone comum (carióide), guitarras solos, numa seção de sopros, em pianos, bumbo da bateria, caixa, back vocal, para deixar todos os instrumentos como se tivessem sidos gravados no mesmo ambiente.

Preste atenção, onde o reverb pode ser tornar vilão:
Gravação de voz com microfones condesadores (porque esse microfones captam o ambiente da gravação, ou seja embolam quando se coloca reverb em exagero), guitarras pesadas (parece que o guitarrista está dentro do banheiro), caixa (reverb exagerado embola as frequências entre 200k e 500k), baixo, masterização (se mal amplicado bagunça tudo), violinos e intrumentos tipo "strings" (mesmo com sintetizador).

Porém faça testes antes de achar que um efeito pode ficar bom ou não na música. Muito das minhas músicas tem "reverb em excesso" de propósito, pois achei que eles ficaram bom ao som.Outra coisa: Reverb não corrige afinação! Alguns possue uma função chamada "pré-delay em ms", que "maquia" desafinações.

Até mais!