quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Gravação: tirando água de pedra

Ontem um amigo que também tem estúdio comentou sobre uns vídeos que viu na internet sobre produtores e engenheiros de som. Nós comentávamos que por mais que sejam legal plugins não passam muitas vezes de “uma opção para que não tem grana” de comprar periféricos. Na maioria dos livros de gravação que leio sempre vejo que os engenheiros do som usam mais plugins para equalizar do que para “simular alguma coisa” (coisa que nós em casa temos a ilusão de fazer) mas o preço desses periféricos (compressor, noise gate, reverb, delay, auto tune, harmonizer) são absurdamente caros (alguns em torno de US$ 10.000,00) e nos reclamos pra comprar um microfone cardióide de R$ 500,00 só para fazer uma voz decente. Porém a maioria de nós não tem dinheiro para investir R$5.000,00 em equipamento A ou B por isso temos que aprender a tirar “água de pedra”. Uma das coisas que mais observo num analisador de espectros (Spectrum Analyser) é que não há muita diferença em freqüências das minhas gravações ou de outras gravações de home e pequenos estúdios em relação as gravações chamadas de comerciais. Mas então onde erramos? Simples, nós erramos nos equipamentos de entrada de onde sai o som. Sábado comparei uma gravação de um famosa banda EMO com a banda EMO de um amigo. Percebi que a bandas dos meus amigos estavam num nível melhor do que a banda famosa porém tudo acabou por um simples detalhe: os equipamentos. Eles gravaram num bom estúdio, com uma boa acústica, bons processamentos, computador com DAW Cubase, porém olha só os instrumentos que eles usaram: Guitarra Washburn Lion, Guitarra Stenberg , Baixo Eagle. A bateria era um Pearl do estúdio e o Microfone não sei, mas era aqueles com várias figuras. O resultado é que a bateria soou bem, o vocal também mais o resto ficou uma bela porcaria, não que era inaudível, mas era um som magro, sem vida.Muitos estúdios não tem paciência de resolver “som magros” (geralmente precisam de um efeito ou uma equalização) eles estão corretos num ponto mais estão errados em pelo menos tentar “mascarar” os mesmos já que é o cliente que está pagando. Essa banda famosa usa Gibson Lespaul e Mesa Boogie e Fender Jazz man e Ampeg como competir com esse tipo de som? As pessoas não sabem o sacrifício de “tirar água da pedra”. Quem de nós que grava em casa não tem receio de mostrar suas gravações? Várias perguntas vêem a nossa cabeça: será que a música está legal? Será que vão gostar? Será que o timbre está bom? Será que eu me arrisco a vender esse material? A verdade é que tudo bem gravado, certinho, dentro tempo, mesmo que seja com simples equipamento, chama a atenção. Nunca foi tão fácil gravar suas idéias e ser feliz. Na minha opinião acho que primeiramente a gente deve trabalhar com todos os conflitos que aparecem em gravação e a medida que vamos melhorando, vamos mudando o equipamento e até o ambiente. Só agora no meu estúdio estou colocando equalizador, compressor e crossover de rack, porque acho que agora estou pronto pra trabalhar com isso.
Gravações em home studio e pequenos estúdios soam “brilhosas demais”.
Muitas vezes é melhor você torna ela um pouco “obscura” do que limpa principalmente quando estamos carentes de equipamentos de entrada. Porém aquele que conseguir tirar “água da pedra” num simples equipamento, irá arrasar quando tiver um ótimo equipamento!

Pense nisso...

Um comentário:

  1. Nossa este artigo clareou minha idéias, tirou muitas dúvidas tanbém, vlw Rafael

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