quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nova apostila: O poder do notebook na música

Salve! Essa apostila foi desenvolvida para quem tem um notebook ou no futuro tem interesse em comprar um e usar em apresentações ao vivo. Eu detalhei nela o que se dá para fazer com um notebook quando o ligamos o mesmo a uma “placa de som externa USB” e levamos ele para o palco! Disponível ao lado para download! Essa apostila abordo os seguintes tópicos e pode ser usado não somente em notebook mas em qualquer computador.

1.Gravação: como usar o notebook para gravar um ensaio ou show.

2. Usando em tempo real plugins VST/DX: como usar o notebook para virar um grande periférico de efeitos.

3.Tocando em tempo real uma guitarra ou baixo: aqui seu notebook vira um kit completo para guitarra e baixo! Provavelmente o rack do futuro!

4.Usando plugins VSTi/DXi em tempo rea: transforme seu notebook num sintetizador!

5.Gerenciando plugins numa mesa de som em tempo real: deixe o notebook gerenciar os efeitos para sua mesa de som!

Entre outros assuntos! Incluindo glossário de termos e cabos visual!

Bons shows!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Aguardem Novidades!

Desculpem a falta de postagens! Estou fazendo 2 apostilas: uma sobre construção de estúdios e outra sobre o uso de notebook em apresentações ao vivo! Aguardem Novidades!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

KH Web Vídeo

Veja alguns dos meus “clipes” que faço com as minhas músicas!

You cant hate (2007)




Tu eh uma gata (2008)



Vontade de amar (2006)



Crer (2009)



Lady Day (2006)



Vida normal (2010)




Vivo eu (2007)



Banda Pi – Por quê? (2004)



Banda QN - Mocinho sou eu (2000)




Banda QN - Se eu puder voar (2000)



Bom findi!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Composição e seus 3 elementos

Como já comentei antes, todas as quartas tenho coral. Uma vez nosso maestro falou uma coisa que vale muito a pena parar pra pensar: a música tem três elementos: ritmo, harmonia e melodia. O ritmo é responsável pelo “balanço do corpo”, a harmonia fica responsável por ativar “a música em nosso cérebro” e a melodia fica responsável por ativar nossos sentimentos. Ultimamente a coisa que mais vejo e ouço evoluir na música e o ritmo e a harmonia, para melodia simplesmente estão colocando qualquer coisa. É engraçado que a “grande mídia” resolva justamente apóiar as músicas cujo a melodia não desperta sentimento nenhum, e quando desperta algum geralmente é de “sexo”, "dopagem". “tristeza”, “solidão” ou “cornice”, as músicas novas que contenham esses três elementos desde o final da década de 1990 estão cada vez mais tímidas. O engraçado que as músicas que foram eleitas para ficar “para sempre” na memória das pessoas são justamente as que contenham os três elementos não importa que época elas foram feitas. Para as outras, mesmo sendo “hit” restam o sucesso comercial momentâneo e o esquecimento a medida que os anos passam. Me lembro que uma vez estava numa banda cujo queria tocar o mega sucesso do Van Halen “Jump” e meus companheiros foram contra idéia. Naquele momento não entendi o porque, pois a música continha esses três elementos e assim como Será (Legião Urbana), Billie Jean (Michael Jackson), O bêbado e o equilibrista (Elis Regina), Imagine (John Lennon), Garota de Ipanema (Tom Jobim), Satisfaction (Rolling Stones), Ando meio desligado (Mutantes) entre outras, será sempre lembrado pelas pessoas ao passar dos anos. O critério que eles não queriam tocar a música é porque a mesma era “antiga demais” queriam tocar coisas atuais. E o que estava na moda naquele momento? Prefiro não comentar, mas quem é músico e toca na noite há mais de 10 anos, pode imaginar que época é essa. Como uma música pode ser classificada de antiga ou atual quando contém estes três elementos? Por isso esse é um dos papéis da música “independente” mostrar ao público que ainda existe muitas pessoas fazendo música com esses três elementos e aguardando sua chance. Você acha realmente uma pessoa que escutou “bandas e artistas” que contém esses três elementos vai compor de maneira diferente?Talvez, mas os eu vi que compõe da maneira diferente dessa escola existem dois caminhos: serem considerados apenas cópias de artistas atuais ou ter algum sucesso financeiro temporário, e depois o vácuo do esquecimento....

A lógica é simples: uma música com estes três elementos nunca será esquecida da memória das pessoas.

Pense nisso quando compor!

Abraços!

sábado, 17 de julho de 2010

Mixagem: o efeito do panorama no nosso cérebro e ouvidos.

Já falei em panorama aqui, aqui e aqui, porém para os que tem muitas dúvidas, vou explicar agora como som entra pelo nossos ouvidos e invade nosso cérebro, para lhe dar uma luz do funcionamento do campo estéreo na nossa cabeça!



1)Fones de ouvido

Geralmente quem começa uma mixagem, começa por fone de ouvido pelo motivo que para ajustar o panorama sem “mexer nas freqüências” é bem mais fácil porque podemos ouvir melhor o posicionamento dos volumes. Muitas pessoas (eu também) teimam em equalizar com os fones, porém não é recomendado a menos que você tenha um realmente bom, pois eles “mentem demais” (muitas vezes é melhor gastar R$ 300,00 em fone de ouvido profissional do que R$1000,00 em monitor de aúdio) . Quando escutamos um CD de um artista ouvimos as músicas direito no fone, e nos perguntamos “porque minha música não soa assim”? Porque esquecemos que essa música já teve seu panorama testado inúmeras vezes até chegar a esse resultado. Por isso, essa gravação já foi calibrada para tocar em todos ambientes, resta calibrar a nossa.

2)Aparelhos de som

A maioria dos aparelhos de som são composto por duas caixas, uma na esquerda e uma na direita. Como temos dois ouvidos, colocamos as caixas posicionados geralmente paralelamente a eles (esquerda e direita). Quando você tira o som do fone e o passa para caixa de som, geralmente toma um susto: não foi isso que fiz! Sim, é o que você fez, porém no fone de ouvido, o som estava concentrado em sua mente e agora para ele chegar até o seu ouvido encontra a “acústica” como obstáculo (reverberação). Para se ter uma idéia, o simples abajur que está na frente das caixas que você usa para enxergar o teclado pode ser um obstáculo, e outro detalhe: isso é válido também para monitores profissionais de som, pois nada tem haver com a construção e sim com a acústica. Grande estúdios possuem “White Room” (Salas Brancas) são justamente o que o nome diz: uma sala branca, isolada acusticamente feita para mixagem. Isso não quer dizer que se você não tiver uma assim, não vai chegar num resultado “satisfatório” para seu panorama, apenas quer dizer que você tem que prestar mais atenção nos detalhes. Por isso, aquela história de colocar o som num volume médio e passear pela casa pode decifrar coisas que você não houve quando as está na frente das caixas.

3)Surround

Surround foi criado justamente para deixar a gente “dentro de um filme” e logicamente isso quer dizer deixar a gente dentro de um “show também”. Um panorama em surround quer dizer que você precisa ajustar o campo estéreo em 5 caixas ou mais e não somente em duas, por isso, antes de aventurar nisso, tenha um sistema “surround”. Você não pode “equalizar” por ele, mas pode ajustar o panorama através dele. O surround pode rodar num sistema estéreo de apenas 2 caixas sem problemas, porém dependendo a equalização que você fez um monte de detalhes podem sumir. O legal da de fazer um panorama sorround (pra que tem o equipamento) é ouvir o som passear pelo ambiente e pela sua cabeça.

4)Som ao vivo

A primeira coisa que você pode notar num show é que o mesário se posiciona na frente da banda justamente para ajustar o panorama. O som ao vivo é a coisa mais cruel de manipular em matéria de áudio. Até o melhor mesário pode estar sujeito a algumas armadilhas que ele faz: o ambiente (onde a banda toca se é um teatro, casa de show, boate, pub, bar, etc...), o clima/vento (tempo) se for por exemplo numa praça ou qualquer outro tipo de evento aberto e acústica. Isso se resolve de uma maneira bem simples: um bom ajuste nos equalizadores, crossover e compressores e um bom fone de ouvido e sempre checando o som do fone com o do palco. Então você deve estar pensando “isso qualquer mesário faz”, porém sabe qual a maior diferença entre um bom mesário e um ruim? A capacidade de calcular o ambiente. Pegue um reverb, coloque num som. A medida que você acrescenta o efeito ele o som se afasta, e a medida que você tira o efeito o som se aproxima. O Ambiente é um “reverb natural”, por isso quanto menos público mais reverberação ele tem, quanto mais menos reverberação terá. Os melhores mesários que conheço também são os melhores “engenheiros de som” justamente por já saber como o som irá soar no ambiente vazio. E o que isso tem haver com o panorama? Pense como um mesário ou como parte do público: se num fone o panorama é invadido direto em nossa mente, se num aparelho de som ele chega por duas caixas (uma esquerda e uma direita), o som ao vivo temos um “bombardeamento” de áudio, porque além dos P.A (as caixas que ficam de frente ao público) temos os retornos (caixas de palco) e amplificadores. Aqui o panorama se torna instável e por isso se o mesário conseguir resolver esse problema aqui não será nada difícil resolver o mesmo numa gravação.

5)Carro

Talvez devido a combinação, ferro, espuma, vidro, falantes ou qualquer coisa assim, o carro é considerado o “teste final” de uma mixagem. A maioria dos produtores dão ok nas gravações quando ela soa “clara dentro do carro, por isso é um ótimo lugar para sentir se seu panorama está correto.

Resumindo

Panorama nos fones de ouvidos: O som se concentra dentro da sua cabeça, como se fosse um pingo de água numa poça.











Panorama em caixas estéreo:
O som se espalha pelo ambiente do lado esquerdo e direito até chegar a seus ouvidos.













Panorama em Surround: O som se espalha pelo lado direito e esquerdo, na frente e atrás além de mais um subwoofer (gerenciador de super grave)











Panorama ao vivo:
O som se espalha depende onde estamos. Geralmente ele vem da frente lado esquerdo e direito, porém como há ambiência (reverberação) e fatores do tempo (vento/clima) pode se espalhar para vários lugares.













Panorama dentro de um carro: temos contatos direto com o som, seu panorama e suas freqüências.











Abraços!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Música, video e produção: Dire Straits

Salve Músiconauta! Antes essas postagens eram chamadas de “vídeo aula”. Porém como não quero fazer nenhum “master class” e o blog envolve “gravação, mixagem, masterização e produção” resolvi mudar o nome para: Música e Vídeo para ver o estilo “geral” de um artista ou banda. A banda de hoje sobre qual vou falar com certeza é uma das mais preferida de muitas pessoas ao redor do mundo: Dire Straits.

A História da Banda: link aqui

Sobre Banda: Dire Straits começou em na década de 1970 com idéia de ser uma banda punk (estilo que começava a ganhar força na época) na Inglaterra. Porém resolveram fazer um “rock clássico” que logo começou a mudar de cara. A banda sempre foi marcada pelo estilo “super banda” (sempre exagerando em camadas de sons limpos) tanto ao vivo quanto em gravações e depois de 1985 começou a usar direto sintetizadores e mudaram o conceito de gravação, mixagem e masterização como era antes (principalmente por causa do panorama). Uma das curiosidades é que Mark Knoppler apesar de ser um dos melhores guitarristas do mundo em sua gravações, raramente exagerava em solos (deixava tudo mais pop), porém suas performances ao vivo são recheadas de solo intermináveis.

Quem é a banda?

Vocal: Mark Knopler era o vocalista e o guitarrista principal da banda e também a alma dela (tanto que quando ele lançou seu álbum solo Golden Heart foi provado isso). Não fazia fírulas na voz, cantava com sua voz natural totalmente “branca” (quando não há diferença entre o cantar e o falar) porém sua técnica na guitarra vem inteiramente de “violão espanhol” que até hoje é admirável como ele conseguia tocar tão forte com os dedos sem precisar de nenhuma palheta.

Guitarra: além de Mark Knopfler na outra guitarra havia seu irmão David Knopfler. David deixou a banda em 1980 (porém nos outros anos fez várias participações em apresentações e gravações da banda) e com saída do mesmo, vários guitarristas de estúdio passaram pela banda.

Baixo: a posição de baixista sempre foi de John Illsley que também é dos fundadores da banda. Seu estilo passando do rock, para soul e funky sempre foi marcante na banda (preste atenção em seus slaps) além de pitadas de Jazz.


Bateria: Pick Withers também fundador da banda variava bastante seu estilo na bateria. Dificilmente você ouve uma bateria reta nas músicas sempre há um toque “jazzy” nas mesma. Porém em muitas performances ao vivo, a banda tocava com 2 bateristas (geralmente eram shows onde participavam vários artistas) dentre os quais incluía Phill Collins.

Outros instrumentos: geralmente a banda contou com vários outros instrumentos, como teclados, percussão, guitarra havaina que eram executado por músicos de estúdios.

Gravação, mixagem e produção

Pa mim não existe nenhuma banda que bata o recorde de Dire Straits nestes 3 quesitos, a variação dos discos gravados em 1978 a 1985 é muito grande. Pra começar desde o primeiro disco eles inovaram no quesito mixagem. O instrumentos sempre foram bem gravados (Sultan of Swing é considerados um dos timbres de guitarra mais limpo já gravados) e a banda sempre experimentou vários tipos de posições de microfones, mudanças no kit da bateria, timbres de baixo e guitarra, vários tipos de equalização, pan, compressão e efeitos. Quando Brother in Arms foi gravado, a banda colocou sintetizadores e inovou lançando o álbum em 3 formatos: LP, cassete e um formato que logo iria tomar conta de tudo: O CD que a Philipps queria botar no mercado (Aliás, a remasterização desse álbum quando saiu o formato DVD valeu mais um Grammy para banda em inovação “surround”). Pouca gente sabe, mas quando os engenheiros de som precisam de uma referência o álbum Brothers in arms é o primeiro da lista para verificar como está o “panorama” da música não importa o estilo. Outro fato curioso que o álbum ao vivo “On the night” de 1993 foi o primeiro álbum da história gravado totalmente em DDD (tudo digital e nenhum equipamento de gravação análogo).


A Vídeo aula 1: Sultan of Swings



Nessa video aula, você vê exatamente como Mark Knopfler faz no hit Sultans of Swing. Aliás, você sabia que o timbre original foi gravado somente usando uma Fender Strocaster e um Fender Vibrolux? A prova que o som está na mão do guitarrista!
O solo é feito sobre as notas: Dm C Bb A


A Vídeo aula 2: Walk for life (teclado)



Eu separei esse video de como tocar “Walk for life” (uma das mais belas introduções feitas em órgão) justamente para mostrar como se faz ela. Porém confesso que achei muito interessante como esse tecladista faz a música usando o “ritmo” manual do teclado, acho que vou até copiar! Hahahaha!
O solo é feito sobre a harmonia: E A B7 A B7

Primeira Música: Money for Nothing (Clipe Original)




Money for Nothing foi a primeira música a passar na MTV da Inglaterra e até hoje mantém o recorde como a música mais tocada na emissora e curiosamente a letra critica o exagero que é a MTV! Money for Nothing também foi um dos primeiros vídeo clipes gravados com “bonecos virtuais” usando animação gráfica e filme, que em 1985 era coisa de outro mundo.


Segunda Música: So far away (ao vivo em 1985)



Confesso que essa música e La Bamba (versão Los Lobos) foram as músicas que tive mais dificuldade para tirar!!! As poucas notas que ele faz no riff faz toda diferença pra deixar uma música bonita. É uma das minhas músicas favoritas, e sempre a toco.


O que pode ser aprender com a banda

Vocalistas: os vocalistas provavelmente não terão dificuldade em tirar músicas do Dire Straits porque elas eram baixas. Uma vez um amigo meu falou sobre a diferença entre um “vocalista que tenta ser guitarrista” e um “guitarrista que tenta ser vocalista”. Mark Knopfler com certeza é um dos poucos vocalista que é guitarrista.

Guitarristas: não vou entrar nos detalhes. Escute, tire e veja como é possível fazer arpejos, escalas, tríades e outras coisas, sem palheta! Mark Knopfler usa técnicas flamencas na sua mão esquerda, parece que ele tem 5 palhetas na mão.

Baixistas: Os compassos bem marcado de John Illsley são o mais interessante no baixo. A prova que um baixo rock pode soar, soul, funky e pop ao mesmo tempo sem perder a intenção do que ele que ser.

Tecladistas: Apesar de usarem mais teclado a partir de 1985, o mais legal é ver as camas e as ligações que o teclado faz entre um acorde, virada e riff, sem contar que a introdução de Walk for Life é quase obrigatória pra quem está aprendendo teclado.

Bateristas: O interessante aqui não ver as gravações de estúdio e sim as performances ao vivo, principalmente aquelas que incluem a participação de outro baterista. As baterias ficam absurdamente cheias, e ainda há espaço para percussão! A prova que quanto mais percussão, também pode soar bonito.

Mixadores, engenheiros de som e produtores
Dire Straits é o pai da gravação moderna. Antes de lançarem “Brothers in arms” as gravações viviam perdido em rótulos do tipo “estilo L.A”, “estilo NY”, “estilo Londres”. Eles botaram o mundo das gravações literalmente de perna pro ar, quando ousaram fazer algo bem diferente da época. Além do mais, foram eles que deram força pra que a gravação digital saísse do papel e parasse no seu computador.

Audição essencial
Sultans of swing, Last Hero, Money for nothing, Walk for life, Solid Rock, Heavy fuel, Brothers in arms, Why worry, So far away, Calling Elvis, Your least trick, Romeo and Juliet.


Site oficial
http://www.dire-straits.org/

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Doce Ilusão

Existe uma coisa nos filmes americanos como "The Wonders O sonho não acabou", "The Commints loucos pela fama", "A encruzilhada (onde steve vai duela com si mesmo)", "Quase Famosos" e outros cujo o nome sou vou me lembrar sem ir a uma locadora, falam do sobre mesmo o sonho: a fama. Por muito tempo, tinha uma teoria de que "Jabá é coisa do Brasil, lá fora o pessoal gosta de ouvir coisas novas e próprias", pois é, essa era somente uma Doce Ilusão. Uma vez, publiquei num forúm americano, a seguinte pergunta: "Como tocam as bandas nos EUA, Inglaterra e outros países?" As respostas eram as mesmas: "Aqui o pessoal não quer saber de coisa própria, aqui o pessoal só quer saber da aparência, do que está na moda e aqui existe jabá também". Particularmente eu tomei um choque, pois em certas revistas os músicos de lá contam sempre a mesma ladainha: "nós estávamos tocando num bar e alguém nos descobriu". A coisa podia ser assim no passado, mas já não é mais há muito tempo. E por isso muita gente tem que agradecer quem inventou o computador, a placa de som e as DAW digitais e a internet (principalmente o you tube, my space e outros sites como o Palco Mp3) pois é isso que está abrindo caminho pra muita gente pois como diz uma amiga minha “ouvinte assídua” de bandas independentes: o público está procurando coisas novas. Um exemplo que dou é que um casal de amigos que passaram no teste do Raul Gil há uns 4 anos atrás, não pagaram nenhum jabá e foram convidados a participar do programa, foram produzido por Wilson e Soraya e gravaram este ano um belo CD.Uma coisa que você nunca pode negar, é a criatividade do músico brasileiro... A quantidade de música boa inacreditável. Antigamente dizia que se você quer o público te conheça, use uma teoria que o "Mister W" defende a muito tempo: grave um CD bem gravado (ou pelo menos legal) e venda em seus shows. pois, talvez essa seja a única maneira de um "olheiro" prestar atenção em você(s) hoje em dia, porém hoje dia temos muitos métodos de alcançar o ouvinte, basta saber quais são e usa-los. Novamente recomendo baixar o livro do músico Leoni: “Manual de sobrevivência no mundo Digital” link aqui:

http://www.leoni.art.br/


Boa Semana!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Plágio e a sacanagem

Um amigo meu anda passando uma situação delicada: ele tem banda com vários som próprios e o um dos membros saiu, montou outra banda começou a querer registrar todas a músicas dele. Até aí normal, o problema é que o cara quer registrar até as músicas que ele não fez. Então, fui “convidado” a transcrever as músicas para partitura com urgência para registrar. Aproveitando essa história, o “medo do plágio” é mais comum do que se possa imaginar com certeza é um dos fatores que impede que muita gente divulgue seus trabalhos em sites de música independente. Porém a pergunta que se deve fazer: você acha que é tão fácil plagiar?

Conheço três casos de plágio famosos:
1)Blues Magoos vs Deep Purple

A Banda Blues Magoos gravou We aint got nothing yet e o a banda Deep Purple fez Black Night e copiou vários detalhes dessa música, como os riffs e a voz. Porém Deep Purple disse na epóca que a música foi mesma inspirada nessa banda já que Ian Gillian é fã da mesma e entraram num consenso. Confira a semelhança das músicas abaixo:

We aint got nothing yet
Black Night

2) Jorge Ben Jor vs Rod Stewart

O roqueiro britânico usou a "frase" "Tê-tetere-teretetê", da música "Taj Mahal" de Jorge Ben no refrão da ótima "Do Ya Think I'm Sexy?". Durante muito tempo Jorge Ben tentou provar que houve plágio em cima da sua música pois o cantor inglê ouviu a mesma num show em 1974 que Jorge Ben fez no Rio. Jorge Ben ganhou na justiça, porém Rod Stewart tinha concedido todos os direitos autorais da música a uma campanha da UNICEF e única coisa que Jorge Ben ganhou foi levar os créditos pela múisca. Confira a semelhança das músicas abaixo:

Taj Mahal
Do Ya Think I´m Sexy

3) Roberto Carlos e Erasmo Carlos vs Sebastião Braga

A mais famosa história de plágio da música brasileira. Roberto Carlos realmente plagiou a música de Sebastião Braga (um músico amador) e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou que o sucesso "O Careta", lançado por Roberto Carlos em 1987, realmente trata-se de plágio da canção intitulada "Loucuras de Amor", de autoria do compositor Sebastião Braga. Nesse caso o plágio foi comprovado e o compositor foi indenizado. Confira a música abaixo:

O careta


Mais sobre músicas famosa que são plágio aqui


Como você pode ver, plágios não acontecem somente com pessoas comuns.
Alguns detalhes que podem te salvar de um plágio.

1)Está muito mais fácil provar a origem da música hoje em dia , principalmente se ela já está em algum site, ou se tiver algum CD gravado.

2) Melhor ainda se você autenticou ela num cartório com a letra e a cifra, porque antes de registrar melodia deve-se fazer isso. Não é uma segurança total, pois segundo o ECAD para alguém receber direito autoral a música tem que estar registrada com partitura de melodia e harmonia. Porém, se for plagiado, pode dar rolo para que está fazendo isso.
3)Troque idéias com seus amigos que já registraram músicas ou troque informações na internet. Você sabia a que há sites que já fazem registro on line? Veja alguns deles:

http://musikcity.mus.br/registro.html
http://www.clubedoscompositores.com.br/registro1.htm


Segundo o músico Leoni no seu livro “Manual da Sobrevivência no mundo digital” hoje em dia está muito mais difícil o plágio graças a internet. Porém lembre-se: quanto mais cedo você registrar oficialmente sua música, menos dor de cabeça terá.

O plágio vs a criatividade

Na minha história no meio musical nunca presenciei de fato um plágio real. Porém de todas as histórias essa foi a que mais me chocou: um grande amigo meu e grande músico uma vez foi plageado pela própria banda de baile que ele tocava. A banda o demitiu e usaram sua música para ganhar um festival daqui de Santa Catarina que pra mim isso não há com descrever sem usar palavras de baixo escalão porque “sacanagem” é pouco. Porém esse meu amigo continua fazer CD, músicas, é professor e músico e enquanto cada vez mais luta pelo seu sonho mais está o alcançando. A banda que o plagiou? Acabou há muito tempo... Sem sucesso nenhum depois que plagiou a música.... Lembre-se: as pessoas podem até te plagiar, mais nunca irão superar sua criatividade.

Pra quê plagiar se existe jabá?

Quando falo para pessoas mostrar os seus trabalhos mesmo que não tenham sido registrados, ficam com pé atrás com medo do “monstro do plágio”. Mas pense um pouco: se as grandes rádios estão tocando por jabá (e algumas ainda escolhem que músicas tocar), porque alguém irá plagiar justamente a sua música? Essa chance de acontecer é praticamente como ganhar na loto. As bandas famosas preferem plagiar músicos de fora do que os músico independentes. E se plagiar imagine o “escândalo” que seria uma música que está fazendo sucesso ser uma cópia? Acha que nenhum advogado não se interessaria pela sua causa? Por isso o caso “Roberto Carlos e Erasmo Carlos vs Sebastião Braga” serviu de exemplo para vários músicos de carreira no Brasil.

“Quem não deve não teme”
“A verdade sempre aparece mais cedo do que você imagina”


Abraços!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Video Aula: Estilo Legião Urbana

Salve Músiconauta! Com o crescente número de vídeo aulas no sites, vou separar algumas comentados por mim, para enriquecer mais vocabulário musical. Aqui tudo é direcionado para nosso objetivo: gravação, mixagem e produção. Hoje vou falar um pouco sobre uma das melhores bandas do rock nacional: Legião Urbana.

A Banda
Legião Urbana é minha principal fonte de inspiração quando se trata de letras que falam de sentimentos. Ela surgiu no cenário de Brasília nos anos 80 guiados por um “maluco beleza” chamado Renato Russo que sempre teve afinidade com as câmeras. Junto com ele o guitarrista Dado Villa Lobos, o baixista Renato Teixeira e o Baterista Marcelo Bonfá e fizeram a banda que marcou o rock da década de 1980. O resto está aqui nesse link.

O estilo
Legião urbana foi taxada como Country Rock (na época diziam que as bandas brasileiras faziam “pastiche” das bandas internacionais) porém desde do início começou a misturar estilos dentro dos seus discos: Que país é este lembra um rock psicodélico sem solo, Faroeste caboclo mistura 3 estilos (country, reagge, rock) ao passar da música, o punk de Química, Synth POP com Angra dos Reis e Por Enquanto, Quando o sol bater na janela do seu quarto um Sweet Rock, Perfeição rap com instrumentação rock e a música estilo medieval de Monte Castelo.

Vocal:Renato Russo era um verdadeiro, show man. Nos shows brincava com o público, pedia ajuda com as letras quando esquecia, tocava piano ou teclado quando era preciso e fazia performance selvagens e polêmicas. Sua voz Grave fazia parte de sua pessoa e da definição do som da Legião.

Guitarra: Como The Edge (U2) Dado Villa Lobos foi na contra mão da guitarra. Na época muitos guitarristas inspirados por Van Halen, Malmsteen, Vinnie Moore, Steve Vai queriam tocar “1000 notas por segundo”, Dado optou apenas por fazer “show cheios” e necessários. O fato é que suas harmonias são repletas de acordes “típicos de hit” (sus, 9º, 4º e 7º) pouco se vê dissonância ou tétrades. Não espere ver solos, pois eles sempre fazia os mesmos curtos e diretos (mais como arranjos) mas a introdução de Tempo Perdido, Faroeste Caboblo, Pais e filhos, Que país é este e os harmônicos de Ainda é Cedo são marcantes.


Baixo: Renato Teixeira, entrou de “para quedas na banda” e ninguém sabe por que saiu da mesma maneira. O seu baixo não tinha muitas “firulas”, um bom baixo rock e quando precisa mudar o estilo mudava sem problemas. A prova disso é a introdução de Ainda Cedo, um simples “feijão com arroz” bem feito.

Bateria: Marcelo Bonfá assim como o baixista também não fazia nenhuma firula, mas deixava sempre a banda redonda. A prova disso é que o que vemos nos shows é o tempo exato que ouvimos no CD.

A Vídeo aula

Pra entender bem o estilo de Dados Villa lobos, essa aula do site do www.cifraclub.com.br mostra exatamente o que ele faz.




Note que as notas D5 Dsus 5 D Am e D5 Dsus 5 D Am são uma seqüência bem simples que um novato com apenas algumas semanas de aula pode tocar. A grande sonoridade e as notas fáceis fazem do Legião Urbana uma das melhores bandas pra começar a tocar. Para os experientes perceba que uma música não precisa de “um milhão notas” pra soar bonita.

As Músicas

1) Tempo Perdido



Essa música faz parte do disco “Dois”. A introdução da música não há como descrever. Como alguém pode montar uma introdução tão bela com acordes? Os acordes não passam de uma seqüência de Em, D, C, G e B7. Vale a pena verificar a tabulatura dela, aqui. A letra da música descreve bem o sentimento de “juventude perdida” da metade da década de 1980.

Indíos




Quando essa música foi gravada em 1986 era o “boom” synth pop inglês e alemão e a new age. Essa música tem um dos temas mais belos do teclado que conheço, além de ter uma bela levada feita em bateria eletrônica. É uma música tensa com uma letra marcante que te pega na primeira audição. Essa música também presente no disco “Dois”.


O que pode ser aprender com a banda

Vocalistas
Você não precisa dar agudos gigantescos ou ser rouco para fazer um bom rock. Renato Russo sempre cantou no estilo barítono (grave) e ninguém nunca reclamou. O sua atitude (até polêmica) nos palcos era real, muito diferente de certas bandas que vemos esses dias cuja a atitude é “pastiche” de si mesmo.

Guitarristas
Assim como a voz, os guitarristas com pouco “dicionário” de notas e escalas também pode fazer várias harmonias belas e melódicas. Em certas bandas, “voar pelo braço” não casa. Um bom “suingue” é importante e muitas vezes saber fazer músicas com poucas notas pode sair grandes sucessos.


Tecladistas
Legião Urbana usava pouco teclados pois não havia um alguém oficialmente o instrumentos (Renato Russo, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá se revisavam nos teclados), porém como alguém pode sentar na frente do piano e inventar uma coisa tão melódica como “Ainda é Cedo” e “Índios” é fora de série. A prova que muitas vezes mesmo você não sabendo um instrumento pode fazer belas coisas com o mesmo.

Baixistas
Aos baixistas nem sei o que comentar, porque a banda nunca teve um baixista oficial. Talvez eu resuma tudo dizendo que era um baixo consistente e trabalhado do que técnico propriamente dito. É um baixo típico do rock e hard rock.


Bateristas
Marcelo Bonfá tinha um domínio muito bom na bateria e em vários instrumentos (trazia tudo isso para sua bateria). Porém a maioria das músicas não possue baterias complicadas. Para um iniciante assim como a guitarra, fazer “cover” do Legião é uma ótima pedida, pois são músicas simples de tocar e que todo mundo conhece.

Para quem grava, mixa ou produz
Se você quiser fazer um som característico dos anos 80 não precisa nada mais que Legião Urbana. Seu padrão de gravação e mixagem são típicos da época: bateria com reverb misturada com eletrônica, vocal com hall, baixo forte sempre alternando entre colcheias e semi colcheias, guitarras no estilo “stratocaster” com delay e chorus.

Audição essencial:
Tempo perdido, Ainda é cedo, Angra dos Reis, Eu era um lobisomem juvenil, Índios, Será, Soldados, Teorema, Sete Cidades, Monte Castelo, Teatro dos vampiros, Que país é este, Se fiquei esperando meu amor passar, Quando o som bater na janela do teu quarto.


Site oficial
Legião Urbana

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Gravação para principiantes: 10 perguntas sobre DAW (Programa Multi Pista)





Pra começa, DAW (Digitação Audio Workstation) aqui no Brasil tem vários significados: programa multipista (que era o que eu conhecia até saber que o temo correto era DAW), programa de gravação, programa de gravação de estúdio, etc....
Essa postagem vou fazer justamente para os que me perguntam como funciona uma DAW, porém vou lembrar você que você deve escolher seu(s) programa(s) e estuda - ló bem.

1) O que é multi track?
Provavelmente fosse já viu uma mesa de som (também conhecido como mixer). Já notou que ela tem vários botões e separados pelo número 1, 2, 3 e assim por diante? Isso é porque uma mesa de som é multitrack ou seja, “multi pistas”. Uma DAW se basea nesse periférico. Como mostra a figura abaixo:


(CLIQUE
PARA AMPLIAR)







Compare que as funções da mesa de som aparecem também no mixer virtual do Sonar.

2) Posso fazer numa DAW o que faço com uma mesa de som?
Sim. Basicamente tudo. O rack de uma mesa (onde contém o compressor, crossover, equalizador, etc..) pode ser substituído por plugins. Porém de uma olha antes na pergunta 8.

3)O que devo ter para rodar um DAW?
Um computador e uma placa de som. Antigamente era um parto fazer um DAW rodar, porque só as placas caras tinham “full duplex” (rodar, tocar e gravar ao mesmo tempo) mas desde 2001 isso é padrão nas placas de som (por isso se você não consegue ouvir e gravar ao mesmo tempo algo está errado no seu computador, clique aqui para saber mais). O equipamento que você tem depende de você (mesa de som, microfone, placa de som, etc...), porém lembre-se que quanto melhor o computador, melhor ela irá rodar.

4)Qual programa escolher?
Depende do seu gosto e bolso. Hoje em dia a DAW gratuitas que não devem aos programas pagos porém nenhum programa é igual o outro principalmente na parte dos plugins (link). Algumas são fáceis de aprender, outras complicadas porém uma coisa digo: quando se aprende uma bem, nas outras só mudam as posições dos comandos que você já conhece.

5)Quais as DAW mais usadas?
Segundo o site Top Ten essas são as DAWS mais usadas nos EUA (acho que muda a posição um pouco no Brasil, mas são essas também):

1.FL Studio 8.7 (Fruty Loops)
2.Abelton Live
3.Cubase 4 e 3 SX
4.Apple Logic Studio
5.Cakewalk Sonar 7
6.Pro Tool
7.Reason 4
8.Sony Acid
9.Adobe Audition
10.Nuendo

Dessas dez as que uso são a 1º, 5º e 8º. Sony Acid é uma DAW muito fácil de aprender.

6)Latência, dropout e firewire
Antes continuar, você deve saber das 3 coisas que enchem o saco de quem grava com uma DAW:

Latência: Lembra do vídeo do Sanduíche? Foi ocasionado por erro de latência. Isso é como um delay: se cria através do tempo de atraso de um sinal. Para resolver isso você deverá ter um domínio da sua DAW na parte de “configuração” para saber onde é o menu de “latency”. Geralmente deixa-lá em “auto” ou 128 ms resolve o problema. Porém há um detalhe: a maioria das DAW se configura automático a latência da placa de som, caso a DAW que você escolher não faça isso, te sugiro a mudar. Uma das compras mais inúteis que já fiz foi o Sony Acid 6.0. Apesar de ser ótimo para manipular VSTi toda vez que usava a latência nunca fechava! Hoje em dia, só o uso para fazer playback com os VSTi. Clique aqui para saber sobre isso.

Dropout: para que vai começar não se preocupe que esse é o pesadelo mais comum de quem trabalha com áudio. Todo mundo dá uma explicação “super detalhada” sobre dropout mas a verdade é que: dropout é quando a DAW não consegue tocar e gravar ao mesmo tempo porque a memória extendida e a CPU do computador estão esgotados! Você perceberá isso quando o campo “CPU” da sua DAW (procure se localizar onde é) chegar em 90% ou 100% que dizer que o computador está “estagnado” (devido a várias coisas que você está fazendo ao mesmo tempo) ou plugin é tão “pesado” que seu computador não tem como roda-lo. Na pergunta 8 vamos ver isso em detalhes.

Firewire: você instala sua DAW, você tem um “super computador” e na hora de fazer o programa rodar ele diz “no firewire soundboard detect” (Placa de som firewire não encontrada” e que diabos é isso? Essas placas de som são placas que rodam pelo sistema firewire, ou seja a integração de dados em “tempo real” (basicamente usa pouca CPU) por isso se você escolher uma DAW dessas, não tem jeito: vai ter comprar uma placa de som firewire. Veja aqui os preços pra ter uma idéia.

7)Quantas coisas dá pra fazer ao mesmo tempo com uma DAW?

Dá pra gravar, reproduzir, reproduzir enquanto grava, da para colocar um plugin em tempo real, passar o mesmo antes, da pra usar midi, metrônomo, dá para o midi usar Vsti ou DXi como sistema de timbres, algumas você pode fazer surround ou mexer com filmes, dá para usar umas 200 pistas de uma vez, etc... Se não fosse por um detalhe: isso é um programa de computador.
Podem falar mal daqueles grandes estúdios onde há “milhares” investidos em equipamentos analógicos como: DAT, compressores, câmaras de reverb/delay, Mesa de som de 64 canais, crossover, equalizadores, estágios... Você pode acionar tudo isso ao mesmo tempo em tempo real que o som irá gravar ou reproduzir normalmente. Num computador tudo se limita ao desempenho do mesmo (Desde a CPU até a placa de som que está usando) pois todos periféricos são substituídos por plugins. Você pode ter até equipamentos para gravação porém a reprodução irá sempre depender do desempenho do computador e do estiver instalado nele.

8) Máster e Bus
Você irá ouvir muito sobre isso... Máster é seção principal de plugins, bus são alguns pistas que usam um plugin em comum. Por exemplo, no máster vai um limiter no bus vai um reverb.

9) Qualidade de som.
A qualidade de som nada tem haver com o programa ou com os plugins. A qualidade som vem da placa de som.

10)Mãos a obra!
Escolha sua DAW!
No meu curso de gravação para iniciantes, você entenderá melhor.

Então? Escolha seu programa e ótimas gravações!
Abraços!