segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Produção: quem vai salvar a música se não for o artista independente?

Eu gosto muito de assistir programas do tipo “show de calouros” justamente para ver como ficam “certas músicas” em “certas vozes” e com novos arranjo, as “versões” muitas vezes irão lhe “abrir a mente” para coisas em que você não tinha pensado em fazer.  A minha  única indignação é que o apresentador exige que uma cantora cante ao nível de “Adele” ou que um cantor cante no mesmo alcance vocal de “Tim Maia” e sua atração musical principal será um “artista jabá” geralmente um “M.C da vida” ou uma dupla S.U do momento cujo se não fosse pela mágica do “Autotune ou do Melodyne" e da multiplicação de canais sua voz seria mais irritante “que o pior canto das piores das arapongas”  (já perceberam que quando o cantor/cantora é fraco ele sempre canta dublado?) mas claro que há suas exceções embora sejam poucas. Muito bem, estava eu assistindo a um desses programas onde o júri e a platéia decide quem é o melhor junto com minha “maior crítica” que é minha esposa quando cantou os 3 artistas da noite. 

Primeiro era uma legítima “família-dó-ré-mi” (pois era a mãe e seus 3 filhos) que eu não conhecia chamada “Mama & Brothers”  capaz de fazer “o crítico mais ferrenho do mundo” a aplaudir em pé sua performance cujo eu me “arrepiou” até o “último pentelho do saco” que sou 
Essa família já tem uma história de longa data no meio musical e acho incrível como (ainda) não alcançaram sucesso a nível nacional Bom ainda tem os outros dois... Depois veio uma cantora (se eu não me engano já participou do ídolos do fama) que cantou muito bem (apesar que sua beleza também dava muito destaque) e por último uma das promessas “teen” para futuro que cantou razoável que eu achei muito “prejudicado” pois sua voz está bem na fase de mudança. Até aqui não tinha ninguém que “batesse” o quarteto de voz a não ser duas coisas: a “ladainha” que os produtores usam que hoje dia é mais “importante carisma e presença de palco” do que cantar e o público que não avalia, julga a pessoa pelo que está cantando. Para encurtar o assunto o quarteto ganhou mas por uma pequena diferença e quase não ganhou devido as esses dois fatores que comentei e também já serviu para “mostrar o grau de musicalidade” de certos jurados que a TV insiste em “empurrar” ou porque “está na modinha” ou porque ele é “másculo” ou ela é “gostosa”. No critério público o quarteto perdeu nas palmas, mas ganhou nos votos. No critério jurados “um deles” usou os dois “critérios” que citei antes mas no final mudou votou para o quarteto porque viu que os outros jurados “estavam espantados” com a performance deles. Ontem eu tive a confirmação que muitos “críticos” e “professores de músicas” e amigos meus “profissionais” já sabem: a música brasileira está indo ladeira abaixo sem freio,  porém ainda dá tempo de brecar ou como diria um professor de música meu: chegou a hora de dar um reboot. E quem vai fazer isso? Os produtores? Os empresários? Os apresentadores? Não mesmo é a música independente.
E quem são esses cantores, cantoras, trios, duplas, corais ou bandas que farão isso? Em que estilo?Qual o tipo de letra? Sinceramente eu não sei, se eu soubesse acho que usaria em benefício próprio...hehehe...  E como ninguém sabe o jeito é gravar (em casa ou estúdio) e colocar na “internet”  e ver o que acontece pois pelo que eu vi ontem a “maré” quer mudar mais ainda não se sabe pra onde porém resta você que está aí “com tudo isso” escondido mostrar para nós se você irá ou não ser o “novo hit” do verão! Afinal quem vai salvar a música se não for o artista independente?


Boa semana!!!

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