segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Masterização: low, bottom e high end

Pra começar a semana vou já publicando o que pode te atormentar na hora de finalizar sua música ou masterizar um CD os famosos “finais”. Digite no google essas três palavras: low end, bottom end ou high end (traduzido para português: final grave, final médio grave e final agudo), como mostra a figura abaixo: (clique para ampliar)








A)O “low end” abrange tudo abaixo de 50 – 20 Hz.
B)O “Bottom end” abrange tudo entre 120 – 60 Hz.
C)O “High end” tudo acima de 14 – 22 kHz.

Essas peças são fundamentais para evitar conflitos no campo estéreo, porém poucas pessoas se ligam disso.

Conseqüências no som

Low end: um low end bem feito garante que as freqüências sub graves não serão pesadas demais (ao ponto de embolar) e nem fraco de menos que não saíram em lugar nenhum. Com passar do tempo a descobriu-se que todas as freqüências graves eram reponsáveis pela “força” no som. Por isso percebeu-se que deixasse uma gravação “flat” abaixo de 40 Hz, toda a força do bumbo e baixo viriam a tona, por isso para não cortar “demais” essas frequências durante as gravações se faz tudo no final na masterização.
Sempre diminua o low end, não aumente.

Bottom end: apesar de falar para vocês que Bottom end é o “final das frequências médios graves” na verdade é muito relativo. Bottom end além disso, tem haver com o controle de médios graves em “stacks” com caixas fechadas assim como baterias que usam o bumbo abafado, assim elas vão “dar mais força” entre 60 – 120 Hz e por isso quando usamos um bumbo e baixo de sampler, MIDI, VSTi e inventamos mexer aqui o resultado pode ser um sucesso ou desastre total. Aumentar ou diminuir aqui depende muito do que se quer fazer.

High end: um high end bem feito deixa o som bem agradável e audível. Ele é o responsável por cortar a agudez do nosso som, além de deixar o mesmo compreensível. Muitos engenheiros de som das décadas de 1970 a 1990 preferiam deixar o high end sempre entre 14 kHz e 16 kHz . Hoje em dia com outros tipo de formado de som (como o surround) alguns preferem 22 kHz dependendo o caso. O high end pode se aumentar, mas dependo os dB o som se torna “machucador” para o ouvido.

Brickwall






Usar brickwall num master ainda causa controvérsia. Os engenheiros alegam que como o brickwall deixa toda as freqüências entre ele “mudas” isso pode afetar seu master final. De experiência própria, já fiz master com brickwall como na figura abaixo. O resultado foi que faltou força nos graves e definição de brilho e por isso hoje em dia, prefiro usar um equalizador paramétrico para criar um “fade” nos finais.

Aos extremos






Quando uma música não fecha de jeito nenhum no nosso ouvido e no nosso monitor de áudio porém todas as freqüências estão no lugar, podemos tentar fazer um “sorriso do lagarto” com um equalizador paramétrico para ver se as freqüências se ajeitam. Aqui você irá empurrar ao extremo o low, bottom e high end e o resultado dependerá da sua sorte! Isso pode ser aconselhável para quem colocou tudo no lugar na mixagem e por algum motivo não está conseguindo fazer o som soar na cara.


Boas gravações!

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