domingo, 11 de junho de 2017

Gravação: gravando voz em takes

Numa postagem anterior falei que quando a voz é gravada por “partes” em muitas partes ela pode soar alta e outras baixas e que esse um dos principais fatores que muitos produtores preferem gravar “vária vozes” com partes inteiras e escolher as melhores.
Porém isso depende de alguns fatores: se o cantor é bem afinado e treinado, tempo de estúdio, colocação de efeitos e principalmente se o cantor está entusiasmado para cantar. Apesar de antigo, no filme La bamba nessa parte (video abaixo) mostra o empenho dos produtores de Ritchie Vallens para gravar os trechos do mega sucesso “Come let´s GO” e isso também é muito usado: muitas vezes vale a pena se gravar em takes para pedir ao cantor mas empenho e determinada parte.






Vamos a listas de vantagens de gravar uma voz em take:

Melhor de se trabalhar ao fazer limpeza (pontos de respiração, de-esser)
Se corrige mais fácil um trecho com auto tune ou harmonist.
Nem precisa compressão, basta você aumentar com um “envelolpe de volume” as partes baixas e equilibrar com as partes altas.
Pode se pedir empenho ao cantor numa frase sem se preocupar com os pontos de respiração.
Pode se pegar uma parte e reaproveitar a mesma em outro lugar sem precisa fazer novamente essa gravação.
Pode se trabalhar várias vezes na mesma parte antes de passar para outra.
Caso ocorra algum erro durante a gravação é só pedir para o cantor regravar somente o take que deu errado.

Vamos listar as desvantagens:

A principal desvantagem dos takes é que um crítico de música com ouvido supremo notará que o som não está natural.
Você irá precisar de pelo menos 2 pessoas para isso (alguém fica no computador, outra pessoa análise o empenho do cantor)
Ao dar render (junção das partes) pode ser perder alguns dB ou ficar fora de fase.
O tempo de gravação em takes é bem maior do que gravar direto (devido ao emprenho em cada take)
Nem pense em passar noise gate ou noise reduction! A Limpeza tem que ser manual, pois esses efeitos podem deixar o take “fora de fase” na hora do render!
Não passe efeitos do tipo reverb, chorus, flanger... No take! Ao menos que cloque no o efeito no “bus” e faça o render.

Lembrando pra quem usa o estúdio como meio de profissão: você precisa explicar ao seu cliente as vantagens e as desvantagens de se gravar em take, mas por experiência própria, é bem mais fácil de trabalhar assim com pessoas destonadas (que mudam de tom do nada) ou aquelas que tem dificuldade de manter a respiração.

Abraços!

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